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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Despir

Primeiro você deve despi-la com os olhos...
Um bom voyeur pode fazer com que alguém se sinta
Envergonhadamente nu,
Excitadamente nu.
Em seguida, com os dentes...
Use a boca, somos animais famintos!
E só por último, apenas em último lugar
Com as mãos.

Ou não...

Ou não...


Marco Hruschka
segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ritual

Quero a saliva da tua boca
Para alimentar meus anseios indiscretos,
Vou beber dos teus segredos
Para nutrir o meu amor.

O meu pecado é fingir não te amar.

Quero a tua língua roçando minhas tentações
Só pra eu saber que tudo é possível,
Só pra eu saber que você é possível,

Me olhe com paixão, fé, fúria e força!
Redescubra-nos!
Quero ter a certeza de que o céu
Não precisa ser necessariamente azul,
Ele pode ter a cor dos teus olhos.

Quero que sussurre nos meus ouvidos
Coisas proibidas,
Outros mundos,
Neologismos sexuais,
Variações linguísticas do amor,
Para inventarmos juntos,
Numa mistura incompreensível aos sensatos,
Num ritual indelével de delícia,
Um instrumento musical alucinógeno
Capaz de mover montanhas, de abrir mares,
De fechar os olhos, de antever orgasmos...

Marco Hruschka
sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Livre arbítrio

Às vezes eu acho que o tempo não passa
E ir ou vir já não faz diferença também

Tem hora que eu acho tudo tão sem graça
Que apenas o estar aqui já faz de mim refém

A vida, sem dó nem piedade, me devassa
E viver já não é uma opção, desdém!

Existir, de repente, se torna uma ameaça,
Dou adeus aos ficantes, sem lamento, amém


Marco Hruschka
sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Fatalidade

Poema escrito sob o luto pela perda de um grande amigo, professor e poeta, Marciano Lopes e Silva.

As luzes artificiais dos postes
Iluminam o caminho naquela avenida,
Que jaz sob a neblina da madrugada.
A única coisa que vive de fato
É o ar, gélido, que perfura
As entranhas de quem ousa respirá-lo;
E há poesia ali.

Vou passando e sentindo o vento,
Como um afago de outro mundo,
Então sou tomado por um pensamento,
Que passa em alta-velocidade,
Um flash dos momentos vividos,
Um resquício de existência,
Um ser ou não-ser mal resolvido;
E há poesia ali.

A noite serena o fim...
Um homem bom se foi.
Seu corpo não pulsa mais.
Sua alma já percorre, viaja, se emana...
A morte fez o seu enigmático trabalho
E o mundo gira lento...
Inabalável...
Cabal;
E há poesia ali.


Marco Hruschka
quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Ausência

Meus braços formigam,
Minha cabeça gira
E tudo passa tão rapidamente
Que o frenesi não me deixa
Fixar apenas uma imagem
Na mente...

Dormente...
Dor...
Mente...

As pálpebras tremulam
Como quem, louco,
Quer saltar de um precipício...
Demente!

A taquicardia me lembra
Que estou vivo,
Acelera, acelera!

Perdê-la é a quase morte,
Pois é um pedaço de mim,
E, de repente, o calor sua...

A pele sua...
A pele sua...

E o tempo para
Para nunca mais voltar.
Para nunca mais voltar.

Marco Hruschka


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Entrevista para o Projeto "Divulga Escritor", com a jornalista Shirley Cavalcante

Marco Hruschka nasceu em Ivaiporã – PR na data de 26 de agosto de 1986. Mas foi em Maringá – PR que desenvolveu a arte da escrita, cidade na qual habita atualmente. É graduado em Letras – Português/Francês pela Universidade Estadual de Maringá – UEM. Leciona Língua Francesa e é pesquisador literário. Seus textos (poemas, contos e reflexões) tratam o amor de maneira profunda e peculiar. Publicou em 2010 seu primeiro livro de poemas, chamado “Tentação”. Pretende lançar em breve seu livro de pensamentos, “No que você está pensando?”. Já contribuiu com seus escritos em mais de 50 antologias nacionais. Dia 15 de dezembro de 2012, tomou posse da cadeira número 25 da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro (ANLPPB), tornando-se o patrono da mesma.
“…Eu escrevo para que as pessoas sintam e pensem em demasiado, para que saiam da normalidade de suas vidas. Para mim, a literatura tem a função de tirar o indivíduo de seu eixo. É dessa forma que procuro contribuir.  
Boa Leitura!
SMC – Prezado escritor Marco Hruschka, para nós é um prazer contar com a sua participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos o que o motivou a ter o gosto pela escrita? Em que momento decidiu publicar seu primeiro livro?
Marco Hruschka - O prazer é todo meu. Bem, eu me considero um leitor tardio. Comecei a ler os grandes clássicos depois de ingressar no curso de Letras e a ler o que havia de mais novo bem mais tarde. Por outro lado, comecei a escrever com meus 21 anos. Descobri que podia escrever poemas e tocar as pessoas a partir de um exercício que uma professora propôs em sala de aula: escrever uma estrofe de um soneto. Quando me vi capaz disso, passei a escrever sonetos freneticamente, o que acabou resultando no primeiro capítulo do meu livro Tentação. Em seguida criei um blog onde comecei a publicar meus escritos. Logo comecei a receber comentários e elogios, o que me incentivou ainda mais. Senti que podia publicar um livro e iniciar uma carreira como escritor. Então compilei meus principais poemas e o resultado foi o Tentação, que é justamente meu trabalho poético até 2010.
SMC – Que temas você aborda em seu livro de poesias “Tentação”? O que o inspira a escrever sobre estes temas?
Marco Hruschka - O Tentação é multitemático. Ali você encontra poemas que versam sobre a natureza, a sociedade, o tempo, a vida e a morte, Deus e religião, as musas, o sofrimento e os sentimentos mais profundos do ser humano. Há poemas, inclusive, com uma pitada de erotismo. Contudo, a predominância ainda é o Amor, que é tratado de uma maneira muito peculiar. Eu me considero um poeta cujo combustível é justamente a inspiração. Não se cria versos sem paixão. Eu tenho que estar sentimentalmente preparado para escrever o poema. E as palavras, embaralhadas em algum lugar do espaço, devem estar prontas para se transformar em poesia! A sensibilidade e as emoções do poeta são o imã que atrai magicamente cada verso, estrofe, rima, metáfora, colocando-os nos seus devidos lugares. Escrever é uma tentação!
SMC – Como foi a escolha do Titulo do livro “Tentação”?
Marco Hruschka - O texto que fiz para a contracapa do livro resume muito bem o porquê da escolha. Ei-lo: “O que é Tentação, afinal? Tentação é, acima de tudo, desejo, vontade, ânsia e paixão. O querer. O movimento íntimo de si em relação à pena e ao papel, o versar subconsciente, as letras delatando nada mais do que partes do seu interior. É também a denúncia do que está fora, mas que o cerceia, e que, de alguma forma, o seu consciente não quer aceitar. Por extensão, Tentação é o ato ou efeito de tentar, ou seja, a tentativa de moldar a poesia e depois a cobiça de se desprender das regras, de criar asas. A tentativa do primeiro livro. É tudo isso e mais: é o impulso, o apetite, a sensualidade. Todos os poemas levam uma gota do nome do livro. Cuidado para não cair em Tentação!”.
SMC – Quais seus próximos projetos literários? Pretendes publicar um novo livro?
Marco Hruschka - Dentre meus principais projetos para o ano que vem estão a realização de um festival literário aqui na minha cidade, Maringá, e a publicação de um novo livro, que se chamará No que você está pensando?. Este livro trará pensamentos curtos, seguindo a preferência do leitor moderno, sobre temas como relacionamentos, o amor, a sociedade, a vida e a morte e o próprio escrever. Trata-se de textos que foram escritos diretamente no facebook, recebendo o feedback dos leitores, por meio de comentários e compartilhamentos, em tempo real. Agora, muitos deles já estão no meu blog. Pretendo levar para a mídia impressa aquilo que vivenciei no mundo virtual. Será um livro diferenciado. Algo novo no mercado.
SMC – Qual o público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir para as pessoas?
Marco Hruschka - As pessoas que mais se identificam com os meus poemas e textos em geral são aquelas que possuem ou um pensamento crítico forte ou um sentimento igualmente forte que não consegue colocar para fora.  Geralmente, essas pessoas se veem na minha literatura, acabam sentindo que aquilo fora escrito especialmente para elas e se emocionam. Eu escrevo sobre sentimentos comuns a todas as pessoas. Eu escrevo a todos aqueles que já tiveram um amor, consumado ou perdido. Eu escrevo a todos aqueles que não concordam com tudo que se impõe a sua frente. Eu escrevo para que as pessoas sintam e pensem em demasiado, para que saiam da normalidade de suas vidas. Para mim, a literatura tem a função de tirar o indivíduo de seu eixo. É dessa forma que procuro contribuir.
SMC – Escritor Marco, de que forma você, hoje, divulga o seu trabalho?
Marco Hruschka - Atualmente eu divulgo o meu trabalho sobretudo nas redes sociais. Como disse, escrevo sempre no facebook, na página pessoal e na página de escritor, e depois republico alguns dos textos no blog (www.letralirica.blogspot.com ). Existe ainda outra forma de divulgação, que são as antologias literárias. Participo sempre que posso e já estou presente em mais de 50 livros diferentes. Ainda, contribuo com algumas revistas tais como Pluriversos e Outras Palavras, ambas de Maringá. Por fim, quando há eventos relacionados à literatura, como os da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, da qual sou membro efetivo, faço uso da palavra e declamo alguns poemas.
SMC – Onde podemos comprar o seu livro?
Marco Hruschka - Hoje meu livro não se encontra mais nas livrarias. Eu utilizo a atual edição para projetos sociais, de incentivo à leitura, doações etc. Contudo, alguns leitores me pedem e eu lhes envio pelo mesmo preço que era vendido nas livrarias. Quem se interessar em adquirir o Tentação pode enviar um e-mail para marcohruschka@hotmail.com para saber mais detalhes.
SMC – Quem é o escritor Marco Hruschka? Quais seus principais hobbies?
Marco Hruschka - Eu sou um amante das artes em geral. Colecionador de livros, possuo uma biblioteca que cresce a cada dia, tesouro que pretendo repassar aos meus futuros filhos. Será a minha herança a eles (risos). Além disso, aprecio tudo que tem relação com a cultura francesa: artistas, monumentos, história, gastronomia etc. No cotidiano, gosto de assistir filmes, tanto no cinema quanto em casa, jogar futebol com os amigos e, ultimamente, tenho aperfeiçoado mais um gosto pessoal: cozinhar. Aprecio muito a cozinha italiana. No fim das contas, escrever acaba sendo o “passatempo” que mais me realiza.
SMC – Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário no Brasil?
Marco Hruschka - Como seria bom se as editoras não buscassem apenas livros “bons de mercado” (risos). Uma boa leitura não é necessariamente um best-seller. Um best-seller não é necessariamente uma boa leitura. Eu acho um processo muito complicado lançar um livro por uma editora. Com muita sorte, depois do aceite, a editora acaba moldando a sua obra para que ela seja vendável, com isso ela acaba perdendo a sua essência. Eu preferi lançar o meu livro de maneira independente, ou seja, banquei a edição, assim ele saiu como eu queria na época. Eu acho que o escritor iniciante não conhece os poucos caminhos que existem entre ele e uma editora de qualidade ou um projeto de incentivo. Creio que deveria haver seleções mais justas, concursos mais verdadeiros e iniciativas por parte tanto do governo federal como dos meios privados que viabilizassem de fato o encontro do talento emergente com o público leitor.
SMC – Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor o Escritor Marco Hruschka, que mensagem você deixa para nossos leitores?
Marco Hruschka - A mensagem para o leitor é simples e clichê: Leia! Adquira o hábito da leitura. Comece lendo o que gosta e passe a ler coisas diferentes. Seja curioso. Procure o significado de uma palavra nova. Reflita. Leia os clássicos. Leia os novos. Incentive a leitura por onde você passar. Dê livros de presente, é elegante, é charmoso. Por fim, deixo-os com um texto meu que estará no próximo livro:
“Escrevo na tentativa de me curar. É o meu antídoto. Fui infectado pelo vírus da expressão e a única maneira de sarar é justamente escrever. Tudo o que me vem à mente, às vezes até mesmo sem querer, sem que eu me concentre, implora para ser exprimido. Entretanto, não antes de ser lapidado. Não antes que eu desenhe o texto e o pinte com as minhas cores prediletas. A arte final exige retoques. As palavras vivem por aí, soltas no mundo das ideias. Mas, para que façam sentido, precisam ser unidas umas às outras engenhosamente. O texto é como um quebra-cabeça, se não for bem encaixado, fica imperfeito. Eis o meu veneno e o meu remédio. Delinear sentidos requer responsabilidade e por isso mesmo costuma ferir, visto que estou preso a esse sistema de sinais, volátil, restrito, intangível e só posso me comunicar por meio dessa torre de babel, que é a linguagem. Mas eu hei de controlá-la, dominá-la e fazer prevalecer as minhas intenções. Então, tenho prazer. Sem vacilar, insisto porque amo o que faço. E amo o que faço porque insisto. Entretanto, ao mesmo tempo em que conquisto a imunidade, me infecto. É o meu carma. Sereno e algoz. Sou o sangue escorrendo em cima do papel e o tempo, que tudo cura. Não consigo evitar, pois não se trata de um ofício, mas de uma missão. Fui escolhido. Não tenho escolha. E mesmo que tivesse, não sei se optaria pelo não, pois a literatura me consome e me liberta. Quando eu me for, deixarei uma carta, será o modo como direi “oi” de onde estiver. O além é inevitável. Este escrito, também. É assim que eu falo. É aqui que eu me encontro”.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Língua ligeira

Que língua ligeira,
Que mexe, que gira,
Que sobe, que desce,
Uma arma sem mira...

Que língua ligeira,
De uma cor meio assim:
De pimenta, de fogo,
De sangue, carmim!

Que língua ligeira,
Que mexe, que gira,
Caliente, ousada,
O pecado me inspira.

Que língua ligeira,
Me toma, me mata,
Molhada, matreira,
Sedenta, irada!

Que língua ligeira!


Marco Hruschka
terça-feira, 24 de setembro de 2013

Semitonar-se

Às vezes só os bemóis me acalmam...

Porque no sofrimento semitonado
Encontro a fonte das dores que exalam
Tudo aquilo que não posso suportar.

Existe ali uma angústia...
Algo anterior ao mundo...
Uma coisa que jaz...
E que ao mesmo tempo
Faz com que eu renasça!

O sofrimento é revigorante!

Quem não sofre não é feliz!

Não vejo sequer uma luz ao longe,
Nem perto, nem nunca
E mesmo assim tudo cresce em mim.

Mas a esperança é a primeira que morre.
E é justamente isso que dá sentido
A essa posição fetal na qual eu me encontro.


Me encontro...


A vida é um eterno semitonar.

Marco Hruschka
segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Um poema em cada árvore - Mobilização nacional 2013

Dia 21 de setembro de 2013 será realizado o "Um poema em cada árvore" (Mobilização Nacional), quando acontecerá em 59 (cinquenta e nove) cidades das cinco regiões brasileiras, inclusive em Maringá, uma edição simultânea do "Um poema em cada árvore" - iniciativa de incentivo à leitura que utiliza as árvores como suporte de leitura.

Trata-se de uma Mobilização Nacional em prol do incentivo à leitura, da conquista de novos espaços de fruição poética, ampliação do acesso da população à poesia, divulgação do trabalho de poetas desconhecidos do grande público e contribuição na elevação do índice de leitura em nosso país.

No dia em que se comemora o Dia da árvore, seremos juntos uma rede poetas, educadores, agentes culturais e sociais, cidadãos mobilizados em levar a poesia aonde o povo está.

Compareça! Viva a poesia!


Marco Hruschka
segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Marmitas e andaimes


Aquele homem que ali vai, subindo e subindo
É humilde, é brasileiro, é trabalhador, é sonhador,
Acorda de madrugada em busca do pão de cada dia,
Beija mulher e filhos na esperança de vê-los outra vez.

Estes versos são brancos, como a paisagem que o obreiro vê.
Lá de cima, olhando em frente, vê-se apenas fumaça da cidade,
Mas este obreiro enxerga sonho, futuro, sua visão vai além, tem fé!
Um dia vou construir o que será meu, agora ele sorri, terminara a oração.
                                                                                                                      |a
ordem e progresso                                                                                                                            |n
                 b                                                                                                                          |d
                 r                                                                                                                           |a
                 e                                                                                                                          |i
                                 i                                                                                                                            |m
                         r                                                                                            |e
utopia- alucinação                                                                                                                           |s

Colunas, cimento, cal, carma de todo dia, sol a pino, hora da marmita:
Feijão, arroz, farofa quando há, a água é um milagre, sim, obrigado!
O calor judia e o suor escorre, o sonho sua, seco e salgado, solar!
Vida insalubre, o segundo é valioso, a respiração também, mas

O ar já falta, pois a idade lhe sobra, o andaime, fixo, dança,
Eis a tragédia inevitável, seu corpo é folha seca outonal...
Pobre homem, homem pobre, amanhã não terá o pão,
Comera derradeiramente o que o diabo amassou.

Marco Hruschka
28/06/2010


domingo, 1 de setembro de 2013

A MULHER DE BATOM

O que seria da mulher moderna sem o bom e velho batom? Vocabulário vindo do francês, "bâton", na sua língua de origem indica apenas o formato, ou seja, um bastão. Já o objeto que as mulheres usam para dar um charme a mais em sua maquilagem (e que charme!), na língua de Molière dizemos "rouge à lèvres", ao pé da letra: "vermelho para lábios". Expressão que revela a cor preferida pela maioria das adeptas de uma aparência bem cuidada. E já que citamos os românticos franceses, poderíamos dizer que uma mulher sem batom é como um vinho sem queijo. Sobrevivem um sem o outro, mas se complementam muito bem. Não há nada mais sensual do que uma mulher em frente ao espelho passando seu batom predileto. O olhar oblíquo, insinuante, introspectivo. É, inclusive, um dos momentos mais íntimos para a própria mulher, pois é quando ela pinta os lábios para adornar a alma. A escolha do batom está ligada diretamente ao estado de espírito feminino. É o puro reflexo da fêmea interna de cada uma. É a sua oração antes de sair de casa. Do incolor ao vermelho sangue, da menininha tímida, frágil e carente à mulher sexy, madura e dominadora, cabe a elas a surpresa, a revelação. Além disso, mulher, a sua boca tem o poder de transmitir uma mensagem não apenas pela palavra, pela voz, pelo som, mas também pelo modo sutil ou decidido como passa o seu batom. Tudo influencia, a cor, a textura, o acabamento. Abuse disso. A sensualidade mais aguçada de uma mulher está ao alcance de uma escolha bem feita. 

Marco Hruschka
sexta-feira, 10 de maio de 2013

Reflexão


Marco Hruschka - 10/05/2013 (Texto do livro "No que você está pensando?", que será lançado em breve, aguardem! www.facebook.com/escritormarco)

"Hoje, o facebook é sua identidade. Uma identidade virtual, mas mesmo assim uma identidade. Os dados estão lá. Nome, profissão, parentesco, estado civil. E mais, gostos, influências, onde estive, onde estarei! O seu perfil delimita que tipo de internauta você é. Os seus contatos, quem você é. É como a expressão diga-me com quem andas e eu te direi quem és. Na rede social, seus contatos também são você. No fim das contas, você está todo ali, exposto, investigável. Além disso, os teus likes e comments vão construindo a sua personalidade. E a omissão e / ou ausência deles também. Resumindo, não tem para onde fugir! Cada clique no mouse vai ajudando a formar a sua cadeia de DNA virtual. Tudo o que você posta, curte ou compartilha são novas linhas do livro da sua vida. Isso mesmo! Sem perceber, você está escrevendo a sua autobiografia. Um pouco desordenadamente, talvez inconscientemente e descaprichosamente. Mas mesmo assim você não deixa de fazer parte deste hipertexto que nada mais é do que a sua própria condição neste mundo. E você tem uma obra por finalizar. Caro leitor, você já parou para se perguntar que tipo de internauta / ser humano você é? Inúmeras são as possibilidades. Incontáveis opções de você mesmo. Para finalizar o texto, mas não a reflexão, quem foi que disse que a sua identidade virtual não reflete exatamente quem você é lá no fundo da sua alma?"

Marco Hruschka no Facebook

Quem sou eu?

Minha foto
Maringá, Paraná, Brazil
Marco Hruschka é natural de Ivaiporã-PR, nascido em 26 de agosto de 1986. Morou toda a sua vida no norte do Paraná: passou a infância em Londrina e desde os 13 anos mora em Maringá. Sempre se interessou em escrever redações na época de colégio, mas descobriu que poderia ser escritor apenas com 21 anos. Influenciado por professores na faculdade – cursou Letras na Universidade Estadual de Maringá – começou escrevendo sonetos decassílabos heroicos, depois versos livres, contos, pensamentos e atualmente dedica-se a um novo projeto: contos eróticos. Seu primeiro poema publicado em livro (Antologia de poetas brasileiros contemporâneos – vol. 49) foi em 2008 e se chama “Carma”. De lá para cá já, entre poemas e contos, já publicou mais de 50, não apenas pela CBJE, mas também em outras antologias. Em 2010 publicou seu primeiro livro solo: “Tentação” (poemas – Editora Scortecci). Em 2014, publicou “No que você está pensando?” (Multifoco Editora), livro de pensamentos e reflexões escrito primordialmente no facebook. É professor de língua francesa e pesquisador literário.

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No que você está pensando?
"A vida é um compromisso inadiável" M. H.
"A cumplicidade é um roçar de pés sob os lençóis da paixão." M.H.

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