sexta-feira, 1 de junho de 2012

A natureza do homem e da mulher



"O homem tem uma natureza diferente da mulher. O homem é mais recluso, mais intimista com relação aos seus pensamentos. Às vezes, ele sente vontade de ficar um pouco sozinho, mergulhar em sua profundidade e refletir sobre a vida, sobre seus problemas, buscar soluções e procurar o seu equilíbrio em meio ao silêncio. Ele gosta e precisa disso. Em contrapartida, em geral, a mulher tem uma carência inata que faz com que ela sinta vontade de ter alguém sempre por perto, sentir-se protegida, conversar, expor seus sentimentos e dividir as coisas. Em se tratando de um relacionamento, é preciso que um saiba entender o outro. Mas para isso, há de se abrir mão de algumas coisas. Aí, não se pode confundir amor próprio com egoísmo. As pessoas são indivíduos, seres únicos e ímpares, mesmo quando levam a vida ao lado de outra pessoa. Homem: ouça com atenção! Mulher: o silêncio pode não significar indiferença! Quem ama, precisa, sobretudo, tentar compreender o seu amor" Marco Hruschka
quarta-feira, 23 de maio de 2012

O amor


Olá seguidores do Letra Lírica. Nesta postagem, inauguro algo novo no blog. Vou postar a primeira parte do meu mais novo conto, "Amor". Não sei exatamente se ele terá duas, três ou quatro partes, sei apenas que tenho a ideia completa, mas ainda não o escrevi por inteiro. Segue, então, a primeira parte. Quanto ao resto, afirmo-lhes que em breve postarei a continuação...

O amor

O amor supera todos os tipos de barreiras.  Dir-se-ia mais: supera todos os medos, crenças e pecados. O amor acontece onde menos se espera, sob qualquer circunstância, sob qualquer hipótese. Quando se ama de fato, o amor vira objeto de consumação. Quer-se amar de qualquer jeito, não se importando com possíveis infrações, leis ou mandamentos.
Ricardo era um jovem universitário do terceiro ano do curso de Letras, tinha vinte e quatro anos, era um tanto quanto baixo, geralmente usava barba e gel no cabelo, tinha um nariz um pouco saliente e trabalhava como estagiário na biblioteca central da cidade onde morava. Seu expediente é o que se entende por meio-período. Entrava às oito da manhã e saía à uma hora da tarde, pois, geralmente, não trabalhava aos fins de semana. Quando era dia de encontro do clube de leitura na biblioteca, sempre aos sábados de manhã uma vez a cada dois meses, ele trabalhava até o meio-dia seis dias da semana, deixando de lado, claro está, o domingo. Como estudava à noite, tinha o período da tarde para fazer os trabalhos da faculdade e descansar um pouco antes de pegar o ônibus das dezoito de vinte rumo ao campus. Morava a doze quilômetros da universidade. Em se tratando de uma cidade como a que nos encontramos, pode-se considerar uma distância longa. Na volta, aproveitava o trajeto para ler seus livros prediletos. Nosso personagem tinha um sonho antigo de ser cantor, gosta do bom e velho rock, admira pintura e poesia. De vez em quando, se arrisca a escrever alguma coisa. Como amador, já pintou duas ou três telas. Hoje em dia canta, como hobby, nos churrascos entre amigos.
Certo dia, uma nova funcionária foi contratada pela biblioteca. Ela se chamava Roberta, tinha vinte e um anos e era loira de cabelos encaracolados, encorpada, não muito alta e resolveu encarar esse trabalho porque adorava livros e tinha, entre outras manias, a de organização. Também estudava Letras, mas em uma outra faculdade. Trabalharia período integral, pois, como já mencionado, havia sido contratada, ou seja, efetivada, diferentemente de Ricardo. Sua mãe era muito religiosa e rigorosa, então ela costumava ir à Igreja todos os fins de semana. Também era admiradora da boa arte e leitora assídua de romances.
Roberta foi apresentada formalmente pela diretora a todos os funcionários e estagiários. Ela passou os olhos rapidamente por todo mundo dizendo um “oi” meio tímido. Mas seu olhar voltou a Ricardo, involuntariamente, trazido por um impulso, o qual chamamos de atração. Traçou-se, então, uma linha imaginária que uniu aquelas duas pessoas por uns três segundos. Ambos ficaram sem graça, quebrando, de repente, a magia que pairava entre eles. Em seguida, voltaram ao trabalho, um pensando no outro.
Ricardo estava arrumando as prateleiras de literatura brasileira, no andar inferior do prédio, quando Roberta apareceu. Ele levou um susto, mas tentou disfarçar a forte emoção:
- Oi! – disse ele.
- Olá! – respondeu ela – Sabe o que eu queria saber?! Se temos o livro “Capitu – Memórias Póstumas”. Uma moça quer lê-lo e eu ainda não me acostumei com as sessões, não sei nem se temos e nem onde ficaria, pois não sabemos o nome do autor.
- Ah sim, claro! Vem comigo que eu pego pra você. – respondeu Ricardo, todo envaidecido por poder ajudar tão prontamente.
Penúltima estante da última coluna à esquerda. Ricardo pegou o livro que estava na parte de baixo da prateleira e quando se levantou Roberta estava a menos de um palmo de seu rosto:
- Obrigada! – disse com um sorriso maroto, saindo rapidamente.
 - De... nada. – respondeu ele quase gaguejando, sem poder se mexer.
Naquela noite Ricardo não conseguira dormir direito, ficara pensando se realmente ela precisava daquele livro ou se, por algum motivo, havia preparado minuciosamente aquela situação. De qualquer forma, ele estava abalado e o que realmente importava era o modo como ela havia mexido com seus sentimentos, há algum tempo adormecidos. Ricardo não tem um histórico muito longo de relações amorosas. Na verdade, nunca teve muita sorte para o amor. O turbilhão que o estava incomodando não era totalmente novo para ele, já havia sentido algo parecido antes, porém agora havia uma sensação diferente, uma paixão ao mesmo tempo repentina e avassaladora, talvez. Sim, ele estava muito confuso.
No dia seguinte, acordou ansioso para ir à biblioteca. Perceba que eu tomei o devido cuidado em não dizer “acordou ansioso para ir trabalhar”, o que não é o caso. Aqui, ele queria mesmo era ir ao local de trabalho, pois seu “objeto” de desejo estaria lá. Se conseguiria de fato trabalhar, aí já é uma outra coisa. 

...

Marco Hruschka
quinta-feira, 17 de maio de 2012

Programação Cultural - II Mutirão Artístico Maringaense


Programação Cultural



Fique atento nos horários da semana cultura do 2º Mutirão Artístico Maringaense. De 19 a 26 de Maio no Democráticos Bar, Rua Paranaguá, Nº 78 Zona 07. (Av. Colombo, ao lado do posto de gasolina) Veja os detalhes no Google Map [click aqui]








 Apartir das 17hs

MÚSICA: Rael Toffolo apresentando duas obras eletroacústicas e Ingazeiro representando a cultura nordestina com o seu maracatu
TEATRO: Taaly Segatti "Mundo Moderno" (Chico Anisio) e "Jesus no Xadrez" (Chico Pedrosa), além de poema musicado pelo grupo Cordel de Fogo Encantado.
ESCULTURA: Marcelo Monteiro irá demonstrar algumas técnica da escultura em  tempo real criando peças em miniatura em bastões de giz tipo escolar.
GRAFITE: René Meyring e sua criação visual em tempo real
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Damien Campos, Ângela Ramalho e Vera Margutti
CINEMA: curta-metragens de Hygor Zorak
LITERATURA: Exposição permanente dos textos dentro dos menus e nas camisinhas de cerveja com todos os artistas (Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti)
FOTOGRAFIA: Exposição fotográfica dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição das pinturas dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Andy Ferrari e sua exposição de máscaras.  







Apartir das 20hs

CINEMA: Curta-metragem do grupo de artistas (Tamires Belluzzi Freitas, Fernanda Eda, Gabriela Petrucci, Karina Azevendo e Patrícia Adrian)
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Marcele Aires e Miriam Ramalho. Marcele Aires irá expor seus livros “Que transpõe o halo (poesia, 2010)” e “Ausências em monólogos (ficção, 2011)”.
LITERATURA: Exposição permanente dos textos, poemas e contos dos os artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente com todos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari








Apartir das 20hs

CINEMA: Curta-metragens de Hygor Zorak
MESA DE LITERATURA E QUADRINHO: O quadrinista Diego Jolly irá expor seus trabalhos ao estilo “narrativas gráficas”. O quadrinista Hálisson Júnior da Silva e Cléia Garcia e seus trabalhos em zines, blogs, folder e quadrinhos.
DANÇA: Júnior Paiva irá apresentar uma performance, dança contemporânea, da canção “Imagine” do Jhon Lennon (versão Glee)
MÚSICA: Najara Nogueira
LITERATURA: Exposição permanente dos textos, poemas e contos dos os artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari









Apartir das 20hs

MÚSICA: Contos musicalizados de Dalton Trevisan na performace vocal de Alexandre Gaioto. Damien Campos, violão voz e violoncello, declamando seus poemas e canções.
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Exposição dos poemas e textos impressos de Hygor Zorak e Thays Pretti
CINEMA: Curta do grupo de artistas Tamires Belluzzi Freitas, Fernanda Eda, Gabriela Petrucci, Karina Azevendo e Patrícia Adrian.
LITERATURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari.








Apartir das 20hs

MÚSICA: Paulinho Schoffen
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Alexandre Gaioto e Roberth Fabris
CINEMA: Curta-metragens de Hygor Zorak
LITERATURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari.








 Apartir das 20hs


MÚSICA: Tapa na Macaca e Corda Crua
TEATRO: Taaly Segatti "Mundo Moderno" (Chico Anisio) e "Jesus no Xadrez" (Chico Pedrosa), além de poema musicado pelo grupo Cordel de Fogo Encantado.
MESA DE QUADRINHOS E LITERATURA: Nelson Alexandre e Marco Hruschka
CINEMA: Curta-metragens de Hygor Zorak
LITERATURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari








Apartir das 17hs

MÚSICA: Rafael Morais e Média Clássica
TEATRO: Taaly Segatti "Mundo Moderno" (Chico Anisio) e "Jesus no Xadrez" (Chico Pedrosa), além de poema musicado pelo grupo Cordel de Fogo Encantado.
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Luigi Ricciardi, Márcio Domenes e Luciano Vidal
ESCULTURA: Marcelo Monteiro
DANÇA: Larisse Farias, Dança do Ventre
CINEMA: Curta do grupo de artistas Tamires Belluzzi Freitas, Fernanda Eda, Gabriela Petrucci, Karina Azevendo e Patrícia Adrian.
LITERATURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti)
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari
quarta-feira, 25 de abril de 2012

Os Pecados Capitais na atualidade


"Todos os pecados capitais, sem exceção, são tidos como virtudes nessa sociedade neoliberal corroída pelo afã consumista.
A inveja é estimulada no anúncio da moça que, agora, possui um carro melhor do que o do seu vizinho. A avareza é o mote das cadernetas de poupança. A cobiça inspira todas as peças publicitárias, do Carnaval a bordo no Caribe ao tênis de grife das crianças. O orgulho é sinal de sucesso dos executivos bem-sucedidos, que possuem lindas secretárias e planos de saúde eterna. A preguiça fica por conta das confortáveis sandálias que nos fazem relaxar, cercados de afeto, numa lancha ao sol. A luxúria é marca registrada da maioria dos clipes publicitários, em que jovens esbeltos e garotas esculturais desfrutam uma vida saudável e feliz ao consumirem bebidas, cigarros, roupas e cosméticos. Enfim, a gula subverte a alimentação infantil na forma de chocolates, refrescos, biscoitos e margarinas, induzindo-nos a crer que sabores são prenúncios de amores." Frei Betto


Foto: "Les 7 péchés capitaux", de Jérôme Bosh.
terça-feira, 24 de abril de 2012

Sem hiato


Quando nossos corações
Outrora separados
Individualizados
Tornaram-se união

Fui de mim ao céu
Num repente, sem pensar
E senti calmamente acalentar
Nossos corpos meio ao léu

De minh’alma me separei
E viajei aéreo num instante
Eternamente agraciado, amante
Flutuante e extasiado me encontrei

E continuei, galgando mais e mais
Indo e vindo em movimento compassado
Peles, lençóis, delírio, tudo entrelaçado
A carne é trêmula e os gestos não-vestais

Depois do gozo, amor realizado em ato
Abraço-te ofegante, quase sem respiração
Lábios alterados, sorriso de satisfação
Agora somos um, unidos, sem hiato

Marco Hruschka


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Jantar

‎"Essa vai para as mulheres. Quando um cara te chama para jantar, isso não significa necessariamente que ele está perdidamente apaixonado por você (o que ao meu ver seria bom, não vejo problema nenhum com paixões, acho inclusive que elas são necessárias e bem-vindas). Não significa que ele será um grude, um pé no saco. Significa, muitas vezes, que se trata de um homem mais educado, sensível talvez, que provavelmente sabe conversar e que quer a oportunidade de te conhecer melhor, viver algo a mais do que apenas uma noite de sacanagem. Significa que ele tem a intenção de te respeitar, de te olhar de uma maneira mais atenciosa, diferenciada. Um jantar possibilita momentos de o que eu chamaria de 'intimidade descontraída'. Uma vez a sós, vocês podem conversar sobre o que quiserem, olharem-se como quiserem e depois fazerem o que quiserem. Um jantar é uma oportunidade. Um jantar é um programa para pessoas inteligentes. Em último caso, vocês comeram, conversaram e sacaram se rola ou não rola. Não há nada a perder. Mas a sociedade está transformando as pessoas em máquinas (robôs) de fazer sexo. Sair, beber, transar e, principalmente, esquecer. É a degradação do relacionamento. O fim do amor. Saia para jantar, vá ao cinema, tome um sorvete com alguém! As pessoas são mais do que uma mera aparência entre luzes coloridas. Valorize o ser humano em cada um. Valorize-se." Marco Hruschka
terça-feira, 10 de abril de 2012

Tatuagem


Eu nunca fui fã de poesia por encomenda. É um pouco difícil pra mim escrever sobre alguém sem que a ideia parta naturalmente de mim. Mas um dia uma amiga muito especial, a Pri, me pediu uma poesia e disse que iria tatuá-la em seu corpo. Então resolvi fazer. Em nome de nossa amizade. Em nome do que ela significa pra mim. E o fato de minha poesia estar no corpo dela surge como uma homenagem inesquecível pra mim. Estou muito contente com o resultado. É a arte de Marco Hruschka superando qualquer barreira. Abaixo a poesia na íntegra. Abraços


Tatuagem

Seu nome é Priscila da Mata Brustello
Estonteantemente mulher demais
Insaciável em sua alegria, sempre mais
Seu coração é imensidão, é tão singelo

Sua alma é rara, misto de sentimento e razão
Seu corpo é prazer e euforia delatados
Tentação e libertinagem exalados
Obra delicada, retocada com perfeição

Do louro da lua, cabelos de mel
Pele de oliva nascida em plena madrugada
Curvas sem destino, perdição aventurada
Toda carnívora, devoradora, mulher-babel

Hipnotiza a todos, sereia do mar
Mas seu feitiço é de carisma e de beleza
Conquista o coração de todos, é alteza
E será sempre a rainha por onde passar

Marco Hruschka




PS: Créditos da tatuagem ao Fábio Xuxa.

Achado...

Poema escrito em 04 de outubro de 2009, nunca publicado. Nem mesmo no meu livro de poemas "Tentação", que saiu em abril de 2010. Hoje acabei relendo-o e vi algum sentido nele. Resolvi não só publicar aqui como também mandá-lo para seletiva para sair em Antologia nacional.


Testamento

Ego, ego meu, diga-me:
Há alguém mais sensível do que eu?
O apaixonado pela primavera em flores,
Amante do céu e do arco-íris em cores,
A relva, o orvalho e o luar são meus amores.

Mas não sei o que há debaixo dessa máscara
Que uso para agradar os complacentes,
Se é caráter conturbado ou laica inocência,
Acéfalo primata ou alma em transparência,
Que se exploda esse bando de doentes!

Não me encaixo nessa caixa de Pandora...
Já não sou mais o cretino de outrora!
É preciso uma mudança, vou-me embora,
Pego a estrada ininterrupta, chegou a hora...
Um adeus aos hipócritas, parto, é agora!

Marco Hruschka
sexta-feira, 30 de março de 2012

Mulher madura

"Nada como a companhia de uma mulher madura. Nada como uma conversa com uma mulher madura. As mulheres maduras são assim: seguras! Quando falo "mulher madura" não estou me referindo necessariamente à idade, mas à maneira como a pessoa pensa, se comporta e se impõe diante das situações da vida. A mulher madura não tem medo de ser feliz, ela aposta, pois sabe que a vida é justamente isso, uma grande aposta, uma após a outra. A mulher madura não tem frescuras, pois sabe o que quer. Ela encara com serenidade as adversidades e não perde o rebolado por qualquer besteira. Ela é forte! Ela é forte, confiante e sensata, mas sem perder o sentimentalismo. Se este texto não fez muito sentido para você, querida, ainda precisa amadurecer um pouco mais!" 


Marco Hruschka
sexta-feira, 16 de março de 2012

Qual ARTE te toca mais?

Lanço a pergunta aos seguidores do blog: Qual ARTE te toca mais? Por quê?

Você pode citar a Literatura, a Música, a Pintura, a Dança, a Escultura, o Cinema, a Fotografia, enfim, tudo o que você considera um meio de expressão artística...

Responda e justifique em forma de comentário, deixe a sua contribuição à discussão.

Abraços artísticos.

Marco Hruschka










Foto: "Mona Lisa", de Leonardo Da Vinci, Museu do Louvre, Paris. 
Pintura a óleo sobre madeira de álamo, 77 x 53 cm.

Pai nosso, padrasto alheio

Pai nosso que estais no céu
Padrasto dos pobres e dos enfermos,

Santificado seja o vosso nome
Para que haja sangue em abundância para bebermos,

Venha a nós o vosso reino
Castelo de ilusão esmaecido...

Seja feita a vossa vontade
E a minha? E a tua? Sonho perdido!

Assim na Terra como no céu
Aqui se vive, acolá, abóbada obscura...

O pão nosso de cada dia nos dai hoje
Brindemos à gula e à miséria, prefiro a fartura!

Perdoai-nos as nossas ofensas
Por que nos deste uma língua tão afiada?

Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
Pois que errar é humano, mas na próxima não garanto nada.

E não nos deixei cair em tentação
Para que temos os cinco sentidos disponíveis?

Mas livrai-nos do mal
Os saborosos pecados terrenos, ou os demônios invisíveis?

Prece extra, para um retorno mais veloz e mais abundo:
Viva o ouro do Vaticano, e a vida nas Áfricas do mundo!

Amém


Marco Hruschka

Poesia publicada no livro "Tentação", 2010.
domingo, 11 de março de 2012

Citações do romance "Mulheres", de Charles Bukowski

Após a leitura do romance, deixo as citações que mais me chamaram a atenção e que me fizeram refletir sobre algo. O romance possui vocabulário pesado, vulgar (diferencial do narrador). Há muitas descrições de cenas sexuais e bebedeiras. A leitura corre fácil. Em alguns momentos, o autor trás algumas reflexões interessantes sobre a vida e a morte. O final me desagradou. Gostei do estilo da tradução. Por fim, vale a leitura como experiência.

"Foder é a melhor cura pra ressaca"

‎"O tempo era imóvel, e a existência uma coisa latejante e intolerável"

‎" - Não quero me aproveitar de você, Dee Dee - disse eu. - Nem sempre sou bom com as mulheres.
- Já disse que te amo.
- Não faça isso. Não me ame.
- Tá legal - disse ela - não vou amar você. Vou quase amar você. Tá bom assim?
- Melhor assim.
Acabamos nosso vinho e fomos pra cama."

‎"Decidi que eu ia viver até os oitenta. Imagine só ter oitenta anos e trepar com uma garota de dezoito. Se tem algum jeito de roubar no jogo da morte, o jeito é esse."

‎"Me alegrava não estar apaixonado e não estar de bem com o mundo. Gostava de me sentir estranho a tudo. As pessoas apaixonadas, em geral, se tornam impacientes, perigosas. Perdem o senso de perspectiva. Perdem o senso de humor. Ficam nervosas, tornam-se chatas, psicóticas. Podem virar assassinas."

‎"Às vezes você acha bondade no meio do inferno"

‎"De modo que as nossas brigas corriam por conta do meu desejo de não ver ninguém versus o desejo dela de ver o maior número de pessoas possível"

"Eu conhecia uma porção de mulheres. Pra que sempre mais mulheres? O que eu estava tentando fazer? Era excitante um caso novo, mas também dava um trabalhão. O primeiro beijo e a primeira trepada tinham uma certa dramaticidade. As pessoas são interessantes no início. Aos poucos, porém, todos os defeitos e loucuradas botam as manguinhas de fora, é inevitável. Começo a significar cada vez menos pras pessoas, e elas pra mim." 

‎"As mulheres me conheciam por antecipação por causa dos meus livros. Eu me expunha neles. Por outro lado, eu nada sabia delas. O risco era todo meu."

‎"Considero suspeita qualquer pessoa que resolva ler sua novela pros outros. É o próprio beijo da morte."

"O melhor é esquecer de tudo quando uma mulher se volta contra você. Elas podem te amar um tempo; mas um dia dá um click, e, então veem você morrendo atropelado na sarjeta e ainda cospem em cima." 

"Esse é o problema com a bebida, pensava, enquanto enchia o copo. Se acontece uma coisa ruim, você bebe para esquecer; se acontece uma coisa boa, você bebe para comemorar; se não acontece nada, você bebe para que aconteça alguma coisa." 

"Aquele único drinque deixou Cecília zonza e tagarela, e ela nos explicou que os animais têm alma também. Ninguém contestou suas opiniões. A gente sabia que era possível. O que a gente não tinha certeza é se nós tínhamos uma."

"As pessoas vão se agarrando às cegas a tudo que existe: comunismo, comida natural, zen, surf, balé, hipnotismo, encontros grupais, orgias, ciclismo, ervas, catolicismo, halterofilismo, viagens, retiros, vegetarianismo, Índia, pintura, literatura, escultura, música, carros, mochila, ioga, cópula, jogo, bebida, andar por aí, iogurte congelado, Beethoven, Bach, Buda, Cristo, heroína, suco de cenoura, suicídio, roupas feitas à mão, voos a jato, Nova York, e aí tudo se evapora, se rompe em pedaços. As pessoas têm de achar o que fazer enquanto esperam a morte." 


BUKOWSKI, Charles. Mulheres. Tradução de Reinaldo Moraes. Porto Alegre, RS: L&PM, 2011.
sábado, 10 de março de 2012

Bases e fases

Nós ficaremos juntos. Mas as coisas mudam e conosco não será diferente. Chegará um dia em que você vai pensar em me trair, pois sentirá atração por outrem e achará que não é feliz o bastante. A rotina vai nos consumir... mas apenas se deixarmos. Eu pensarei a mesma coisa. Entretanto, não o faremos. Nos arrependeríamos depois, pois nos amamos. Além disso, desde o começo nós traçamos em comum um mesmo caminho, com base no respeito, na confiança e na fidelidade. Amar requer tempo, para superar as fases; disposição, para investir no relacionamento; inteligência, para discernir as suas lógicas; e fé, para acreditar no sentimento.

Marco Hruschka
quarta-feira, 7 de março de 2012

Amor em vidros

"E quando me dei conta, estava envolvido... e isso era bom. Me sentia bem nessa pseudo-prisão em vidros, muito transparente, tão clara e leve quanto a correnteza natural da nascente de um rio... essa pseudo-prisão em vidros, que era o amor" 

Marco Hruschka
domingo, 12 de fevereiro de 2012

Caça à notícia - por Angela Ramalho

Logo cedo, fui à banca comprar o jornal, ansiosa pela notícia.

“O Diário” de domingo costuma vir “recheado” de páginas, mas o que me interessava era o Caderno de Cultura (ou o D+ ), nome pelo qual é identificado no jornal, embora para o meu gosto nem sempre seja tão “D+” assim...

De cara, o D+ noticiava que o “Crô” (personagem da global das 20h) vai virar milionário. A segunda manchete dizia dos planos da Helena Louro, maringaense e ex-BBB. Eu, que não tenho paciência nem com os atuais BBBs, quero lá saber de ex-BBB?

Matéria da página principal: O Festival de Teatro de Curitiba, que vai acontecer entre o final de março e começo de abril. Ótimo! Teatro é cultura. Mas, cá prá nós, estamos no dia 12 de fevereiro. Falta muito tempo ainda, não? Outra curiosidade minha: alguém aqui de Maringá vai a um festival de teatro em Curitiba? E se vai, uma notícia dada assim, com tanta antecedência, será que até o final de março quem leu agora não vai se esquecer? Hum... sei não. Mas a matéria do Massali é boa, contém toda a programação do evento e foi ilustrada com uma foto enorme, dando a impressão de ter sido estrategicamente colocada ali para “encher linguiça”, talvez por falta de mais informações.

Mas o melhor mesmo dessa página vem logo abaixo: é a “chapoletada” da Devassa, que com certeza deve cair bem com um chopp geladinho!

Bem, não estamos na página principal do D+ e nem eu esperava por isso. Continuo minha “caça” à notícia e viro a página “D2”. “Helena vem aí”. Página inteira da ex-BBB. Sem comentários! Já disse o que penso sobre o BBB lá no início!

Vou para a página “D3”. Dou uma lida na “Mistura Fina” de Fernando Borghi, um camarada engraçado à beça e que sai fazendo “stand up” por aí! Confesso que gosto mais dele nos vídeos do You Tube. Assisti alguns deles e me rachei de rir! Só que a comunicação escrita não conta com os mesmos recursos da comunicação oral e nesse caso, ele perde muito do seu talento numa coluna que, a meu ver, não tem uma definição. Questionei o teor de seu texto e fiquei sem saber: É uma crônica? É piada? Ele vai comentar fatos do cotidiano de forma engraçada? Sinceramente, não deu para entender a que se propõe a coluna do Borghi, que nesse domingo falou de calor, aeroporto e greve (coisas nada engraçadas, diga-se de passagem).

O artigo sobre Sinatra eu já havia lido no “Estadão” e “O Diário” só fez reproduzir. Costumo ler a página de cultura do Estadão e o texto reproduzido de “O Diário” não acrescentou ao artigo original nenhuma novidade.

Continuo minha caça a noticia de nosso prêmio em Curitiba. Quem sabe estamos na página D4? Caramba, constato com surpresa que a página D4 é a página das “socialites” e eu não levo jeito para isso.  D4 e D5 são só “caras e bocas” e o que eu mais gostei dali foi a propaganda de relógios da Bigben. Ah, gostei também de saber que a arquiteta Ninha Chiozzini e sua equipe estarão nas páginas da Casa Vogue desta semana. Bacana ver talentos de Maringá brilhando por aí, assim como fizemos em Curitiba. Podem me chamar de “bairrista” mas amo minha cidade e me dá um baita orgulho quando vejo muitos de seus filhos fazendo bonito e “dominando” outros territórios com criatividade, talento e porque não dizer, uma boa dose de ousadia, pois sem ela, não sairíamos daqui!

Nada de notícia na página D4, muito menos na D5. Mais uma vez viro a página e tá lá o “Crô” de novo, entre palavras cruzadas, horóscopo do dia (vou consultar o meu depois), filmes em cartaz, resumo de novelas, programação das redes de TV. Volto ao horóscopo e imagino que vou ler algo do tipo: “hoje o dia não está propício às comunicações”. Já que estou quase no final do Caderno D+ e minha paciência, a essa altura está ficando cada vez mais D -, resolvo ler o que me reserva o horóscopo do dia e descubro que devo “resolver o dilema entre ter um trabalho seguro ou fazer realmente o que gosto”. Se há um dilema que eu não tenho é esse. Meu trabalho é seguro e eu faço o que gosto. Nada a ver o que me diz o signo de sagitário hoje.

Parei para refletir sobre o que é você folhear um jornal à caça do que lhe interessa... Acabo lendo tanta futilidade, que no final, até acho graça! Eu aqui, confortavelmente sentada no sofá da minha sala, lendo o horóscopo do dia no D+. Tem explicação para isso?

Vamos a penúltima página, a D7. Mais uma vez, nada! A coluna “Viva Maringá” destaca foto de uma porção de costelinha com mandioca frita que deve ser uma perdição! Dicas de bares, bons restaurantes, taí uma coluna que eu não tenho o que dizer, mas sim o que comer, rs.
A outra meia página é um anúncio da Prefeitura que fala sobre a reforma do Calil Haddad (bom demais!), convidando para uma comemoração: o convite à dança especial, nesse final de semana. Isso sim é uma boa notícia! Um teatro reformado, bonito e confortável, ofertando à população espetáculos culturais gratuitos e de qualidade.
E o nosso prêmio? Será que está invisível? Será que “comi barriga”?

Eis que eu viro a última página (D8) e, comprimidos por um comercial de carnaval do Ody Park que ocupa 90% da página, lá estamos nós (ufa!) nos 10% restantes!
Resta-me ler o que o Massali escreveu, porque a foto que ilustra a matéria, essa já me decepcionou, de imediato! Estávamos certos que ia ser publicada uma das três fotos que um dos escritores premiados enviou ao jornalista por email. Em Curitiba, contratamos uma produtora que nos designou um fotógrafo profissional para cobrir a premiação. Isso significa dizer que tínhamos fotos de boa qualidade e que foram repassadas antecipadamente ao jornalista de “O Diário”. E se a matéria era para falar sobre o prêmio, nada mais indicado do que ilustrá-la com as fotos do recebimento do prêmio!

A nossa visita ao jornal objetivava passar detalhes de como foi a programação em Curitiba, como se deu a seleção dos homenageados e a importância do prêmio aos três escritores de Maringá. Não fomos ao jornal para tirar fotos, mesmo porque, ninguém estava vestido ou produzido para tal. Nem passou pela minha cabeça que alguém que deve primar pela qualidade da informação (no caso, o jornalista), fosse desprezar as fotos tiradas por um fotógrafo profissional.

Falando em qualidade da informação, em que pesem os méritos profissionais do repórter Fabio Massali (já li muita reportagem boa dele), o texto da matéria em questão não demonstra nem 10% do que foi o evento. Prá começo de conversa, ele subtraiu um dia do evento, que aconteceu nos dias 04 e 05/02 e não apenas no dia 04, como está na reportagem.

Nos dois dias tivemos uma intensa programação cultural (Exposição de Artes Plásticas, lançamento do Catálogo Artístico 2012, Outorga do Prêmio, Posse dos Conselheiros Literarte, Jantar de Gala, Passeio Turístico, Chá Literário com lançamento de livros dos escritores homenageados). Nada disso foi citado na matéria.

Espremidos num cantinho da página, três poemas curtos de cada autor, que não representam 1% do que fizemos até agora em nossas participações literárias. Melhor seria não divulgar nenhum texto, mas primar por uma matéria completa.

Em nenhum momento foi comentado sobre nossas participações e divulgação do trabalho no exterior, sendo que o Catálogo Artístico do qual participo, em março será distribuído em 08 (oito) países da Europa, além de ser distribuído em todas as feiras e eventos literários no Brasil.

Mas estamos no “O Diário”.  Na última página do D+ mas estamos!.É o único jornal que temos no município e agradecemos imensamente a gentileza dessa publicação.

No entanto, tenho que dizer que outros escritores de estados e municípios bem menores que o nosso, apresentaram links de matérias sobre esta mesma premiação, onde observamos maior destaque e profissionalismo por parte da imprensa local, com fotos em destaque na primeira página e reportagens de meia página e/ou página inteira no caderno cultural. Mesmo assim, vamos enviar o link dessa reportagem para o Rio de Janeiro, para que os organizadores a divulguem em mala direta, ainda que a mesma não tenha saído 100% como gostaríamos.

Mais uma observação: nem minha cunhada que me conhece há mais de 40 anos, é assinante de “O Diário” e lê o jornal todo dia, viu hoje esta reportagem (a não ser depois que eu falei).

Isso até me deu uma ideia: Vou fazer uma chamada no meu Facebook e também um merchandising de graça para o Ody Park.  Vou postar algo mais ou menos assim:

Gente, estou no “O Diário” de hoje, logo acima da propaganda do Ody Park!

Angela Ramalho – Escritora premiada LITERARTE
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Prêmio Troféu Literarte de Cultura 2012




Nos dias 04 e 05 de fevereiro de 2012, houve em Curitiba o "Prêmio LITERARTE de Cultura 2012". a outorga é uma grande homenagem a todos aqueles que brilharam durante o ano de 2011 no cenário cultural e têm como objetivo central reconhecer e trazer a público as melhores iniciativas culturais tendo como critério: talento, criatividade, empreendedorismo, respeito, companheirismo e apoio cultural.




Com este Prêmio, a LITERARTE reconhece, distingui e premia a quem se destaca na sociedade com excelência na gestão de suas carreiras, contribuindo assim efetivamente para o desenvolvimento cultural e, consequentemente, socioeconômico do país.








Foi um fim de semana maravilhoso, conheci pessoas muito talentosas, simpáticas, realmente especiais. Com certeza, este prêmio servirá de incentivo para que eu continue a escrever cada vez mais. Um grande abraço a todos que lá estiveram e a todos que acompanham o meu trabalho!








Fotos:
1) Vera Figueredo, Marco Hruschka e Dyandreia Portugal;
2) Certificado e Troféu LITERARTE de Cultura 2012 concedidos a Marco Hruschka;
3)  Marco Hruschka, Angela Regina Ramalho Xavier, Vera Lucia Fávero Margutti e Luiz Francisco Silva;
4) Marco Hruschka e Najara Nogueira.


Marco Hruschka
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O tempo e o vento

Às vezes sinto que o tempo fica congelado
E eu fico olhando o vazio perplexo às vezes
Pensando em não sei o quê,
Sem forças para revidar esse compasso
Às vezes...
E a vida é cheia de circunstâncias,
Atemporais, talvez...
Mas o fato é que estou preso
E as areais escorrem movediçamente
Me levando pra baixo,
Cada vez mais pra baixo...
Como o tempo é inevitável!
Uma instância eterna, ininterrupta,
Cheia de instantes gulosos,
Que vai sempre se alimentar da nossa carne!
            Mas estas palavras não podem ser consumidas...
                        O vento as espalhará pelo mundo como forma
                                   De combater o tempo, vencê-lo e provar
                                               Que a Arte sempre prevalecerá e sobreviverá
                                                           E que a poesia sempre encontrará alguém
                                                                       Pronto para recebê-la, amá-la e com ela
                                                                                  Transformar o mundo em que vivemos
                                                                                                                                             ...

Marco Hruschka

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Maringá, Paraná, Brazil
Marco Hruschka é natural de Ivaiporã-PR, nascido em 26 de agosto de 1986. Morou toda a sua vida no norte do Paraná: passou a infância em Londrina e desde os 13 anos mora em Maringá. Sempre se interessou em escrever redações na época de colégio, mas descobriu que poderia ser escritor apenas com 21 anos. Influenciado por professores na faculdade – cursou Letras na Universidade Estadual de Maringá – começou escrevendo sonetos decassílabos heroicos, depois versos livres, contos, pensamentos e atualmente dedica-se a um novo projeto: contos eróticos. Seu primeiro poema publicado em livro (Antologia de poetas brasileiros contemporâneos – vol. 49) foi em 2008 e se chama “Carma”. De lá para cá já, entre poemas e contos, já publicou mais de 50, não apenas pela CBJE, mas também em outras antologias. Em 2010 publicou seu primeiro livro solo: “Tentação” (poemas – Editora Scortecci). Em 2014, publicou “No que você está pensando?” (Multifoco Editora), livro de pensamentos e reflexões escrito primordialmente no facebook. É professor de língua francesa e pesquisador literário.

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No que você está pensando?
"A vida é um compromisso inadiável" M. H.
"A cumplicidade é um roçar de pés sob os lençóis da paixão." M.H.

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