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"Gostaria de desejar-lhes as boas-vindas ao meu blog. Fiquem à vontade para ler e comentar meus textos. Um obrigado desde já àqueles que elogiam e que acompanham de perto o meu trabalho. Um abraço cordial!"

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Amor em vidros

"E quando me dei conta, estava envolvido... e isso era bom. Me sentia bem nessa pseudo-prisão em vidros, muito transparente, tão clara e leve quanto a correnteza natural da nascente de um rio... essa pseudo-prisão em vidros, que era o amor" 

Marco Hruschka

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Caça à notícia - por Angela Ramalho

Logo cedo, fui à banca comprar o jornal, ansiosa pela notícia.

“O Diário” de domingo costuma vir “recheado” de páginas, mas o que me interessava era o Caderno de Cultura (ou o D+ ), nome pelo qual é identificado no jornal, embora para o meu gosto nem sempre seja tão “D+” assim...

De cara, o D+ noticiava que o “Crô” (personagem da global das 20h) vai virar milionário. A segunda manchete dizia dos planos da Helena Louro, maringaense e ex-BBB. Eu, que não tenho paciência nem com os atuais BBBs, quero lá saber de ex-BBB?

Matéria da página principal: O Festival de Teatro de Curitiba, que vai acontecer entre o final de março e começo de abril. Ótimo! Teatro é cultura. Mas, cá prá nós, estamos no dia 12 de fevereiro. Falta muito tempo ainda, não? Outra curiosidade minha: alguém aqui de Maringá vai a um festival de teatro em Curitiba? E se vai, uma notícia dada assim, com tanta antecedência, será que até o final de março quem leu agora não vai se esquecer? Hum... sei não. Mas a matéria do Massali é boa, contém toda a programação do evento e foi ilustrada com uma foto enorme, dando a impressão de ter sido estrategicamente colocada ali para “encher linguiça”, talvez por falta de mais informações.

Mas o melhor mesmo dessa página vem logo abaixo: é a “chapoletada” da Devassa, que com certeza deve cair bem com um chopp geladinho!

Bem, não estamos na página principal do D+ e nem eu esperava por isso. Continuo minha “caça” à notícia e viro a página “D2”. “Helena vem aí”. Página inteira da ex-BBB. Sem comentários! Já disse o que penso sobre o BBB lá no início!

Vou para a página “D3”. Dou uma lida na “Mistura Fina” de Fernando Borghi, um camarada engraçado à beça e que sai fazendo “stand up” por aí! Confesso que gosto mais dele nos vídeos do You Tube. Assisti alguns deles e me rachei de rir! Só que a comunicação escrita não conta com os mesmos recursos da comunicação oral e nesse caso, ele perde muito do seu talento numa coluna que, a meu ver, não tem uma definição. Questionei o teor de seu texto e fiquei sem saber: É uma crônica? É piada? Ele vai comentar fatos do cotidiano de forma engraçada? Sinceramente, não deu para entender a que se propõe a coluna do Borghi, que nesse domingo falou de calor, aeroporto e greve (coisas nada engraçadas, diga-se de passagem).

O artigo sobre Sinatra eu já havia lido no “Estadão” e “O Diário” só fez reproduzir. Costumo ler a página de cultura do Estadão e o texto reproduzido de “O Diário” não acrescentou ao artigo original nenhuma novidade.

Continuo minha caça a noticia de nosso prêmio em Curitiba. Quem sabe estamos na página D4? Caramba, constato com surpresa que a página D4 é a página das “socialites” e eu não levo jeito para isso.  D4 e D5 são só “caras e bocas” e o que eu mais gostei dali foi a propaganda de relógios da Bigben. Ah, gostei também de saber que a arquiteta Ninha Chiozzini e sua equipe estarão nas páginas da Casa Vogue desta semana. Bacana ver talentos de Maringá brilhando por aí, assim como fizemos em Curitiba. Podem me chamar de “bairrista” mas amo minha cidade e me dá um baita orgulho quando vejo muitos de seus filhos fazendo bonito e “dominando” outros territórios com criatividade, talento e porque não dizer, uma boa dose de ousadia, pois sem ela, não sairíamos daqui!

Nada de notícia na página D4, muito menos na D5. Mais uma vez viro a página e tá lá o “Crô” de novo, entre palavras cruzadas, horóscopo do dia (vou consultar o meu depois), filmes em cartaz, resumo de novelas, programação das redes de TV. Volto ao horóscopo e imagino que vou ler algo do tipo: “hoje o dia não está propício às comunicações”. Já que estou quase no final do Caderno D+ e minha paciência, a essa altura está ficando cada vez mais D -, resolvo ler o que me reserva o horóscopo do dia e descubro que devo “resolver o dilema entre ter um trabalho seguro ou fazer realmente o que gosto”. Se há um dilema que eu não tenho é esse. Meu trabalho é seguro e eu faço o que gosto. Nada a ver o que me diz o signo de sagitário hoje.

Parei para refletir sobre o que é você folhear um jornal à caça do que lhe interessa... Acabo lendo tanta futilidade, que no final, até acho graça! Eu aqui, confortavelmente sentada no sofá da minha sala, lendo o horóscopo do dia no D+. Tem explicação para isso?

Vamos a penúltima página, a D7. Mais uma vez, nada! A coluna “Viva Maringá” destaca foto de uma porção de costelinha com mandioca frita que deve ser uma perdição! Dicas de bares, bons restaurantes, taí uma coluna que eu não tenho o que dizer, mas sim o que comer, rs.
A outra meia página é um anúncio da Prefeitura que fala sobre a reforma do Calil Haddad (bom demais!), convidando para uma comemoração: o convite à dança especial, nesse final de semana. Isso sim é uma boa notícia! Um teatro reformado, bonito e confortável, ofertando à população espetáculos culturais gratuitos e de qualidade.
E o nosso prêmio? Será que está invisível? Será que “comi barriga”?

Eis que eu viro a última página (D8) e, comprimidos por um comercial de carnaval do Ody Park que ocupa 90% da página, lá estamos nós (ufa!) nos 10% restantes!
Resta-me ler o que o Massali escreveu, porque a foto que ilustra a matéria, essa já me decepcionou, de imediato! Estávamos certos que ia ser publicada uma das três fotos que um dos escritores premiados enviou ao jornalista por email. Em Curitiba, contratamos uma produtora que nos designou um fotógrafo profissional para cobrir a premiação. Isso significa dizer que tínhamos fotos de boa qualidade e que foram repassadas antecipadamente ao jornalista de “O Diário”. E se a matéria era para falar sobre o prêmio, nada mais indicado do que ilustrá-la com as fotos do recebimento do prêmio!

A nossa visita ao jornal objetivava passar detalhes de como foi a programação em Curitiba, como se deu a seleção dos homenageados e a importância do prêmio aos três escritores de Maringá. Não fomos ao jornal para tirar fotos, mesmo porque, ninguém estava vestido ou produzido para tal. Nem passou pela minha cabeça que alguém que deve primar pela qualidade da informação (no caso, o jornalista), fosse desprezar as fotos tiradas por um fotógrafo profissional.

Falando em qualidade da informação, em que pesem os méritos profissionais do repórter Fabio Massali (já li muita reportagem boa dele), o texto da matéria em questão não demonstra nem 10% do que foi o evento. Prá começo de conversa, ele subtraiu um dia do evento, que aconteceu nos dias 04 e 05/02 e não apenas no dia 04, como está na reportagem.

Nos dois dias tivemos uma intensa programação cultural (Exposição de Artes Plásticas, lançamento do Catálogo Artístico 2012, Outorga do Prêmio, Posse dos Conselheiros Literarte, Jantar de Gala, Passeio Turístico, Chá Literário com lançamento de livros dos escritores homenageados). Nada disso foi citado na matéria.

Espremidos num cantinho da página, três poemas curtos de cada autor, que não representam 1% do que fizemos até agora em nossas participações literárias. Melhor seria não divulgar nenhum texto, mas primar por uma matéria completa.

Em nenhum momento foi comentado sobre nossas participações e divulgação do trabalho no exterior, sendo que o Catálogo Artístico do qual participo, em março será distribuído em 08 (oito) países da Europa, além de ser distribuído em todas as feiras e eventos literários no Brasil.

Mas estamos no “O Diário”.  Na última página do D+ mas estamos!.É o único jornal que temos no município e agradecemos imensamente a gentileza dessa publicação.

No entanto, tenho que dizer que outros escritores de estados e municípios bem menores que o nosso, apresentaram links de matérias sobre esta mesma premiação, onde observamos maior destaque e profissionalismo por parte da imprensa local, com fotos em destaque na primeira página e reportagens de meia página e/ou página inteira no caderno cultural. Mesmo assim, vamos enviar o link dessa reportagem para o Rio de Janeiro, para que os organizadores a divulguem em mala direta, ainda que a mesma não tenha saído 100% como gostaríamos.

Mais uma observação: nem minha cunhada que me conhece há mais de 40 anos, é assinante de “O Diário” e lê o jornal todo dia, viu hoje esta reportagem (a não ser depois que eu falei).

Isso até me deu uma ideia: Vou fazer uma chamada no meu Facebook e também um merchandising de graça para o Ody Park.  Vou postar algo mais ou menos assim:

Gente, estou no “O Diário” de hoje, logo acima da propaganda do Ody Park!

Angela Ramalho – Escritora premiada LITERARTE

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Prêmio Troféu Literarte de Cultura 2012




Nos dias 04 e 05 de fevereiro de 2012, houve em Curitiba o "Prêmio LITERARTE de Cultura 2012". a outorga é uma grande homenagem a todos aqueles que brilharam durante o ano de 2011 no cenário cultural e têm como objetivo central reconhecer e trazer a público as melhores iniciativas culturais tendo como critério: talento, criatividade, empreendedorismo, respeito, companheirismo e apoio cultural.




Com este Prêmio, a LITERARTE reconhece, distingui e premia a quem se destaca na sociedade com excelência na gestão de suas carreiras, contribuindo assim efetivamente para o desenvolvimento cultural e, consequentemente, socioeconômico do país.








Foi um fim de semana maravilhoso, conheci pessoas muito talentosas, simpáticas, realmente especiais. Com certeza, este prêmio servirá de incentivo para que eu continue a escrever cada vez mais. Um grande abraço a todos que lá estiveram e a todos que acompanham o meu trabalho!








Fotos:
1) Vera Figueredo, Marco Hruschka e Dyandreia Portugal;
2) Certificado e Troféu LITERARTE de Cultura 2012 concedidos a Marco Hruschka;
3)  Marco Hruschka, Angela Regina Ramalho Xavier, Vera Lucia Fávero Margutti e Luiz Francisco Silva;
4) Marco Hruschka e Najara Nogueira.


Marco Hruschka

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O tempo e o vento

Às vezes sinto que o tempo fica congelado
E eu fico olhando o vazio perplexo às vezes
Pensando em não sei o quê,
Sem forças para revidar esse compasso
Às vezes...
E a vida é cheia de circunstâncias,
Atemporais, talvez...
Mas o fato é que estou preso
E as areais escorrem movediçamente
Me levando pra baixo,
Cada vez mais pra baixo...
Como o tempo é inevitável!
Uma instância eterna, ininterrupta,
Cheia de instantes gulosos,
Que vai sempre se alimentar da nossa carne!
            Mas estas palavras não podem ser consumidas...
                        O vento as espalhará pelo mundo como forma
                                   De combater o tempo, vencê-lo e provar
                                               Que a Arte sempre prevalecerá e sobreviverá
                                                           E que a poesia sempre encontrará alguém
                                                                       Pronto para recebê-la, amá-la e com ela
                                                                                  Transformar o mundo em que vivemos
                                                                                                                                             ...

Marco Hruschka

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O novo mal do século

"Vivemos em um sociedade na qual a bebida é o novo Deus, o novo refúgio e o novo objetivo. A juventude encontra-se presa em um círculo vicioso no qual beber tornou-se bonito, de fácil acesso, a nova moda. 'Não temos amor, mas temos uma garrafa de vodka, dá na mesma!' É preciso, de alguma forma, fugir dessa realidade que nos oprime, nos esmaga, nos aflige. Afinal, temos casa, carro, estudo e supérfluos pagos pelos pais que não sabem mais cuidar dos filhos por falta de tempo ou de sei lá o quê e acabam tentando compensar dando as coisas. Dão tudo, menos educação de verdade. Dão tudo, menos limite. Estamos criando robôs que serão eternamente guiados pelo capitalismo e engolidos pela globalização. Desligue a TV, controle a internet, incentive a leitura na sua casa, senão morreremos alienados como marionetes nas mãos dessa sociedade dominadora e acéfala!" Marco Hruschka

domingo, 15 de janeiro de 2012

Ser humano

Minimize-se!
Animalize-se!
Para, enfim,
Humanizar-se!


Marco Hruschka

ESCRITORES MARINGAENSES RECEBEM PRÊMIO




Três escritores de Maringá vão receber o PRÊMIO LITERARTE DE CULTURA 2012, homenagem idealizada pela LITERARTE – Associação Internacional de Escritores e Artistas Plásticos, sediada em Cabo Frio – RJ. A cerimônia de outorga do prêmio acontecerá em Curitiba, nos dias 04 e 05 de fevereiro, no Hotel Nikko. 


Na programação do evento constam, além da cerimônia de premiação, posse dos Conselheiros da Literarte, Chá Literário com lançamento de Livros, Exposição de Artes Plásticas, lançamento do Catálogo Artístico-Literário LITERARTE 2012", coffe break, jantar de gala e passeio turístico-cultural.   


Os premiados, além do recebimento do Troféu "Prêmio LITERARTE 2012", receberão ainda um certificado, chancelado pela LITERARTE, além de foto oficial com fotógrafo profissional. O evento terá cobertura de mídia, com a publicação de matéria na Revista Literarte e entrevista individual para o Programa de TV “SEM FRONTEIRAS” Com Dyandreia Portugal.

Foram agraciados com o Troféu Literarte os escritores: ANGELA RAMALHO, MARCO HRUSCHKA e VERA LUCIA FÁVERO MARGUTTI.


ANGELA REGINA RAMALHO XAVIER é pedagoga, nascida em Nova Esperança e radicada em Maringá-PR. Autora de “Palavras Pedem Passagem” e “Poeminhas Dedicados”, além de um livro de crônicas (no prelo). Ousada, em seu primeiro livro, a autora contraria Vinícius de Morais e discorda de Fernando Pessoa. O livro foi indicado para leitura no quadro “Vitrine do Faustão”, pelo apresentador Fausto Silva, da Rede Globo de Televisão. O segundo livro, a autora dedicou a dez crianças e adolescentes de seu convívio. Outras crianças e adolescentes identificaram-se com os textos nele apresentados, o que levou a autora a idealizar um projeto de incentivo à leitura, com a realização de palestras em escolas públicas, projeto que pretende dar andamento em 2012. Embora o gênero predominante no seu trabalho seja a poesia, encontra-se em fase de produção seu 3º livro, primeiro no gênero de crônicas. Serão textos curtos, de no máximo uma página cada, abordando temas variados. 

MARCO ANTONIO HRUSCHKA TELES, nascido em Ivaiporã e radicado em Maringá, graduado em Letras - Português/Francês, pela Universidade Estadual de Maringá, apaixonado por Língua Francesa e Literatura, é autor do livro de poesias “Tentação”, seu 1º livro. A obra traz poemas divididos em três capítulos: “Tentação formal”, com poemas em versos metrificados; “Tentação do sofrimento”, com temáticas ligadas à dor do amor e “Tentação do Verso Livre”, com obras em estilo mais contemporâneo.
Escreve poesias e contos, os quais o autor publica regularmente em Antologias Literárias pela CBJE, já são mais de 30 participações. Pretende lançar seu livro de contos (O amor e outros vícios) ainda este ano. Contudo, sonha em escrever um romance. Mesmo assim, confessa que escrever poemas é o que mais gosta de fazer e o que faz com mais sinceridade e paixão. Credita aos versos que faz a razão de um maior reconhecimento, no futuro.

VERA LUCIA FÁVERO MARGUTTI é capixaba, nascida em 1960. Psicopedagoga, empresária e escritora. Sócia da empresa Margutti Materiais para Construções Ltda, onde administra o setor financeiro/bancário. Possui graduação em Letras Português/Inglês e respectivas literaturas pela FAFIMAN, Mandaguari-PR (1982); Especialização em ensino religioso pela UEM, Maringá-PR (2000). Pós Graduação em Psicopedagogia pelo CESUMAR, em Maringá-PR (2002). Possui várias obras publicadas em jornais e revistas. Publica com regularidade em Antologias e desde 2010 seus contos, crônicas e poemas podem ser lidos na CBJE - Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Participa da Antologia “Histórias para você dormir 3” pela Literarte.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Versos para uma voz en-canto

Para Najara Nogueira


Diretamente da forja das notas musicais
Mais nobres e encantadas
Nasce o timbre-tom de família e linhagem reais
Deste anjo para quem trago estrofes declaradas

Teu canto é aquele das sereias enlevadas
Cheio de malícia, veneno, ondas em cais
Entorpecente natural, razão e ideia extasiadas
Vontades incontroláveis, te quero mais e mais

Ode misteriosa, som do mar, colorido dos corais
Vozes do bem e do mal amalgamadas
Anjo negro, cuja boca atormenta em vendavais
Enlouquecendo de delícia e tentação perpetuadas

Mas, de repente, sonata e orquestra aperfeiçoadas
Anjo bom, embalando meu coração em brisas matinais
Afagando-me com brandura, carícias desveladas
Prazer imenso rumo aos céus, acordes nupciais

Como são doces, os teus madrigais
Saia do sonho, seja real, almas entrelaçadas
Quero deitar-me no teu colo perfumado demais
E padecer os ouvidos de paixão em tuas serenatas

Marco Hruschka

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A maldição do tempo



O tempo mal passou e tanto já foi passado
O que eu estou fazendo aqui parado?
O que eu estou fazendo aqui?
O que eu estou fazendo?
O que eu...?
O quê?

Marco Hruschka

sábado, 31 de dezembro de 2011

Prece de Ano Novo

Para esse ano novo
Quero meus sentidos mais apurados
Rotinas quebradas
E coração acelerado
Que venha uma trajetória de conquistas
Rumos incertos a destinos seguros
Pessoas que fiquem,
Almas eternas
Almejo justamente a eternidade
Quero transfigurar o relógio
Abrandar o ponteiro
Fechar os olhos
E multiplicar os segundos
Quero o amor!
Desejo ardentemente
Noites com gotas generosas
De loucura e paixão
Para que meus dias
Sejam mais frescos, calmos e sadios
Quero mudar o mundo
Ao molde dos meus sonhos.
Quero um ano novo...
Simples assim!

Marco Hruschka

E desejo tudo isso a você também! Feliz 2012!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Os dias, os rostos e as máscaras

Vou levando a vida assim, leve de repente
Como quem contempla o curso do rio
E sabe onde ele desagua no fim da corrente
A água que vai não volta, o dia não adio

Vou levando a vida assim, suave e envolvente
Cingindo-me de meus dias, porque eles são só meus
Sem me arrepender de nada, mas sendo coerente
Com os princípios e as virtudes de nosso Deus

Vou levando a vida assim, sem ser um total inconsequente
Pois aqui se faz, aqui se paga, tudo está ligado
No topo do mundo elea te vigia incessantemente
Te jugando, te moldando em seu pedestal inabalado

Vou levando a vida assim, sem máscara que me sustente
O que sou está exposto, sem mácula, artefato ou carnaval
Quando chegar a minha hora, irei assim, voluntariamente
Sorrindo de meu rosto inato, intrínseco e essencial

Marco Hruschka

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

As vidas em um parágrafo

Você já parou para pensar que a sua vida é dividida em várias outras vidas de você mesmo? Cada etapa é tão diferente da outra e ao mesmo estão ligadas e influenciadas entre si. Cada novo relacionamento, cada nova conquista é uma vida por si só. Você nasce sem saber para que veio. Passa a infância sem saber o que é responsabilidade, sendo moldado pela família, amigos, televisão e sociedade. Quando adolescente, conhece tantas coisas novas que se teletransporta para uma outra-mesma-vida e se redescobre em outros prazeres nunca antes sentidos. Vive o mundo da dúvida de não saber ao certo o que vai ser quando adulto. Os olhos piscam e você já o é. Agora, você vai se dedicar ao trabalho que escolheu, podendo mudar várias vezes de profissão. E não se preocupe com isso, pois, apesar de ninguém nunca lhe ter dito, você tem mais vidas que um gato. De repente você vai querer formar uma nova família, dividir tudo que tem e que sabe com pessoas as quais você escolherá, ou que a vida escolherá por você. Pode ser que você envelheça sem saber ao certo o que realmente gostaria de ter feito ou o que realmente sabia fazer com talento. Pode ser que um dia você consiga comprar uma casa nova e diga: "Vida nova!". E não é que é mesmo?! Você vai amar muitas vezes e viver com várias pessoas diferentes. Às vezes sozinho. Mas para cada fim de relacionamento, quem disse que você não teve que renascer? E quando um novo amor acelera o coração, você se sente outra pessoa, toda renovada, cheia de novos planos para uma nova vida. E quando você já fez tudo isso e mais um pouco,  passa a observar as outras pessoas mais novas fazendo a mesma coisa. Então fecha os olhos esperando tranquilamente a nova vida que se seguirá. Marco Hruschka

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Eu e Deus


"Deus nos deu uma vida para que pudéssemos desfrutar dela da melhor maneira possível. Para que buscássemos a felicidade. E sempre haverá uma maneira de ser feliz. Mesmo em meio às turbulências da nossa rotina é possível sorrir. Sorria! Isso faz com que as pessoas a sua volta se sintam melhor, atraindo energias positivas. Quando se sentir triste e sem esperanças, lembre-se que você pode trilhar outros caminhos e conhecer novas pessoas. O mundo é imenso e está esperando por você. Desafie-se e mostre a você mesmo que pode conquistar tudo o que quiser. Sonhe alto. Corra atrás e não fique lamentando o que já passou. Aprenda com os erros e procure ser a cada dia uma pessoa melhor. Respire mais fundo e contemple Deus a sua volta." Marco Hruschka

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Das dores do mundo

Sou os olhos do cego a sangrar de escuridão
Sou a mão do pedinte, em chagas de paixão
Sou o câncer do enfermo a corroer-me a entranha
Sou o moribundo a suplicar pela vida, dor tamanha

O negro escravizado e sem direitos sou eu também
A esposa do marido que a espanca e mais além
Sou o filho que nasce antes do tempo, desfalecido
No descabido tempo que se impõe sem ser pedido

O injustiçado atrás das grades é-me outra vez
Sem futuro, sem consolo, de companhia a escassez
Sou o próprio Deus a castigar e a ser julgado
Por aquele que não teve tanta sorte e tanto agrado

Sou a traição do casal apaixonado
E também o próprio anel retirado e descartado
A deusa Discórdia solta pelo mundo
Semeando a la vontê o seu vírus mais fecundo

O sussurro, o frio, o guia e a passagem
Sou a visita, o hospedeiro e ao mesmo tempo a viagem
Que vem para calar da vida o sofrimento
De uma existência toda em si sem cabimento 

Marco Hruschka

sábado, 15 de outubro de 2011

Recomeçar


O nascimento é prenhe de morte, a morte, de um novo nascimento” M. Bakhtin

Vida cíclica
Ciclicamente
Redonda
Voltas e voltas
Vem e vai
Indo e vindo
De revindas e partidas
Do início ao fim
Do que recomeça
Do que renasce
Do que já se foi
E assim vai
É assim que é
Indo e vindo
Vem e vai
Voltas e voltas
Redonda
Ciclicamente
Cíclica é a vida

Marco Hruschka

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Escravo

"A internet é tão grande, tão poderosa e tão inútil que para algumas pessoas é um perfeito substituto à vida." (Andrew Brown)

Ele acordara. Ainda meio sonolento, levantou-se da cama e, com os olhos semiabertos, voltou-se para o lado do seu computador pessoal e apertou o botão para ligá-lo. Enquanto a máquina inicializava-se, ou dava o boot, expressão corrente entre as pessoas ligadas à informática, ele colocou os chinelos e foi ao banheiro fazer sua habitual toalete. Primeiramente, olhou-se no espelho e viu alguma coisa embaçada, disforme, que também olhava para ele, porém sem aprová-lo. Quem sou eu, pensou em voz alta. Já não se mirava mais como antes, já não era o Narciso a observar-se na lagoa.
Estava ansioso. Na noite passada, antes de ir dormir, havia postado um pensamento seu em uma das principais, senão a principal, rede social na internet. Estava inquieto, pois queria saber se seus amigos haviam “curtido” o post, se havia comentários, Deus queira que sim.
Ainda no banheiro, pensava em seus compromissos diários, talvez já estivesse atrasado. Apressou-se a escovar os dentes, tomar um banho e pentear-se e foi para o quarto vestir-se. Escolheu a roupa de sempre, não a mesma troca, evidentemente, mas o mesmo modelo, o mesmo estilo. Depois de tudo pronto, soltou um “ufa” de contentamento e foi até o computador verificar suas atualizações. Acessou, antes de qualquer coisa, o site onde havia postado sua última reflexão antes de deitar-se. Para sua surpresa, ou talvez nem tanta assim, não havia nenhum “curtir” e nada escrito embaixo. Mas no fundo ele sabia que não haveria. O hábito o consumia. E, pelo mesmo motivo, e somente pelo mesmo motivo, lembrou-se que deveria comer algo. Foi até a cozinha, pegou umas bolachas e um iogurte e voltou para o quarto.
Acessou sua caixa de e-mails e não encontrou nada novo, apenas as mesmas mensagens, já lidas anteriormente. Abriu a página de seu blog, onde escrevia algumas leviandades, que para ele eram curiosidades, e coisas de seu gosto pessoal, possuía alguns seguidores, no máximo uma dúzia, todos conhecidos seus. O blog estava como dantes: mesma cara, mesmos comentários. Intimamente decepcionado, voltou para a rede social e ficou olhando as atualizações alheias. Afinal, queria estar antenado às novidades e a tudo o que envolvia as pessoas que conhecia e as que ele não conhecia também. Já estava na hora de ir trabalhar, mas ele preferia ficar um tempinho a mais na internet e recuperar a diferença no trânsito, costurando os carros com sua moto. Eu pego um atalho, pensou. Já vira tudo que haviam escrito e, neste momento, estava olhando fixamente para a tela do computador, intacto, imóvel, inativo. Como quem espera um milagre. Como um cão faminto espera o dono dar-lhe um pouco de comida. Há algum tempo ele esperava algo, tempo esse que não existe, ponteiros invisíveis, sentimentos indizíveis. Desvenda-me ou engulo-te, é o que aquela esfinge lhe diria se pudesse. Num segundo de lucidez, despertou daquele sono de olhos abertos e foi trabalhar. No caminho, estava incomodado, pois não abrira seu comunicador instantâneo. E se alguém quisesse falar comigo logo de manhã...
Chegou no serviço, era operador de telemarketing. Trabalhava rodeado de outras pessoas, porém cada um isolado em sua cabine. Era um bom empregado, atendia e conversava bem, pelo menos via telefone.  Sentou-se na cadeira, não muito confortável, e ligou o computador da empresa. Embora não fosse permitido e nem aconselhado pela chefia, automaticamente todos os programas inicializavam-se com o Windows, então foi o tempo de ele buscar um café, voltar e dar de cara com o MSN, Facebook, Twitter, Orkut, seu Blog e seu E-mail abertos e atualizados. Olhou atento e ligeiro para a tela, na esperança de contemplar alguma novidade. Havia uma. Seu coração acelerou quando ele clicou e viu que uma pessoa que ele adicionara no dia anterior havia aceitado seu convite para fazer parte dos seus amigos virtuais. Ele não a conhecia pessoalmente. Agora tinha quase mil contatos em suas redes sociais. Achava isso um máximo, um recorde, uma conquista. Ali, frente ao monitor, ele se sentia bem, à vontade, até mesmo amado algumas vezes. Seu habitat natural.
Enquanto atendia algumas ligações, navegava pelas páginas já mencionadas e agora também por um site de piadas, de modo a se distrair. Nada melhor do que trabalhar e relaxar ao mesmo tempo, pensou.
Chegara a hora do almoço. Foi almoçar num restaurante ali perto, como sempre fazia. Não porque a comida fosse ótima, mas porque já se acostumara. Pedira o mesmo prato-feito. A casa estava cheia e a sua comida estava demorando a ser servida. Então pegou o celular e acessou seu comunicador instantâneo. A modernidade nos possibilita almoçar e conversar com amigos ao mesmo tempo, mesmo que não haja ninguém sentado na sua mesa além de você mesmo. Não foi o caso. Nosso personagem olhava para a tela do pequeno aparelho, o qual ele segurava quase embaixo da mesa, sem saber com quem puxar papo, então ficou lendo as mensagens pessoais de seus amigos. A da Rafaela dizia: “Tchê tchê re re tchê tchê (8)”; a do Juninho: “Sabadão todo mundo lá galeraaaaa”; a da Andressa “A vida é um soco no estômago”, só não havia citado a autora, Clarice Lispector. Sentiu uma dor na barriga. Já não sabemos se era questão de frase ou de fome. Na vida é assim, às vezes apossamo-nos do que é alheio sem dar-nos conta.
Comeu rápido. Ainda tinha mais uma hora de horário de almoço. Não quis passear pela cidade. Não quis tomar um sorvete. Não quis tirar uma soneca. Voltou para o escritório e sentou-se na frente do computador novamente. Onde vou entrar agora, pensou. Sem inspiração e criatividade, abriu o navegador e a página inicial carregou: www.facebook.com. Queria publicar alguma mensagem significativa. Mas sobre o quê? Qual tema? O amor?! Muito clichê! Precisa ser algo atual, imaginou. Foi então que, observando as atualizações de outras pessoas, achou uma frase interessante: “‎Hoje em dia as pessoas optam e / ou têm a tendência a trocar as relações humanas pelas relações com as coisas". Resolveu republicá-la. Mas como não encontrara a fonte, não sabia o nome do autor, decidiu relacioná-la a um pensador célebre. Assim, acharão que ando lendo, que pesquisei, terei mais prestígio, cogitou. O pensamento passou a ser de Benjamin Franklin, pois. De iluminista, passou a vanguardista de repente e o pobre Leandro, seu colega que havia feito tão bela reflexão, perdera os créditos para alguém que, sem dúvida, não precisa de mais citações interessantes em seu currículo.
Estava feliz. Dessa vez vários amigos curtiram seu post. Até que enfim havia feito algo “legal”. Ganhei o dia, gabou-se. Trabalhou contente até o fim da tarde. Desligou o PC da firma e foi embora às seis em ponto.
Chegou em casa vinte minutos depois. Jogou a pasta em cima da cama e ligou seu computador. Queria sair, estava cansado do serviço. Apenas hoje, fisicamente, pois em geral gostava de trabalhar lá. A internet o saciava quase por completo, mas como força inata do ser humano, sentia falta de relacionar-se pessoalmente, ainda mais depois do término do seu namoro, há quase um ano. Desde então não conseguiu mais ter vínculos afetivos com outras mulheres. Não me pergunte o porquê, em geral os sentimentos das pessoas são tão profundos e obscuros que nem mesmo um bom narrador é capaz de desvendar. Acessou os comunicadores e escreveu em sua mensagem pessoal: “É hojeeee!!!”. Estava preparando seu espírito para a noite que começara. Deixou seu melhor amigo ali, claro está que falamos do computador, e foi tomar banho. Após uma ducha relaxante, ainda de toalha, voltou à máquina e trocou a mensagem atual por: “Hoje a noite é uma criança...”. E foi vestir-se.
Estou pronto, disse para si mesmo, esfregando as mãos ansioso. Olhou sua lista de contatos online. Escreveu uma mensagem modelo: “E aí, blz?! Bora tomar uma beer?”. Copiou e colou para seus amigos mais próximos. Foi à cozinha comer algo. Pegou uma fatia de bolo e preparou um café com leite. Quando voltou já havia duas respostas. O Ricardo dizia o seguinte: “Blz e vc? Então, foi mal cara, hj tenho um compromisso...”; O Ângelo: “Faaaaaala parceiro, bão e tu?! Ah, hj não vira, to de boa!”. O Danilo, o César, o Ferrari e o Japa não responderam.
Leu as mensagens e não teve coragem, força, atitude para respondê-las. Estava chateado. A medusa o petrificara. Paralisado, olhos perdidos no vago e os pensamentos distantes. De repente, como num estalar de dedos, despertou. Recuperou-se e resolveu sair mesmo assim. Acompanhado ou, como de fato seria, sozinho.
Conferiu a carteira: documentos, cartão de crédito e uns trocados. Passou seu melhor perfume, trancou a casa e saiu para a rua, onde estava a sua moto. Olhou para o céu com medo de que chovesse. Não choverá, pode ir tranquilo, a noite é, como confirma o ditado, uma criança. Mas ele parecia pressentir alguma coisa, algo o incomodava. Partiu.
Durante o caminho para o bar, já previamente escolhido, pois era o de sempre, foi imaginando como agiria, quem poderia encontrar lá, tenho quase mil amigos, com certeza haverá alguém, desejou.
Foi como um teletransporte. Uma mudança de mundos. Uma mudança de espírito. Da realidade para a ficção. Pulemos a parte em que ele ficou na fila de entrada por trinta minutos, mandando mensagens para seus amigos que não quiseram vir, vangloriando-se da qualidade feminina naquela balada. Agora ele já está lá dentro, um tanto quanto tímido, olhando para os lados enquanto bebe uma cerveja. Ficou um tempo encostado no balcão apenas observando o ambiente, as pessoas, o movimento. Resolveu dar uma volta para ver se encontrava alguém. De cara, cruzou com a Daniela Vasconcelos, a “Miss facebook”, denominação mais do que justa que ele lhe deu. Olharam-se, mas não se viram. Ou pelo menos ela não a ele. Fingiu não ter notado a indiferença da moça e seguiu andando. Contornando o bar pelo lado esquerdo, viu a Cecília de Loyola, que também o viu, oieeeeeeee, disse toda sorridente. Cumprimentaram-se e se abraçaram como se fossem velhos amigos, mas não passavam de contatos online. Ficou apenas no cumprimento. Se eu fosse ela teria escolhido uma máscara mais convincente.
Um pouco mais adiante, viu um grupo de três moças, todas bem vestidas, dançando descontraidamente e bebendo uns drinks exóticos. Conheço-as, pensou. Não se lembrava do nome delas, mas sabia que já as havia visto em algum lugar, ou melhor, em um lugar específico. Elas prenderam sua atenção. Depois de fazer um tour pelo bar e não encontrar mais ninguém conhecido, resolveu ficar numa posição em que pudesse ficar olhando para o trio. No fundo, queria ir falar com elas, mas não sabia como. Pensava em uma maneira de abordá-las. Sorrisos, bebidas, elas dançavam bem e, de certa forma, eram sensuais. Ensaiou algumas investidas: “Oi, sou o cara do facebook que sempre curte o seu status, lembra de mim?” Desistiu. “E aí, meninas...” Não! Realmente não estava seguro. Foi ao banheiro. Olhou-se no espelho, como fizera pela manhã, mas agora um pouco mais demoradamente. Quem sou eu, perguntou-se em pensamento. Ele não conhecia a história, mas no fundo desejava que aquele espelho fosse o retrato de Dorian Gray. Era um homem adulto, ainda jovem, mas a ideia de envelhecer não lhe agradava.
Saiu do banheiro, pediu mais uma cerveja e sentou-se num banco, no canto do bar, um pouco escondido, preferiu ficar ausente um pouco. Bebia e pensava, pensava e bebia. Pegou o celular para olhar que horas eram. Era tarde. Não resistiu, entrou no MSN. Quem estava online?...  Música alta no bar... Já voltou, perguntou o Japa... Sorrisos, mulheres... Não respondeu... Mais uma cerveja, por favor!... Ahhhh, ela está online!... Obrigado!... Oi, flor... Nada aqui, nada lá...
Fechou o celular e resolveu ir embora. Não estava se sentindo bem, vinha de dentro pra fora, de antes para agora, queria sua casa. Pagou. Partiu.
Arrependeu-se de ter bebido tanto. Era contra qualquer tipo de vício. Em geral, tomava uma cerveja e depois tomava uma água, para equilibrar. Ficava nisso. Chegou em casa. Guardou a moto. Foi ao banheiro, não se olhou no espelho, agora não precisava mais disso. Saiu e foi diretamente ao seu quarto. Sentou-se na beirada da cama. Balançava as pernas enquanto a máquina dava o boot.





Marco Hruschka

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