terça-feira, 15 de setembro de 2009

Suicídio


Olho para os lados, pedregulho sobre pedregulho
Tento esquivar-me, mais pedras e entulho
Dessa evolução desarmônica não me orgulho
Ahhhh! Não suporto mais esse barulho!

Marretas, martelos, cimento e tormento
Ganha-se um edifício, perde-se um momento
De sossego, ruídos doloridos, já não aguento
Vida insalubre! A natureza chora, lamento!

O ar já não é transparente como outrora
Gris! Onde foi parar toda aquela flora?
Sufoco! Quero sumir, preciso ir embora
Fujam, abriram a caixa de Pandora...

E o mal primeiro é o ser humano
Egoísta, cego de dois olhos, profano
Faz da alienação um pseudo-bom-cotidiano
Cerca-se de muros, é de si o próprio engano

Uma, duas, três construções de pé
Três, duas, uma árvore sequer
O homem vai construindo sua vida de ilusão
E diminuindo o tempo entre si e o caixão


Marco Hruschka

2 comentários:

Luigi Ricciardi disse...

Parabéns pelo poema, Man.

Eu tento imaginar como será o planeta dentro de cinqüenta anos. As cidades crescem cada vez mais, as zonas urbanas engolem tudo. Logo não haverá ar.
E não está tão longe, todos os dias acordo com uma sinfonia de serras, martelos e tratores.

Vou precisar logo logo de uma terapia campestre!

Laís Carla disse...

Um poema simples e expressa tudo que queria dizer ...
Concordo plenamente com o Luigi, as cidades tomam tudo, até mesmo a visão do céu noturno se torna ofuscado pelas luzes da mesma ...

Quero urgente uma solução, sem pensar em corporações, nem órgãos que destroem tudo que tem pela frente ...

Quero um feixe de esperança ... Mas, tudo que vejo é mais e mais destruição ...

Parabéns Marco, cada um deve fazer sua parte, seja da forma que for !

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Maringá, Paraná, Brazil
Marco Hruschka é natural de Ivaiporã-PR, nascido em 26 de agosto de 1986. Morou toda a sua vida no norte do Paraná: passou a infância em Londrina e desde os 13 anos mora em Maringá. Sempre se interessou em escrever redações na época de colégio, mas descobriu que poderia ser escritor apenas com 21 anos. Influenciado por professores na faculdade – cursou Letras na Universidade Estadual de Maringá – começou escrevendo sonetos decassílabos heroicos, depois versos livres, contos, pensamentos e atualmente dedica-se a um novo projeto: contos eróticos. Seu primeiro poema publicado em livro (Antologia de poetas brasileiros contemporâneos – vol. 49) foi em 2008 e se chama “Carma”. De lá para cá já, entre poemas e contos, já publicou mais de 50, não apenas pela CBJE, mas também em outras antologias. Em 2010 publicou seu primeiro livro solo: “Tentação” (poemas – Editora Scortecci). Em 2014, publicou “No que você está pensando?” (Multifoco Editora), livro de pensamentos e reflexões escrito primordialmente no facebook. É professor de língua francesa e pesquisador literário.

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