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terça-feira, 5 de julho de 2016

A BÍBLIA DO CHE: UMA PEREGRINAÇÃO EM BUSCA DO AMOR E DE OUTROS AMULETOS SAGRADOS

Depois de propor um passado alternativo para o Brasil, no qual Getúlio Vargas se aliara a Hitler (A segunda Pátria) no intuito de implantar o neonazismo em terras canárias, o que esperar agora de Miguel Sanches Neto com um livro que mistura nomes como Che Guevara, Jesus Cristo e um cara de sobrenome Pessoa? Além do fato de eu já ser um leitor do escritor paranaense, o título do livro, A Bíblia do Che (Companhia das Letras, 2016, 283 páginas), também me deixou bastante curioso e ansioso pela leitura...

Leia a resenha completa AQUI!!!
segunda-feira, 4 de abril de 2016

Reunião da ALM - Abril de 2016

Livro cuja resenha foi lida na reunião
Na reunião da Academia de Letras de Maringá do dia 3 de abril de 2016, no momento literário, eu tive a oportunidade de falar aos demais membros sobre dois de meus textos. O primeiro texto é uma resenha que fiz sobre o livro "Nós, animais", da Evely Libanori, minha atual orientadora de mestrado. O segundo texto é o prefácio do livro "Memórias de uma Potingá", de Miriam Ramalho, que será relançado ainda neste mês de abril em Maringá. Após fazer o trabalho de revisão do livro, senti-me tocado pela história e pedi à autora se podia fazer o prefácio (que, na verdade, já estava feito, foi só entregar!). 
Memórias de uma Potingá + Parte do prefácio

Após a (indicação de) leitura, alguns membros, tocados pela temática abordada nas obras, interagiram, fazendo comentários pertinentes ao assunto tratado ali. Muitos dos escritores ficaram curiosos e se sentiram interessados em adquirir os livros.





Livros de Hulda Ramos


Além disso, pude presentear, como havia prometido, a amiga Railda Masson, com o meu livro de poemas "Tentação". Por fim, recebi de presente da amiga escritora Hulda Ramos seus dois belíssimos lançamentos: "Veredas abertas" (contos) e "Vozes da Terra" (poesia).





As reuniões da nossa ALM têm se tornado um momento de interação muito gratificante, onde comungamos todo primeiro domingo de cada mês da amizade e da boa literatura.

Marco Hruschka
(membro efetivo da ALM - cadeira 31)


quarta-feira, 23 de março de 2016

Terrorismo


domingo, 13 de março de 2016

Presença

Presença
“A morte é um modo de ser que a pre-sença assume no momento em que é”
M. Heidegger


Existo.
Aleluia! - Gritaria, se voz em meu âmago houvesse -
Fui lançado no mundo...
Não tive sorte!
Viver é uma angústia do(ente)
Que pode vir a Ser!
Certeza mesmo é que
Mal cheguei e já tenho que me despedir.
Ser-aí serve para quê?
O choro do bebê que nasce antecipa a dor
Daqueles que ficarão após a sua partida.
Viver é irreversível,
Pois sei que vou atingir o alvo!
O ser é tempo...
Então me lanço para o futuro e contemplo
A minha última possibilidade, a morte!
Dasein!
E no próprio ato de olhar, enxergo-me
E vou morrendo aos poucos...
Tic-tac...
Tic-tac...
Tic-morte...
Morte-tac...
Morte-morte...
Morte-morte...
No mesmo instante-já que o ponteiro me engole,
Saio do quietismo e (re)faço a minha essência e,
Ao prever o meu fim, torno-me um ser: autêntico!
Mas qual é o meu it?
Se ao menos eu pudesse ser-para-mim!
Mas ser-para-o-mundo me impõe uma obrigação,
Me atira no social,
Me faz dançar uma ciranda irresolúvel,
De mãos dadas, embrenhado, emaranhado e
Inebriado pelo odor tóxico que exala do além.
Quero ser ilha!
Mas como ser ausência?
Ninguém me-é!
Ninguém nunca alcançará a abissal raiz da minha vida...
Quero silenciar-me!
Mas o silêncio me consome
A cada grão de areia que escorre
Dessa gulosa ampulheta
Que é a existência!
E aqui, agora,
Sou esmagado por esse fado febril,
Rude, pulsante, doloroso e lancinante,
Buscando um sentido para a minha vida,
Que termina no grande silêncio significante
Que é a morte.

Marco Hruschka



quarta-feira, 9 de março de 2016

Submersão

Submersão
 
O teu beijo é uma âncora
Que me afunda nos teus lábios,
Amálgama de carne sedenta,
Cobiçoso desejo de amar.

O teu beijo, mais que um instante,
Prisão ansiada de libido constante,
É a moradia do pecado, um fado
Que carrego sem pestanejar.

O teu beijo, destino, carma e sorte,
Me envereda pelos descaminhos
Do teu corpo, uma bússula sem norte,
Fatal profundeza do mar.

O teu beijo, no qual padeço sem repousar,
Nutre os meus mais copiosos anseios
Num banquete repleto de enleios,
Caminho inseguro que almejo explorar.


Marco Hruschka

O encontro com Miguel Sanches Neto

Em junho de 2015, eu participei do CIEL - Congresso Internacional de Estudos em Linguagem, realizado em Ponta Grossa. Na ocasião, eu apresentei um trabalho falando sobre dialogismo e polifonia na obra O castelo nos Pirineus de Jostein Gaarder. No mesmo evento, tive o prazer de encontrar Nádia Gotlib, uma das maiores especialistas na obra da Clarice Lispector, e ganhar um autógrafo seu. Além disso, encontrei-me com o professor e escritor Miguel Sanches Neto, autor de A segunda Pátria, livro que recomendo a todos. Em outubro, em Cascavel, apresentei uma comunicação no XII Seminário Nacional de Literatura, História e Memória e III Congresso Internacional de Pesquisa em Letras no Contexto Latino-Americano, cujo título foi "A história revisitada em A segunda Pátria de Miguel Sanches Neto: a escrita daquilo que poderia ter sido". É muito bom poder conhecer, além de cidades novas, também grandes nomes da literatura brasileira!

O autógrafo de Nádia Gotlib

Miguel Sanches Neto autografando meu A segunda Pátria

Indicação de leitura!

A criança

O autor, Marco Hruschka, quando criança
A criança

A vida nos maltrata
E nos corrompe
Tanto (!)
Que às vezes
É preciso
Resgatar a pureza
E a verdadeira essência
Que existem apenas
No nosso eu-criança


Marco Hruschka
terça-feira, 8 de março de 2016

Cordão sentimental


Eu sempre sonhei em escrever um poema para minha mãe, algo que a homenageasse e que simbolizasse todo o meu sentimento por ela. Mas teria que ser um texto que realmente dissesse algo profundo, que pudesse marcar de fato o nosso eterno laço de amor. Então, tomado por um sentimento inexplicável, escrevi "Cordão sentimental", minha singela homenagem a minha mãe:


Cordão sentimental

Intransmissível em palavras
O que deveras sinto por ti,
Oh, mãe!
De uma ternura
Que enche os olhos d’água,
De uma química indecifrável,
Infinitamente indissolúvel,
Parte de mim!
Continuarei te amando
Como quando era uma semente em teu ventre
E respirava de ti todo o amor que me transmitia,
Eu já sentia!
E continuarei te amando
Mesmo quando as palavras me faltarem
E mesmo quando juntos não pudermos mais
E mesmo quando a poesia não der conta
E mesmo além
Nada se romperá
Nem meu carinho
Nem minha admiração
Nem a saudade que certamente um dia me torturará
O meu amor por ti é infindável
Incomensurável
E que nada se explique doravante
Pois o que é o amor
Senão a incompreensão do laço que nos envolve?


Marco Hruschka

Posse de Marco Hruschka na ALM

No dia 05 de setembro de 2015, eu tive a honra de tomar posse na Academia de Letras de Maringá (ALM), tornando-me membro efetivo da cadeira número 31, cujo patrono é Olavo Bilac. Foi uma noite festiva maravilhosa, com jantar comemorativo no Hotel Bristol. Eu tive a oportunidade de fazer um discurso exaltando tanto o meu patrono quanto os antigos membros da cadeira. Além disso, falei do prazer e da responsabilidade de se fazer parte de uma Casa como a ALM. Agradeço a todos os presentes, desde os membros da Academia, convidados, minha família e amigos. Registro abaixo o meu discurso proferido nessa noite: 

Boa noite a todos!

Gostaria de começar dizendo que eu espero há algum tempo por esse momento. Quem me conhece sabe o quanto eu desejei estar aqui. Por isso essa conquista é motivo de orgulho pra mim.

Então não poderia deixar de dizer obrigado a todos aqueles que me ajudaram a realizar esse sonho. Muito obrigado a todos!

E por falar em agradecer, gostaria de fazer um agradecimento especial aos meus convidados presentes: meu pai (Julio), minha mãe (Efigênia), minhas tias (Janete e Madalena), meu professor, amigo e agora padrinho (Adalberto de Oliveira Souza), meu amigo (Luigi Ricciardi) e minha amiga (Manoela Motti). A presença de vocês significa MUITO pra mim nessa noite!

Essa semana eu tive o prazer de conhecer a biblioteca da Academia (um espaço muito agradável por sinal) e fazer uma pesquisa sobre meu patrono (Olavo Bilac) e sobre os dois primeiros ocupantes da cadeira número 31: Elidir d’Oliveira e Ivy Menon.

O Bilac eu já conhecia dos tempos de universidade. Poeta parnasiano, que fazia de seus sonetos música. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, também era jornalista, cronista e contista. Também chamado de “príncipe dos poetas brasileiros”, é considerado o mais importante dos nossos poetas parnasianos. Escritor com o qual eu me identifico muito, sobretudo no começo da minha carreira, quando escrevia sonetos metrificados, cuja forma era valorizada.

Tomei conhecimento da obra do 1º ocupante da cadeira: Elidir d’Oliveira (autor dos livros “Poeira de sonhos” e “Gilgamés: Antes de Moisés, antes de Zaratustra”), livro este que gostaria de evidenciar: Segundo o próprio autor, trata-se da epopeia de Gilgamés. É uma história narrada com simplicidade que reconta o mito da criação do mundo e a evolução do homem e que, ao mesmo tempo, pode ser lida como uma crítica ao modelo de Estado atual. Como bem colocou A.A. de Assis no texto de orelha do livro: “Elidir foi buscar no anteontem a metáfora do ainda hoje”. Uma obra que envolve um trabalho eficiente de pesquisa e uma mão talentosa para narrar.

Também gostaria de enfatizar a obra de Ivy Menon, 2ª ocupante da cadeira 31. Autora do livro “Flores Amarelas”, um livro multitemático como poesia rural, sentimentos do íntimo feminino, a passagem do tempo, metapoema e até mesmo poemas sensuais. Ivy é ao mesmo tempo delicada e profunda na arte de versejar. Me identifiquei muito com o poema “rugas”, que fala da passagem do tempo, tema que eu também gosto de explorar. Uma das estrofes diz assim:

o amanhã nem ao menos existe
e já é sobrecarregado
afadigado de afazeres
ansioso, anda apressado
louco de urgência, exige passagem

E um dia alguém se sentará à mesa daquela biblioteca e fará uma pesquisa sobre a minha obra. Espero que se surpreenda assim como eu me surpreendi. Contudo, eu não almejo ser um escritor de um leitor só, sonho em ser lido e reconhecido por aquilo que faço com muito esmero e paixão: escrever versos e tocar as pessoas através da poesia. Por isso estou aqui, tornando-me parte dessa família literária que tanto orgulha nossa cidade canção. Para mim, a Academia é símbolo de união, trabalho, amadurecimento, transformação e realização. Espero aprender muito com todos vocês e também contribuir com minha visão de mundo, minhas reflexões e meus versos ajudando a elevar ainda mais o nome da Academia de Letras de Maringá.

Finalizo a minha fala abraçando a todos vocês e faço uma homenagem ao meu patrono declamando o seu poema “Língua portuguesa”, pois ela é o instrumento por meio do qual criamos e transmitimos a nossa mensagem:

Língua portuguesa

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela, 
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Muito obrigado


Discurso de Posse na ALM

Diploma de membro da cadeira número 31


Meus convidados: Luigi Ricciardi, Manoela Motti e Adalberto de Oliveira Souza

Meus familiares: Tia Janete, Tia Madalena, minha mãe e meu pai

Manoela Motti

Jantar comemorativo

Presenças ilustres

Momento inesquecível: recebendo o diploma das mãos do grande A.A. de Assis

Membros da ALM e meu padrinho, Adalberto

domingo, 15 de março de 2015

Empréstimo


Emprestei estas palavras
Do baú das ideias esquecidas
Para escrever uns versos
Desambicionados
Sem sede, sem meta, sem norte

Na gênese, não sabia ao certo
No que podia dar
E agora já não sei de mim
Se serei capaz de versejar

Às vezes, a poesia se apresenta
E é tão encantadora
- Sereia de cantos enfeitiçados - 
Que deixo que me possua
Já não sendo mais capaz de evitar

De repente sou um servo,
Um escravo,
Um criado,
E me deixo levar pela inspiração
Que me explora,
Me usa por inteiro,
Me transmuta
E então me guia
Por uma mágica alameda
De oportunidades e
De sonhos
Que me elevam
Ao topo do mundo

E de repente sou o Sol
Marco Hruschka

Boa nova

A palavra é vida
É a mãe de todas as ideias
E quando o poeta escreve
Dá à luz um sentimento novo
Capaz de transformar o mundo

O poema é a palavra ao extremo
É a potência
Latência
Paixão

Linguagem erigida
Castelo de significação
Mensagem decodificada
Comunicação

Um verso é uma lição de vida
Um ensinamento
Uma doutrina
Que o poeta constrói
Com sua própria alma
E espalha pelo mundo
Feito um apóstolo

A semear a boa nova

Marco Hruschka
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Reflexão


sábado, 20 de dezembro de 2014

Fim de ano

Compra e vende...
Compra e vende...
O mundo vai girando
E ninguém me compreende
Compra e vende...
Compra e vende...
Mal ganho e vou gastando
Pareço um adolescente
Compra e vende...
Compra e vende...
Hoje é dia de pagamento
Tem desconto? Embala pra presente!
Compra e vende...
Compra e vende...
Não dá, preciso de um aumento
Pra sustentar meu vício, é evidente!
Compra e vende...
Compra e vende...
Ser humano, produto final
De um sistema decadente

Marco Hruschka
terça-feira, 25 de novembro de 2014

A guerra dos santos (resenha)

Fé e ficção em A Guerra dos Santos
(por Marco Hruschka)

A quantas anda a sua fé? Você é daqueles que se apega em algo para criar forças? Qual a relação misteriosa existente entre o Papa Campesino I e um astrólogo/astrônomo holandês chamado Rud Van Flandem? Se você se considera uma pessoa fervorosa e um leitor que aprecia uma bela história de ficção com certeza vai gostar do livro A Guerra dos Santos, de Fábio Lucas Pierini. O autor já avisa de antemão: "Quem sair por aí dizendo que o autor não sabe do que está falando é porque não sabe a diferença entre ficção e não-ficção". Uma trama que lembra o estilo Dan Brown (O código da Vinci; Anjos e Demônios) em alguns pontos (capítulos curtos, prólogo, epílogo), mesclando elementos sagrados com fantasia, Pierini cria uma história que prende o leitor do começo ao fim. Não é clichê! Você se envolve tanto que lê as 215 páginas do livro em no máximo duas pegadas. Não pude deixar de lembrar também, pelo teor da discussão entre religião e ciência, de outro autor, Jostein Gaarder (O mundo de Sofia; O dia do Coringa). O leitor, envolvido por uma trama bem bolada, vai se deparar com temas como religião, crença, preconceitos, Deus e fé.

Imagine uma guerra envolvendo demônios (com o próprio Lúcifer encabeçando), mortos-vivos, humanos (o papa, cardeais, xamãs, pais de santo, monges budistas), santos (esses não vou revelar, só para atiçar a sua curiosidade!) e anjos, na qual o Bem e o Mal se enfrentam em plena Praça de São Pedro. Será que o mundo suportará a pressão do Príncipe das Trevas? Será que as pessoas terão fé suficiente para combatê-lo? Como esses personagens ganham vida você só saberá se ler A Guerra dos Santos. Leitura indicada!!!




Autor: Fábio Lucas Pierini
Título: A Guerra dos Santos
Páginas: 215
Formato: Pocket
Editora: Oficina de Livros
Gênero: Romance / Ficção
Ano: 2008


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Primeira impressão (resenha)

 Minha primeira impressão
(Por Marco Hruschka)

Após a leitura do livro de crônicas “Primeira impressão”, de Lu Oliveira, resolvi escrever algumas linhas sobre a minha primeira impressão da obra. Sobre a edição, a editora Clichetec, aqui de Maringá mesmo, capricha muito no visual e o livro, embora simples, é agradável também visualmente falando.
O livro é dividido em 3 capítulos, o que facilita a leitura por temas. São eles: “Memórias”, “Educação e família” e “Política e sociedade”.

O capítulo “Memórias” nos faz voltar no tempo e relembrar as sutilezas de nossa juventude. Percebemos como os costumes mudaram e como nossa infância foi diferente. Sem esforço, lembramos-nos de detalhes da nossa infância e juventude criando um sentimento gostoso de nostalgia. Há um resgate aos valores perdidos e à valorização da postura dos pais quando da época de criança da autora, o que ela mesmo cita, década de 80 e 90.

O segundo capítulo é o que mais gostei. A autora usa de sua experiência em sala de aula para relatar as atrocidades que existem dentro de uma instituição comercial chamada “escola”. Mostra, por meio de relatos pessoais, como os alunos estão cada vez mais abusados e desinteressados, pois se encontram sempre numa redoma, protegidos por uma coordenação que visa sempre o lucro antes da educação. 

O último capítulo retoma questões sociais, problemas de educação, comportamento e hábitos, muitos deturpados, com os quais temos dificuldade de lidar atualmente.
Muito bem escrito e com uma linguagem muito fácil de acompanhar, seu livro em muitos pontos me fez lembrar o meu “No que você está pensando?”, sobretudo no que tange à crítica social e à tentativa de retomada dos valores perdidos graças ao capitalismo, à não imposição de limites aos filhos e à (não) educação das crianças.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Gelo e Brasa (resenha)

 Pequeno por fora e infinito por dentro.
(Por Marco Hruschka)


É assim que classificaria Gelo e Brasa, o livro de micro contos de Antonio Roberto de Paula, amigo escritor aqui de Maringá. O livro tem suas oitenta e poucas páginas e possui um projeto gráfico de primeira, muito interessante, pois todo criativo e interativo (às vezes temos que virar o livro para poder ler um ou outro texto, além das imagens que ajudam ainda mais a despertar os sentidos para a poesia contida na obra). Percebe-se que o projeto foi pensado com muito carinho para que o leitor pudesse desfrutar e mergulhar no mundo que o autor propõe. É uma viagem no tempo! A. R. de Paula nos convida a percorrer os anos ao seu lado e ao lado da poesia, carregada de lirismo, nostalgia, saudade, paixões, paisagens e toda a turbulência dos relacionamentos amorosos. Contudo, creio que a passagem do tempo seja a verdadeira marca do livro, revelada com muita sutileza e talento. O ano de 2014 está sendo marcado por uma produtividade literária muito boa em Maringá. Gelo e Brasa é para se ler numa pegada... e depois pegar de novo...  e de novo...

Meus textos prediletos do livro:

“A menina já não sobe em árvores, não corre com os meninos. Pôs saia, salto e um sorriso misterioso” De Paula

“O zíper fechando a mala: o primeiro som da saudade” De Paula

“Depois que ela se foi, móveis e objetos da casa olham para ele com ares de acusação” De Paula

“Diante do espelho da penteadeira repleta de frascos e potes, ela procura nos líquidos e cremes o resto da beleza” De Paula

"Acariciava a antiga fotografia enquanto dava cor à sua alma em preto e branco" De Paula



terça-feira, 4 de novembro de 2014

FLIM - Festa Literária de Maringá

Tive a oportunidade de participar da 1ª FLIM - Festa Literária de Maringá. Relançar meu livro "No que você está pensando?" e expor também meu primeiro livro "Tentação" foi muito gratificante para mim. A FLIM entra para o hall das Festas Literárias mais badaladas do país já na sua primeira edição. Contamos com a presença de escritores como Ziraldo, Milton Hatoum, Augusto Cury, entre outros. Participei durante a semana em parceria com a Editora Flor do Brasil, a qual agradeço em nome da Maria Cristina Vieira, que fez um trabalho muito bonito em seu estande. No dia do encerramento, participei de um bate papo com outros escritores maringaenses que também estavam lançando seus livros. Falamos sobre o nosso trabalho para o público no auditório Hélio Moreira, em seguida tivemos um coquetel de encerramento juntamente com a noite de autógrafos. Um belo evento que merece ser repetido e apoiado!





segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Resenha do livro "No que você está pensando?" de Marco Hruschka, por Evely Libanori

Resenha do livro "No que você está pensando?" de Marco Hruschka, por Evely Libanori.

“No que você está pensando?” é o livro de narrativas do Marco, escritor que, até então, eu conhecia no poema. E eis agora outro voo do Marco, a entrada dele no mundo da narrativa. E o que eu vejo. Vejo que a narrativa do Marco é aberta, sincera. Esse livro é um livro de impressões e sensações. De textos francos de quem abriu o coração. Eu leio como se eu estivesse conversando com ele, na mesa de um bar. Confidências de amigos que falam de amor, do dia a dia, da vida. O narrador se solta, envolve o leitor na conversa, na intimidade, nos conselhos. Se comparado a um vinho, esse livro tem notas leves e encorpadas. E um perfume de flor recém aberta. Eu gosto, sobretudo, dos textos que falam de amor. O Marco sabe ser lírico no poema e na narrativa. Sentimento, lirismo, graça é o que o leitor encontrará no livro de narrativas curtas, parecidas a crônicas. Parabéns pelo trabalho, Marco. E eis um escritor se fazendo. 

Adquira o livro AQUI !

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Mirante


Calo-me diante do insólito
Daquilo que não faz parte de mim
Do desconhecido
Do intruso
Do invasor
Pois nem tudo é capaz de construir
Nem tudo é edificante
Fico entre o limbo e o torpor
Amordaçado por mim mesmo
À parte de mim

E em mim permaneço
De olhos abertos,
Bem abertos e vigilantes,
Pés firmes no chão.
Sou o próprio belvedere:
Mirante!
Mirante!
Um voyeur em posição privilegiada
Separando o joio do trigo
Fazendo a triagem...
Desinfectando-me!

Meu inimigo, esse mundo
Insano e arrogante, insistirá!
E com sua arma,
Incansável e idealista arma,
Arremessará com força
Toda a podridão do mundo...
Mas eu sou sentinela
Imponente, imutável, perseverante!
Guardarei meu templo
Com unhas e dentes,
Pois é aqui,
Na minha fortaleza, meu forte,
Dentro de mim que pretendo me salvar,
Sou a minha terra,
Minha própria pátria,
Meu lar!



Marco Hruschka
domingo, 13 de julho de 2014

O charme feminino

O beijo


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Isabela Crociolli lê Marco Hruschka

A modelo conhecida internacionalmente, Isabela Crociolli, que além de linda e super fotogênica também adora ler, recebeu de presente os livros "Tentação" e "No que você está pensando?" (lançamento), de minha autoria, e como agradecimento teve a gentileza de enviar essa bela foto! Postou na sua página no facebook para mais de 270 mil seguidores e também no instagram com a frase: "Estou amando ler os livros de @MarcoHruschka Super recomendo". Muito obrigado pelo carinho, Isabela!


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Nós, animais (resenha)

Poesia, animalidade, alma e consciência em "Nós, animais"
(Por Marco Hruschka)

A Evely Libanori é alguém especial para mim. Uma pessoa que admiro muito. Alguém que entende de Literatura. Alguém que ama os animais, mas que também ama os humanos. Nós nutrimos um carinho especial um pelo outro, somos bons amigos. Vou escrever algo sobre o livro que ela lança não somente pela relação que temos, mas pelo que a obra representa enquanto mensagem.



"O que assusta na morte é a sua dura condição de eternidade" Evely Libanori

Este livro é uma oração. Definitivamente, além de boa literatura, é uma prece de um narrador que, ajoelhado, rodeado de outros animais, olha para o céu e reza para um Deus de bondade, um Deus capaz de fazer milagres. Um Deus que possa cuidar de nós.

Este livro é um grito. Uma explosão vinda diretamente das entranhas de alguém que não pode mais suportar a dor da desigualdade, da indiferença, da paixão. Um vulcão em erupção cuspindo um grito de socorro ensurdecedor. Um coração acelerado. Uma voz que deve ser escutada.

Com textos curtos, frases ligeiras e linguagem de fácil compreensão, tudo muito bem escrito, Evely conversa com o leitor de modo a comovê-lo, sensibilizá-lo e, ao mesmo tempo, chacoalhá-lo, fazendo-o refletir sobre os seus atos cotidianos, suas atitudes com relação aos outros animais, o modo como, de fato, a maioria de nós interage com eles.



Confesso que me pegou desprevenido o lirismo de “Pulsação”, pois tem algo a mais de poesia que os outros textos. Gostei muito! A poesia sempre me atrai, mesmo na prosa. Sobretudo na prosa.

Se Clarice Lispector pudesse ler “Os mimadinhos filhos de Deus” diria que esse texto também é um soco no estômago e, como o resto do livro, um tapa na cara. Um golpe certeiro. Que dói! Pois nos faz pensar sobre o nosso lugar no mundo e qual a nossa relação de fato com tudo que nos circunda, o que criamos, o que somos, o que deveríamos ser, se racionais deveras fôssemos.

E quanta agonia, quanta dor, quanto sofrimento em “Ela mata gatos, não mata?”. Quem já perdeu algum animal de estimação vai se sensibilizar muito com a história da gata Bárbara e seus filhotes. Uma crônica que mostra o quanto o ser humano pode ser cruel. Muito mais cruel do que qualquer outro animal na natureza porque tem consciência do que está fazendo, sabe exatamente a atrocidade que comete e ainda assim não toma outra medida. Estou falando exatamente de Nós, animais.

E a história do bem-te-vi Benjamin?! Impossível não se emocionar! O ser humano deveria passar mais tempo com a natureza! Respeitando-a, amando-a, partilhando-se em meio a ela. No que nos diferenciamos de um pássaro, em termos de essência? Pode haver (mais) amor entre seres de espécies diferentes. Deve haver igualdade. Deve haver mais sensibilidade. Segundo a autora, "O tempo precisa parar para que haja ternura".

Por fim, o livro nos marca com uma grande interrogação: “Quem sou eu?”. A nossa essência é posta em xeque. Leitura recomendada.

Título: Nós, animais
Autora: Evely Libanori
Editora: Livre Expressão
Gênero: Crônicas
Ano: 2014
Páginas: 98
Contém ilustrações
Marco Hruschka
quarta-feira, 9 de abril de 2014

No que você está pensando?

Dia 29 de março de 2014 aconteceu o lançamento do livro "No que você está pensando?", de Marco Hruschka, na Câmara Municipal de Maringá. O evento contou com música ao vivo e coquetel para os convidados. Mesmo com a chuva, que tomou boa parte da noite, os leitores compareceram para prestigiar o autor. Foi uma noite de confraternização, boa música, com papo, descontração e muitos autógrafos!


Gostaria de agradecer a todos os presentes! E você, no que você está pensando?

O livro está à venda AQUI (Site da Editora Multifoco)

e AQUI (Livraria Cultura)

APOIO:

Salão Classic (coquetel)
Central dos Retalhos (coquetel)
Casa dos Uniformes (coquetel)
Excellent Global (coquetel)
Ingá Cup (copos personalizados)
Postnet (marca-páginas)
Daniele Mattos (fotografia)
João Paulo Bueno (música)
Thiago Melo (arte do banner)
Câmara Municipal de Maringá (espaço e estrutura)



"No que você está pensando?"

Coquetel

Patrocinadores

Muita gente boa presente

Convidados curtindo o coquetel de lançamento


Um brinde aos leitores

Autografando um exemplar para o grande poeta Jaime Vieira

A melhor parte: autografar!

Alunos presentes, só alegria!

Meu irmão apoiando o evento

O evento contou com a presença de João Paulo Bueno, voz e violão
Família compareceu em peso

Convidados especiais
Kit vendido no dia do lançamento

Marco Hruschka no Facebook

Quem sou eu?

Minha foto
Maringá, Paraná, Brazil
Marco Hruschka é natural de Ivaiporã-PR, nascido em 26 de agosto de 1986. Morou toda a sua vida no norte do Paraná: passou a infância em Londrina e desde os 13 anos mora em Maringá. Sempre se interessou em escrever redações na época de colégio, mas descobriu que poderia ser escritor apenas com 21 anos. Influenciado por professores na faculdade – cursou Letras na Universidade Estadual de Maringá – começou escrevendo sonetos decassílabos heroicos, depois versos livres, contos, pensamentos e atualmente dedica-se a um novo projeto: contos eróticos. Seu primeiro poema publicado em livro (Antologia de poetas brasileiros contemporâneos – vol. 49) foi em 2008 e se chama “Carma”. De lá para cá já, entre poemas e contos, já publicou mais de 50, não apenas pela CBJE, mas também em outras antologias. Em 2010 publicou seu primeiro livro solo: “Tentação” (poemas – Editora Scortecci). Em 2014, publicou “No que você está pensando?” (Multifoco Editora), livro de pensamentos e reflexões escrito primordialmente no facebook. É professor de língua francesa e pesquisador literário.

Lançamento

Lançamento
No que você está pensando?
"A vida é um compromisso inadiável" M. H.
"A cumplicidade é um roçar de pés sob os lençóis da paixão." M.H.

No que você está pensando?

No que você está pensando?
Pensamentos e reflexões

Meu livro de poemas

Meu livro de poemas
Tentação

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