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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Amores perdidos


Não se acredita mais em amor à primeira vista
O medo impera como sentimento absoluto
Pessoas magoadas da vida já não apostam mais
Corações são chagas, falta de esperança, luto

Para onde quer que eu vá, dor e desilusão
Um passado que se torna presente e futuro
Aquela mágoa de outrora desenha o porvir
Está tudo bloqueado, tudo tão incerto e inseguro

Quero a in(constância) de poder amar de verdade
Sentir-me vivo, pois que só o Amor dá vida
Pois que só o Amor é a razão de viver
Senão um vazio, um nada, uma treva dolorida

Esperanças dilaceradas, assassinadas e enterradas
Auras gêmeas que se casam, unem-se em ideal
E sonham à distância o amor reprimido pela dúvida
Sentimentos aprisionados, causadores de todo mal

Amarei por todo o sempre a idéia de amar
Incondicionalmente, sem limite, sem medida
O caminho é turvo, lusco-fusco, há névoa em volta
Mas encontrarei o par perfeito ressussitando a paixão desfalecida


Marco Hruschka

2 comentários:

T. Phoenix disse...

Gostei muito! Especialmente do trecho "Amarei por todo o sempre a idéia de amar / Incondicionalmente, sem limite, sem medida" Perfeito! =D

Rinaldo Albuquerque disse...

Marco,

Amor à primeira vista seria aquela centelha que salta dos olhos emparelhados e incendeia tudo em volta. Assim sendo, sinto está um tanto apagada. Quase não passa de um cisco, um argueiro cujo ardor logo passa. O medo sim é senhor austero e resoluto. Ele bem sabe fazer recuar os corações. Esses mesmos corações enlutados por um amor não nascido. Nossa desilusão é o espelho, revelando verdades indizíveis. E sendo o amor nosso motivo, calem-se todas as vaidades visto que ele definha, se contorse e geme. Eis a razão da treva que se faz sentir tal qual uma dor. Esperanças que não voam além de nossos anseios jamais nos conduzirão a lugar algum. Dá lugar à dúvida que reprime e afasta, feito rio cauduloso sobre o qual não se ergue pontes. Duro é obstinar-se na busca do amor, mas é a única busca de todo útil, de todo proveitosa. E ainda sendo turvo o caminho, creio um dia poder percorrê-lo e trazer, aprisionado neste peito, meus muitos amores perdidos.

Que poesia reveladora, intensa, fulminante... Nós compartilhamos desses mesmos medos e anseios. É certo que nossas almas estarão sempre desnudas ante olhares perspicazes como os teus.

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Quem sou eu?

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Maringá, Paraná, Brazil
Marco Hruschka é natural de Ivaiporã-PR, nascido em 26 de agosto de 1986. Morou toda a sua vida no norte do Paraná: passou a infância em Londrina e desde os 13 anos mora em Maringá. Sempre se interessou em escrever redações na época de colégio, mas descobriu que poderia ser escritor apenas com 21 anos. Influenciado por professores na faculdade – cursou Letras na Universidade Estadual de Maringá – começou escrevendo sonetos decassílabos heroicos, depois versos livres, contos, pensamentos e atualmente dedica-se a um novo projeto: contos eróticos. Seu primeiro poema publicado em livro (Antologia de poetas brasileiros contemporâneos – vol. 49) foi em 2008 e se chama “Carma”. De lá para cá já, entre poemas e contos, já publicou mais de 50, não apenas pela CBJE, mas também em outras antologias. Em 2010 publicou seu primeiro livro solo: “Tentação” (poemas – Editora Scortecci). Em 2014, publicou “No que você está pensando?” (Multifoco Editora), livro de pensamentos e reflexões escrito primordialmente no facebook. É professor de língua francesa e pesquisador literário.

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