sexta-feira, 24 de junho de 2011

Fêmea

Meus lábios são carne em movimento
Vontade incontida, sangue espesso e latejante
Pulsante, mulher desinibida, fôlego e alento
Gotejar, vibrar, sou tango, sou dançante

No limiar da noite, sou trêmula e amante
Sou lágrima de delícia enquanto beijo e acalento
Cada doce segundo que passa, cada sonho incitante
Teu corpo, tua nuca, teu arrepio, te intento

Um cio, porque sou animal, por um momento
E se me solto e me entrego, é porque sou tua doravante
De um jeito que nunca fui de ninguém, amém, sacramento
Quero morrer em fusão com teu corpo abundante

Me espalho nos lençóis e te recebo coadjuvante
Cantarolante de paixão, ritual de melodia, eu sou relento
E num toque lento e sucessivo tudo se transforma, atuante,
Assonante vou e volto até os nervos se contraírem, mar sedento

Já não aguento, vou derretendo, sorrindo, amando, querendo
De novo e novamente, ininterruptamente apaixonante, sangrante,
Delirante, e vou me acabando, me dissolvendo, vertendo
E emanando cachoeira de mim-mulher, amor inebriante
Marco Hruschka
sábado, 11 de junho de 2011

Sentinela Morte



Para onde vão aqueles que se vão?
Para o magma do breu, festejar o nada que existe após isso?
Sentar-se ao lado direito de Deus, brindar com aquele que nos tira a vida?
Transformam-se em espírito ou em anjo, para vagar eternamente no trânsito divino?
Ou para uma caixa de madeira, são e salvo desse mundo em que vivemos?

Isso eu não sei, mas sei de uma coisa, eu vou morrer!
E... surpresa: Você também vai!
Todos vamos, como se você não soubesse,
Mas uma perda nos entristece, pois somos dependentes do outro,
E quando a saudade cresce, choramos como crianças, outros enlouquecem...

Seres-moribundos, somos isso, isso é o que somos,
Nascemos e já sabemos que vamos morrer, o que fazer?
Talvez amar e viver cada segundo como se fosse o último,
Pois o instante derradeiro está à espreita, aguardando o momento
De entrar e fazer o seu trabalho, transportar-nos para um lugar mais seguro.

Em condolência a toda família, pela perda inestimável da querida prima Ediane nesta data.

Marco Hruschka

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Maringá, Paraná, Brazil
Marco Hruschka é natural de Ivaiporã-PR, nascido em 26 de agosto de 1986. Morou toda a sua vida no norte do Paraná: passou a infância em Londrina e desde os 13 anos mora em Maringá. Sempre se interessou em escrever redações na época de colégio, mas descobriu que poderia ser escritor apenas com 21 anos. Influenciado por professores na faculdade – cursou Letras na Universidade Estadual de Maringá – começou escrevendo sonetos decassílabos heroicos, depois versos livres, contos, pensamentos e atualmente dedica-se a um novo projeto: contos eróticos. Seu primeiro poema publicado em livro (Antologia de poetas brasileiros contemporâneos – vol. 49) foi em 2008 e se chama “Carma”. De lá para cá já, entre poemas e contos, já publicou mais de 50, não apenas pela CBJE, mas também em outras antologias. Em 2010 publicou seu primeiro livro solo: “Tentação” (poemas – Editora Scortecci). Em 2014, publicou “No que você está pensando?” (Multifoco Editora), livro de pensamentos e reflexões escrito primordialmente no facebook. É professor de língua francesa e pesquisador literário.

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No que você está pensando?
"A vida é um compromisso inadiável" M. H.
"A cumplicidade é um roçar de pés sob os lençóis da paixão." M.H.

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