terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Algo a mais (Conto erótico)

Nosso relacionamento já não estava como antes. No começo, tudo era perfeito, transávamos todos os dias, sorríamos todos os dias, havia um fogo inacabável e estarmos juntos bastava para os dois. Mas com o tempo o marasmo invadiu a nossa cama e a rotina começou a minar a nossa relação. Era preciso fazer alguma coisa para salvar o que ainda restava do nosso amor. Sim, nós nos amávamos! Mas existe uma fase na vida de um casal em que é preciso renovar.

Então resolvi inventar algo, mesmo que passasse por cima de alguns conceitos e valores que eu tinha, para poder atar de vez o nosso laço. Resolvi chamá-la para sair, sem saber ainda o que poderia fazer para agradá-la. Sentia-me muito inseguro, tinha medo de perdê-la e por isso não tinha ideia do que fazer para surpreendê-la.

Fomos até um barzinho novo na cidade com cara de baladinha, pegamos uma mesa no canto e para sentar havia poltronas bem confortáveis. O ambiente contava com meia luz, um som agradável e pessoas bonitas. Nas paredes do bar, bebidas do mundo inteiro, uma bela decoração.

Minha mulher estava belíssima! Usava um vestido negro de malha com discretas lantejoulas, soltinho e, atendendo ao meu pedido, sem calcinha. Ela era loira e estava usando um rabo de cavalo, como eu gostava. Talvez ela também tivesse imaginado algo para aquela noite.

Eu já me sentia excitado só de imaginar o que poderia acontecer. Pedimos dois drinks, duas margueritas. A tequila a deixava relaxada. Ficamos curtindo o som, bebendo e batendo papo por um tempo. Pedimos mais duas bebidas – dessa vez dois martinis - e eu comecei a encará-la com cara de safado. Ela retribuiu. Começamos a nos beijar, com línguas molhadas, bocas encaixadas e intenções segundas. Apertei uma de suas coxas e comecei a alisá-la em direção à sua bocetinha. Ela tremia! Eu alisava, ela se abria. Quando percebi estava com os dedos molhados, masturbando seu grelinho enquanto chupava a sua língua deliciosa. Paramos por alguns segundos e olhamos em volta. Percebemos que havia um casal sentado de frente nos observando. A excitação era tanta que, sem nos comunicar verbalmente, sabíamos o que deveríamos fazer. Era o diferencial que eu procurava, a deixa, a oportunidade. Voltamos a nos beijar e quando coloquei a mão dentro do seu vestido novamente, ela estava ainda mais molhada, estava adorando a sensação de ser observada. 

Estávamos sentados numa parte mais reservada do bar. Os seguranças do local quase não passavam por ali e quando passavam fingiam que não viam nada. No fundo, era divertido pra eles também. Quanto ao casal, ele tinha uns 37 anos, era alto, magro, corpo de nadador, cabelos negros, lisos, penteados pra trás, barba bem aparada, estava bem vestido, camisa cinza, jeans escuro, cinto e sapatos pretos. Depois fiquei sabendo que era um empresário bem sucedido. Ela era morena de cabelos negros, olhos verdes, uns 26 anos, estava usando um vestido de paetê todo aberto nas costas, tinhas coxas bem trabalhadas, uma linda mulher.

Nós nos beijávamos como nunca havíamos nos beijado antes. O álcool estava nos deixando ao mesmo tempo relaxados e corajosos. Queríamos mais! Precisávamos de mais. Olhamos para o casal novamente e a morena estava apertando o pau do seu parceiro por cima da calça, olhando pra gente com cara de safada. O que eles queriam, afinal? Eu só sei o que EU queria: dar prazer para a minha mulher, não importa como fosse!

Percebi que a minha loira, a mulher que eu amava, estava olhando vidrada para o volume na calça do tal empresário. Aquilo me causou um turbilhão de sensações. Fiquei com ciúmes, pois nunca havíamos nos traído e nunca havíamos dado brechas para coisas novas na nossa relação. Era quase tudo dentro dos moldes tradicionais. Entretanto, quando estávamos dentro de quatro paredes, nos divertíamos muito, fazíamos coisas inusitadas, mas nunca havíamos aberto as portas para ninguém. E ela continuava olhando, não conseguia disfarçar. Deu uma mordidinha nos lábios. Sabia que estava muito excitada. Então senti meu pau latejar dentro da cueca. Não sabia o que aquilo significava, estava totalmente confuso. Não entendia como ciúmes e tesão poderiam estar correlacionados. Mas funcionava! 

De repente, eles estavam hipnotizados. Parecia que conversavam por telepatia. Estavam trepando via transmissão de pensamentos. Sem que eu percebesse, ele levantou e foi até o banheiro. Minha mulher sussurrou algo nos meus ouvidos como “já volto”, levantou-se segura do que estava fazendo, não só a ela, mas por mim também, e foi atrás. Eu não pude fazer nada. Não sabia o que realmente fazer. Deixei que fosse. E meu pau pulsava no descompasso do coração...

Ele sabia que ela iria. Abriu a porta de uma das divisórias do banheiro e ficou esperando lá, com a pica cheia de prazer pra dar. Ela entrou. Não havia ninguém mais além dele. Entrou e a porta foi fechada. Enfim sós. O empresário boa pinta e a MINHA mulher. Ela queria uma putaria. Ela queria se reinventar. Foi abrindo cada botão da camisa dele, bem devagar, suavemente, enquanto ele ofegava. Ele tinha um peitoral definido e depilado. Ela passava a língua pelos seus mamilos e descia lambendo pela barriga, subia novamente e mordiscava os bicos dos peitos. Mas o melhor ainda estava por vir. O que ela queria de verdade era sorver todo o prazer que ele acumulava naquelas bolas. Então agachou, abriu o cinto, agora com um pouco mais de selvageria, sempre olhando pra ele com cara de piranha, abriu o botão, abaixou o zíper e puxou a calça com tudo pra baixo, fazendo com que a cueca descesse junto. O pau saltou pra fora, balançando na frente da cara dela. Uma pica grossa, dura, lisa, de cabeça rosa e macia. 

Eu continuava lá fora, bebendo e imaginando se ela havia apenas ido ao banheiro ou o que estaria fazendo. Ansioso como nunca estive, excitado como nunca estive. A mulher dele, a morena, continuava tranquila na mesa, bebendo sua vodca com suco.

Então a minha loira, que tinha uma boca linda e suave, lambeu os lábios e passou a língua de baixo até na cabecinha, fazendo com que ele quase uivasse de excitação. E num súbito abocanhou aquele cacete e começou a boquetar e a bater ao mesmo tempo. Só conseguia chupar um pedaço, pois era uma pica e tanto. Ele estava explodindo de tesão, as veias do pau inchadas. Começou a mexer o quadril rebolando e fodendo a boca dela. Ela babava e mamava. Literalmente com água na boca. Mas ela tinha pressa, pois o que ela queria era beber o seu leite. Acelerou os movimentos e suplicou, com a voz inebriada:

- Goza na minha boquinha!

Então ele socou a vara na boca dela com vontade e avisou:

- Vou gozaaar! Bebe tudo, vadia!

Pois ela, que adorava engolir tudinho, embebedou-se um pouco mais, sem perder uma gota sequer.

Em seguida, enquanto ele se recuperava do gozo no banheiro, ela levantou-se, lavou-se e voltou para a nossa mesa, com um sorriso ao mesmo tempo leve e misterioso. Ninguém havia visto nada.

Sentou-se ao meu lado, beijou-me o canto da boca e disse no pé do meu ouvido:

- Vou te recompensar ainda hoje.

E tivemos a maior noite de amor dos últimos anos.

Marco Hruschka

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Marco Hruschka é natural de Ivaiporã-PR, nascido em 26 de agosto de 1986. Morou toda a sua vida no norte do Paraná: passou a infância em Londrina e desde os 13 anos mora em Maringá. Sempre se interessou em escrever redações na época de colégio, mas descobriu que poderia ser escritor apenas com 21 anos. Influenciado por professores na faculdade – cursou Letras na Universidade Estadual de Maringá – começou escrevendo sonetos decassílabos heroicos, depois versos livres, contos, pensamentos e atualmente dedica-se a um novo projeto: contos eróticos. Seu primeiro poema publicado em livro (Antologia de poetas brasileiros contemporâneos – vol. 49) foi em 2008 e se chama “Carma”. De lá para cá já, entre poemas e contos, já publicou mais de 50, não apenas pela CBJE, mas também em outras antologias. Em 2010 publicou seu primeiro livro solo: “Tentação” (poemas – Editora Scortecci). Em 2014, publicou “No que você está pensando?” (Multifoco Editora), livro de pensamentos e reflexões escrito primordialmente no facebook. É professor de língua francesa e pesquisador literário.

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