segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

VULVA-FLOR

Marco Hruschka

Que no início tudo são lírios,

Monocromia na pele e nos odores,

Essências originais, alvores,

Imaginação acesa em delírios...

 

Mas com um leve toque

O sangue ferve e lateja,

Novo tom, rosa-rosa, que assim seja,

Coloração que nos relembra a belle époque.

 

A mão febril é substituída no seu tempo,

Que entre a língua, do relento a rainha,

Estimulante natural, trabalha sozinha,

Orquídea verte lágrimas de contento.

 

Já é flor desabrochada, pólen abundante.

Tremores invisíveis de prazer alado

Transformam em violeta o sexo requintado,

Desenho ornamental, odor inebriante.

 

Os cálices explodem em coloração,

O deleite não tarda, graça suprema,

As corolas brilham como estrelas de cinema,

E no conjunto, o perianto pulsa de excitação.

 

Ah, o ápice do gozo que se espera!

Do miolo floral vê-se o néctar a escorrer...

Violeta... Orquídea... rosa... lírio.

Nova flor em broto, nova primavera!

4 comentários:

fabio disse...

olá Marco, muito bom seu conto....e a foto ficou perfeita pra ele, abraço e sucesso!!!

joaocage disse...

mais uma vez o grande marco se supera...
produzindo uma mistura de lirismo e obscenidade,fugindo do vulgar, apresentado a sexualidade como algo poético. apresentando um texto forte, porém muito próximo do "angelical".
Marco Hruschka o poeta da obscenidade.

Luigi Ricciardi disse...

Por que razão eu gosto desse poema? hahahaah

Brincadeiras a parte, houve uma bela relação entre o órgão e a flor, órgão que por muitos é assim mesmo definido: flor, que desabrocha, recebe o sangue e renasce segundo o toque e o desejo.

Mirian disse...

Grande Marcos...

Voce é profundo.
É perfeito!

palavras fortes, tocantes, só pode vir de alguém que se asemelha a elas!

Parabéns!

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Quem sou eu?

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Maringá, Paraná, Brazil
Marco Hruschka é natural de Ivaiporã-PR, nascido em 26 de agosto de 1986. Morou toda a sua vida no norte do Paraná: passou a infância em Londrina e desde os 13 anos mora em Maringá. Sempre se interessou em escrever redações na época de colégio, mas descobriu que poderia ser escritor apenas com 21 anos. Influenciado por professores na faculdade – cursou Letras na Universidade Estadual de Maringá – começou escrevendo sonetos decassílabos heroicos, depois versos livres, contos, pensamentos e atualmente dedica-se a um novo projeto: contos eróticos. Seu primeiro poema publicado em livro (Antologia de poetas brasileiros contemporâneos – vol. 49) foi em 2008 e se chama “Carma”. De lá para cá já, entre poemas e contos, já publicou mais de 50, não apenas pela CBJE, mas também em outras antologias. Em 2010 publicou seu primeiro livro solo: “Tentação” (poemas – Editora Scortecci). Em 2014, publicou “No que você está pensando?” (Multifoco Editora), livro de pensamentos e reflexões escrito primordialmente no facebook. É professor de língua francesa e pesquisador literário.

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