segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Ritual
Quero a saliva da tua
bocaPara alimentar meus anseios indiscretos,
Vou beber dos teus segredos
Para nutrir o meu amor.
O meu pecado é fingir não te amar.
Quero a tua língua roçando minhas tentações
Só pra eu saber que tudo é possível,
Só pra eu saber que você é possível,
Me olhe com paixão, fé, fúria e força!
Redescubra-nos!
Quero ter a certeza de que o céu
Não precisa ser necessariamente azul,
Ele pode ter a cor dos teus olhos.
Quero que sussurre nos meus ouvidos
Coisas proibidas,
Outros mundos,
Neologismos sexuais,
Variações linguísticas do amor,
Para inventarmos juntos,
Numa mistura incompreensível aos sensatos,
Num ritual indelével de delícia,
Um instrumento musical alucinógeno
Capaz de mover montanhas, de abrir mares,
De fechar os olhos, de antever orgasmos...
Marco Hruschka
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Livre arbítrio
Às vezes eu acho que o tempo não passa
E ir ou vir já não faz diferença também
Tem hora que eu acho tudo tão sem graça
Que apenas o estar aqui já faz de mim refém
A vida, sem dó nem piedade, me devassa
E viver já não é uma opção, desdém!
Existir, de repente, se torna uma ameaça,
Dou adeus aos ficantes, sem lamento, amém
E ir ou vir já não faz diferença também
Tem hora que eu acho tudo tão sem graça
Que apenas o estar aqui já faz de mim refém
A vida, sem dó nem piedade, me devassa
E viver já não é uma opção, desdém!
Existir, de repente, se torna uma ameaça,
Dou adeus aos ficantes, sem lamento, amém
Marco
Hruschka
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Fatalidade
Poema escrito sob o luto pela perda de um grande amigo, professor e poeta, Marciano Lopes e Silva.
As luzes artificiais dos postes
Iluminam o caminho naquela avenida,
Que jaz sob a neblina da madrugada.
A única coisa que vive de fato
É o ar, gélido, que perfura
As entranhas de quem ousa respirá-lo;
E há poesia ali.
Vou passando e sentindo o vento,
Como um afago de outro mundo,
Então sou tomado por um pensamento,
Que passa em alta-velocidade,
Um flash dos momentos vividos,
Um resquício de existência,
Um ser ou não-ser mal resolvido;
E há poesia ali.
A noite serena o fim...
Um homem bom se foi.
Seu corpo não pulsa mais.
Sua alma já percorre, viaja, se emana...
A morte fez o seu enigmático trabalho
E o mundo gira lento...
Inabalável...
Cabal;
E há poesia ali.
Marco Hruschka
As luzes artificiais dos postesIluminam o caminho naquela avenida,
Que jaz sob a neblina da madrugada.
A única coisa que vive de fato
É o ar, gélido, que perfura
As entranhas de quem ousa respirá-lo;
E há poesia ali.
Vou passando e sentindo o vento,
Como um afago de outro mundo,
Então sou tomado por um pensamento,
Que passa em alta-velocidade,
Um flash dos momentos vividos,
Um resquício de existência,
Um ser ou não-ser mal resolvido;
E há poesia ali.
A noite serena o fim...
Um homem bom se foi.
Seu corpo não pulsa mais.
Sua alma já percorre, viaja, se emana...
A morte fez o seu enigmático trabalho
E o mundo gira lento...
Inabalável...
Cabal;
E há poesia ali.
Marco Hruschka
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Ausência
Meus braços formigam,
Minha cabeça gira
E tudo passa tão rapidamente
Que o frenesi não me deixa
Na mente...
Dormente...
Dor...
Mente...
As pálpebras tremulam
Como quem, louco,
Quer saltar de um precipício...
Demente!
A taquicardia me lembra
Que estou vivo,
Acelera, acelera!
Perdê-la é a quase morte,
Pois é um pedaço de mim,
E, de repente, o calor sua...
A pele sua...
A pele sua...
E o tempo para
Para nunca mais voltar.
Para nunca mais voltar.
Marco Hruschka
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Entrevista para o Projeto "Divulga Escritor", com a jornalista Shirley Cavalcante
Marco Hruschka nasceu em Ivaiporã – PR na data de 26 de agosto de 1986. Mas foi em Maringá – PR que desenvolveu a arte da escrita, cidade na qual habita atualmente. É graduado em Letras – Português/Francês pela Universidade Estadual de Maringá – UEM. Leciona Língua Francesa e é pesquisador literário. Seus textos (poemas, contos e reflexões) tratam o amor de maneira profunda e peculiar. Publicou em 2010 seu primeiro livro de poemas, chamado “Tentação”. Pretende lançar em breve seu livro de pensamentos, “No que você está pensando?”. Já contribuiu com seus escritos em mais de 50 antologias nacionais. Dia 15 de dezembro de 2012, tomou posse da cadeira número 25 da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro (ANLPPB), tornando-se o patrono da mesma.
“…Eu escrevo para que as pessoas sintam e pensem em demasiado, para que saiam da normalidade de suas vidas. Para mim, a literatura tem a função de tirar o indivíduo de seu eixo. É dessa forma que procuro contribuir.
Boa Leitura!
SMC – Prezado escritor Marco Hruschka, para nós é um prazer contar com a sua participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos o que o motivou a ter o gosto pela escrita? Em que momento decidiu publicar seu primeiro livro?
Marco Hruschka - O prazer é todo meu. Bem, eu me considero um leitor tardio. Comecei a ler os grandes clássicos depois de ingressar no curso de Letras e a ler o que havia de mais novo bem mais tarde. Por outro lado, comecei a escrever com meus 21 anos. Descobri que podia escrever poemas e tocar as pessoas a partir de um exercício que uma professora propôs em sala de aula: escrever uma estrofe de um soneto. Quando me vi capaz disso, passei a escrever sonetos freneticamente, o que acabou resultando no primeiro capítulo do meu livro Tentação. Em seguida criei um blog onde comecei a publicar meus escritos. Logo comecei a receber comentários e elogios, o que me incentivou ainda mais. Senti que podia publicar um livro e iniciar uma carreira como escritor. Então compilei meus principais poemas e o resultado foi o Tentação, que é justamente meu trabalho poético até 2010.
SMC – Que temas você aborda em seu livro de poesias “Tentação”? O que o inspira a escrever sobre estes temas?
Marco Hruschka - O Tentação é multitemático. Ali você encontra poemas que versam sobre a natureza, a sociedade, o tempo, a vida e a morte, Deus e religião, as musas, o sofrimento e os sentimentos mais profundos do ser humano. Há poemas, inclusive, com uma pitada de erotismo. Contudo, a predominância ainda é o Amor, que é tratado de uma maneira muito peculiar. Eu me considero um poeta cujo combustível é justamente a inspiração. Não se cria versos sem paixão. Eu tenho que estar sentimentalmente preparado para escrever o poema. E as palavras, embaralhadas em algum lugar do espaço, devem estar prontas para se transformar em poesia! A sensibilidade e as emoções do poeta são o imã que atrai magicamente cada verso, estrofe, rima, metáfora, colocando-os nos seus devidos lugares. Escrever é uma tentação!
SMC – Como foi a escolha do Titulo do livro “Tentação”?
Marco Hruschka - O texto que fiz para a contracapa do livro resume muito bem o porquê da escolha. Ei-lo: “O que é Tentação, afinal? Tentação é, acima de tudo, desejo, vontade, ânsia e paixão. O querer. O movimento íntimo de si em relação à pena e ao papel, o versar subconsciente, as letras delatando nada mais do que partes do seu interior. É também a denúncia do que está fora, mas que o cerceia, e que, de alguma forma, o seu consciente não quer aceitar. Por extensão, Tentação é o ato ou efeito de tentar, ou seja, a tentativa de moldar a poesia e depois a cobiça de se desprender das regras, de criar asas. A tentativa do primeiro livro. É tudo isso e mais: é o impulso, o apetite, a sensualidade. Todos os poemas levam uma gota do nome do livro. Cuidado para não cair em Tentação!”.
SMC – Quais seus próximos projetos literários? Pretendes publicar um novo livro?
Marco Hruschka - Dentre meus principais projetos para o ano que vem estão a realização de um festival literário aqui na minha cidade, Maringá, e a publicação de um novo livro, que se chamará No que você está pensando?. Este livro trará pensamentos curtos, seguindo a preferência do leitor moderno, sobre temas como relacionamentos, o amor, a sociedade, a vida e a morte e o próprio escrever. Trata-se de textos que foram escritos diretamente no facebook, recebendo o feedback dos leitores, por meio de comentários e compartilhamentos, em tempo real. Agora, muitos deles já estão no meu blog. Pretendo levar para a mídia impressa aquilo que vivenciei no mundo virtual. Será um livro diferenciado. Algo novo no mercado.
SMC – Qual o público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir para as pessoas?
Marco Hruschka - As pessoas que mais se identificam com os meus poemas e textos em geral são aquelas que possuem ou um pensamento crítico forte ou um sentimento igualmente forte que não consegue colocar para fora. Geralmente, essas pessoas se veem na minha literatura, acabam sentindo que aquilo fora escrito especialmente para elas e se emocionam. Eu escrevo sobre sentimentos comuns a todas as pessoas. Eu escrevo a todos aqueles que já tiveram um amor, consumado ou perdido. Eu escrevo a todos aqueles que não concordam com tudo que se impõe a sua frente. Eu escrevo para que as pessoas sintam e pensem em demasiado, para que saiam da normalidade de suas vidas. Para mim, a literatura tem a função de tirar o indivíduo de seu eixo. É dessa forma que procuro contribuir.
SMC – Escritor Marco, de que forma você, hoje, divulga o seu trabalho?
Marco Hruschka - Atualmente eu divulgo o meu trabalho sobretudo nas redes sociais. Como disse, escrevo sempre no facebook, na página pessoal e na página de escritor, e depois republico alguns dos textos no blog (www.letralirica.blogspot.com ). Existe ainda outra forma de divulgação, que são as antologias literárias. Participo sempre que posso e já estou presente em mais de 50 livros diferentes. Ainda, contribuo com algumas revistas tais como Pluriversos e Outras Palavras, ambas de Maringá. Por fim, quando há eventos relacionados à literatura, como os da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, da qual sou membro efetivo, faço uso da palavra e declamo alguns poemas.
SMC – Onde podemos comprar o seu livro?
Marco Hruschka - Hoje meu livro não se encontra mais nas livrarias. Eu utilizo a atual edição para projetos sociais, de incentivo à leitura, doações etc. Contudo, alguns leitores me pedem e eu lhes envio pelo mesmo preço que era vendido nas livrarias. Quem se interessar em adquirir o Tentação pode enviar um e-mail para marcohruschka@hotmail.com para saber mais detalhes.
SMC – Quem é o escritor Marco Hruschka? Quais seus principais hobbies?
Marco Hruschka - Eu sou um amante das artes em geral. Colecionador de livros, possuo uma biblioteca que cresce a cada dia, tesouro que pretendo repassar aos meus futuros filhos. Será a minha herança a eles (risos). Além disso, aprecio tudo que tem relação com a cultura francesa: artistas, monumentos, história, gastronomia etc. No cotidiano, gosto de assistir filmes, tanto no cinema quanto em casa, jogar futebol com os amigos e, ultimamente, tenho aperfeiçoado mais um gosto pessoal: cozinhar. Aprecio muito a cozinha italiana. No fim das contas, escrever acaba sendo o “passatempo” que mais me realiza.
SMC – Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário no Brasil?
Marco Hruschka - Como seria bom se as editoras não buscassem apenas livros “bons de mercado” (risos). Uma boa leitura não é necessariamente um best-seller. Um best-seller não é necessariamente uma boa leitura. Eu acho um processo muito complicado lançar um livro por uma editora. Com muita sorte, depois do aceite, a editora acaba moldando a sua obra para que ela seja vendável, com isso ela acaba perdendo a sua essência. Eu preferi lançar o meu livro de maneira independente, ou seja, banquei a edição, assim ele saiu como eu queria na época. Eu acho que o escritor iniciante não conhece os poucos caminhos que existem entre ele e uma editora de qualidade ou um projeto de incentivo. Creio que deveria haver seleções mais justas, concursos mais verdadeiros e iniciativas por parte tanto do governo federal como dos meios privados que viabilizassem de fato o encontro do talento emergente com o público leitor.
SMC – Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor o Escritor Marco Hruschka, que mensagem você deixa para nossos leitores?
Marco Hruschka - A mensagem para o leitor é simples e clichê: Leia! Adquira o hábito da leitura. Comece lendo o que gosta e passe a ler coisas diferentes. Seja curioso. Procure o significado de uma palavra nova. Reflita. Leia os clássicos. Leia os novos. Incentive a leitura por onde você passar. Dê livros de presente, é elegante, é charmoso. Por fim, deixo-os com um texto meu que estará no próximo livro:
“Escrevo na tentativa de me curar. É o meu antídoto. Fui infectado pelo vírus da expressão e a única maneira de sarar é justamente escrever. Tudo o que me vem à mente, às vezes até mesmo sem querer, sem que eu me concentre, implora para ser exprimido. Entretanto, não antes de ser lapidado. Não antes que eu desenhe o texto e o pinte com as minhas cores prediletas. A arte final exige retoques. As palavras vivem por aí, soltas no mundo das ideias. Mas, para que façam sentido, precisam ser unidas umas às outras engenhosamente. O texto é como um quebra-cabeça, se não for bem encaixado, fica imperfeito. Eis o meu veneno e o meu remédio. Delinear sentidos requer responsabilidade e por isso mesmo costuma ferir, visto que estou preso a esse sistema de sinais, volátil, restrito, intangível e só posso me comunicar por meio dessa torre de babel, que é a linguagem. Mas eu hei de controlá-la, dominá-la e fazer prevalecer as minhas intenções. Então, tenho prazer. Sem vacilar, insisto porque amo o que faço. E amo o que faço porque insisto. Entretanto, ao mesmo tempo em que conquisto a imunidade, me infecto. É o meu carma. Sereno e algoz. Sou o sangue escorrendo em cima do papel e o tempo, que tudo cura. Não consigo evitar, pois não se trata de um ofício, mas de uma missão. Fui escolhido. Não tenho escolha. E mesmo que tivesse, não sei se optaria pelo não, pois a literatura me consome e me liberta. Quando eu me for, deixarei uma carta, será o modo como direi “oi” de onde estiver. O além é inevitável. Este escrito, também. É assim que eu falo. É aqui que eu me encontro”.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Língua ligeira
Que língua ligeira,
Que mexe, que gira,
Que sobe, que desce,
Uma arma sem mira...
Que língua ligeira,
De uma cor meio assim:
De pimenta, de fogo,
De sangue, carmim!
Que língua ligeira,
Que mexe, que gira,
Caliente, ousada,
O pecado me inspira.
Que língua ligeira,
Me toma, me mata,
Molhada, matreira,
Sedenta, irada!
Que língua ligeira!
Que mexe, que gira,
Que sobe, que desce,
Uma arma sem mira...
Que língua ligeira,
De uma cor meio assim:
De pimenta, de fogo,
De sangue, carmim!
Que língua ligeira,
Que mexe, que gira,
Caliente, ousada,
O pecado me inspira.
Que língua ligeira,
Me toma, me mata,
Molhada, matreira,
Sedenta, irada!
Que língua ligeira!
Marco Hruschka
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Semitonar-se
Às vezes só os bemóis me acalmam...
Porque no sofrimento semitonado
Encontro a fonte das dores que exalam
Tudo aquilo que não posso suportar.
Existe ali uma angústia...
Algo anterior ao mundo...
Uma coisa que jaz...
Faz com que eu renasça!
O sofrimento é revigorante!
Quem não sofre não é feliz!
Não vejo sequer uma luz ao longe,
Nem perto, nem nunca
E mesmo assim tudo cresce em mim.
Mas a esperança é a primeira que morre.
E é justamente isso que dá sentido
A essa posição fetal na qual eu me encontro.
Me encontro...
A vida é um eterno semitonar.
Marco Hruschka
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Um poema em cada árvore - Mobilização nacional 2013
Dia 21 de setembro de 2013 será realizado o "Um poema em cada árvore" (Mobilização Nacional), quando acontecerá em 59 (cinquenta e nove) cidades das cinco regiões brasileiras, inclusive em Maringá, uma edição simultânea do "Um poema em cada árvore" - iniciativa de incentivo à leitura que utiliza as árvores como suporte de leitura.
Trata-se de uma Mobilização Nacional em prol do incentivo à leitura, da conquista de novos espaços de fruição poética, ampliação do acesso da população à poesia, divulgação do trabalho de poetas desconhecidos do grande público e contribuição na elevação do índice de leitura em nosso país.
No dia em que se comemora o Dia da árvore, seremos juntos uma rede poetas, educadores, agentes culturais e sociais, cidadãos mobilizados em levar a poesia aonde o povo está.
Compareça! Viva a poesia!
Trata-se de uma Mobilização Nacional em prol do incentivo à leitura, da conquista de novos espaços de fruição poética, ampliação do acesso da população à poesia, divulgação do trabalho de poetas desconhecidos do grande público e contribuição na elevação do índice de leitura em nosso país.
No dia em que se comemora o Dia da árvore, seremos juntos uma rede poetas, educadores, agentes culturais e sociais, cidadãos mobilizados em levar a poesia aonde o povo está.
Compareça! Viva a poesia!
Marco Hruschka
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Marmitas e andaimes
Aquele
homem que ali vai, subindo e subindo
É
humilde, é brasileiro, é trabalhador, é sonhador,
Acorda
de madrugada em busca do pão de cada dia,
Beija
mulher e filhos na esperança de vê-los outra vez.
Estes
versos são brancos, como a paisagem que o obreiro vê.
Lá
de cima, olhando em frente, vê-se apenas fumaça da cidade,
Mas
este obreiro enxerga sonho, futuro, sua visão vai além, tem fé!
Um
dia vou construir o que será meu, agora ele sorri, terminara a oração.
|a
ordem
e progresso |n
b |d
r |a
e |i
i |m
r |e
utopia-
alucinação |s
Colunas,
cimento, cal, carma de todo dia, sol a pino, hora da marmita:
Feijão,
arroz, farofa quando há, a água é um milagre, sim, obrigado!
O
calor judia e o suor escorre, o sonho sua, seco e salgado, solar!
Vida
insalubre, o segundo é valioso, a respiração também, mas
O
ar já falta, pois a idade lhe sobra, o andaime, fixo, dança,
Eis
a tragédia inevitável, seu corpo é folha seca outonal...
Pobre
homem, homem pobre, amanhã não terá o pão,
Comera derradeiramente
o que o diabo amassou.
Marco
Hruschka
28/06/2010
domingo, 1 de setembro de 2013
A MULHER DE BATOM
O que seria da mulher moderna sem o bom e velho batom? Vocabulário vindo do francês, "bâton", na sua língua de origem indica apenas o formato, ou seja, um bastão. Já o objeto que as mulheres usam para dar um charme a mais em sua maquilagem (e que charme!), na língua de Molière dizemos "rouge à lèvres", ao pé da letra: "vermelho para lábios". Expressão que revela a cor preferida pela maioria das adeptas de uma aparência bem cuidada. E já que citamos os românticos franceses, poderíamos dizer que uma mulher sem batom é como um vinho sem queijo. Sobrevivem um sem o outro, mas se complementam muito bem. Não há nada mais sensual do que uma mulher em frente ao espelho passando seu batom predileto. O olhar oblíquo, insinuante, introspectivo. É, inclusive, um dos momentos mais íntimos para a própria mulher, pois é quando ela pinta os lábios para adornar a alma. A escolha do batom está ligada diretamente ao estado de espírito feminino. É o puro reflexo da fêmea interna de cada uma. É a sua oração antes de sair de casa. Do incolor ao vermelho sangue, da menininha tímida, frágil e carente à mulher sexy, madura e dominadora, cabe a elas a surpresa, a revelação. Além disso, mulher, a sua boca tem o poder de transmitir uma mensagem não apenas pela palavra, pela voz, pelo som, mas também pelo modo sutil ou decidido como passa o seu batom. Tudo influencia, a cor, a textura, o acabamento. Abuse disso. A sensualidade mais aguçada de uma mulher está ao alcance de uma escolha bem feita.
Marco Hruschka
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Reflexão
Marco Hruschka - 10/05/2013 (Texto do livro "No que você está pensando?", que será lançado em breve, aguardem! - www.facebook.com/escritormarco)
"Hoje, o facebook é sua identidade. Uma identidade virtual, mas mesmo assim uma identidade. Os dados estão lá. Nome, profissão, parentesco, estado civil. E mais, gostos, influências, onde estive, onde estarei! O seu perfil delimita que tipo de internauta você é. Os seus contatos, quem você é. É como a expressão diga-me com quem andas e eu te direi quem és. Na rede social, seus contatos também são você. No fim das contas, você está todo ali, exposto, investigável. Além disso, os teus likes e comments vão construindo a sua personalidade. E a omissão e / ou ausência deles também. Resumindo, não tem para onde fugir! Cada clique no mouse vai ajudando a formar a sua cadeia de DNA virtual. Tudo o que você posta, curte ou compartilha são novas linhas do livro da sua vida. Isso mesmo! Sem perceber, você está escrevendo a sua autobiografia. Um pouco desordenadamente, talvez inconscientemente e descaprichosamente. Mas mesmo assim você não deixa de fazer parte deste hipertexto que nada mais é do que a sua própria condição neste mundo. E você tem uma obra por finalizar. Caro leitor, você já parou para se perguntar que tipo de internauta / ser humano você é? Inúmeras são as possibilidades. Incontáveis opções de você mesmo. Para finalizar o texto, mas não a reflexão, quem foi que disse que a sua identidade virtual não reflete exatamente quem você é lá no fundo da sua alma?"
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Sobre o escrever
"Para mim, há dois tipos de escrita: o primeiro
acontece quando sou tomado por um fenômeno inexplicável, provavelmente vindo de
algo, alguém ou algum lugar que ainda não conheço tão bem. Mais conhecido como
'inspiração'! É uma iluminação. Um lampejo. Uma epifania! Tudo corre
naturalmente e as letras vão saindo, formando-se palavras, frases, ideias,
versos e quando percebo o texto está pronto. É, ao mesmo tempo,
excitante e pungente. Sinto-me realizado. É como se a própria Arte,
personificada em escritor, resolvesse se expressar por mim. É religioso. O
segundo tipo é quando abro aspas e começo o trabalho mais árduo que um escritor
pode ter: (tentar) escrever na esperança de que a inspiração, essa entidade
mística que acabei de mencionar, me agracie, transformando e elevando o texto ao
status de literatura." Marco Hruschka
domingo, 5 de agosto de 2012
Reflexão
"Você
pode não acreditar, mas Deus não é um senhorzinho de barba branca sentado em
cima de uma nuvem observando cada passo que damos. Se ele é Deus, porque é
comum atribuirmos-lhe a imagem de um humano? Ele não é um velhinho esperando uma
pisada na bola para nos castigar com sua bengala malévola. Ou ainda um pastor
de ovelhas aguardando que façamos uma boa ação para afagar os nossos cabelos. A
irmandade é nosso dever e a nossa obrigação. Devemos nos ajudar pela
praticidade da ação ou simplesmente pelo sentimento que isso nos causa. Deus
também não é alguém que fica mandando e desmandando, manipulando todas as ações
dos seres humanos, animais irracionais, plantas e tudo aquilo que ele criou.
Não somos marionetes. Somos seres pensantes, independentes e livres (ou pelo
menos deveríamos ser). Deus não é um ser vivo. Não em carne e osso, como nós.
Deus vai mudar de forma, aparência, substância, cor, tato e conceito dependendo
da situação. Ou não vai ser nada disso. Ou tudo ao mesmo tempo. Deus vai ser o
que quisermos que ele seja! Poderá ser apenas a nossa consciência
perante os vários acontecimentos e obstáculos que temos que superar. Deus será
a nossa decisão e a maneira como agiremos com relação a ela pelo resto de
nossas vidas. Ele é a nossa moral, a nossa índole e os valores que carregamos
conosco pelos meandros da existência. Da mesma forma, é aquele que sussurra aos
nossos ouvidos perante uma injustiça. A fagulha que pode alastrar a nossa chama
de bondade. É a balança da sociedade, pesando para o bem ou para o mal,
dependendo da atitude que tivermos. É o poder dentro de nós! É a nossa atitude
frente ao mundo, à natureza, ao semelhante. É o mesmo dedo que aponta o defeito
alheio, fragilizando indevidamente aqueles que amamos e o que lhes indica o
futuro, o caminho certo a ser trilhado, sem pensar em recompensas. Ele será
bom, se formos bons. Deus é o coração de cada um de nós!" Marco Hruschka
domingo, 29 de julho de 2012
Marco Hruschka declamando poema de Vera Margutti
Dia 28 de julho de 2012, a minha amiga Vera Margutti lançou seu primeiro livro de poemas, "Flores do Coração". Eu tive a oportunidade de estar no lançamento, que por sinal foi muito bonito. Além de um belo coquetel na maior e mais visitada livraria da cidade (Espaço Maringá), o evento contou com declamação de poemas do livro, os quais eu e outro escritor, Junior Franco, além da própria autora, tivemos o prazer de recitar.
Abaixo o vídeo com uma pequena amostra... abraços!
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Brasil
Brasil
Cristo
Cristais
De
tantas etnias, raças e credos
De
tantas paisagens, tantos contornos, sonhos mil, céus azuis, matas verdes e sóis
amarelos
Tantos
povos, mares esbeltos, sorrisos nos rostos, coragem no peito e amores singelos
O
nosso país é assim, hospitaleiro, simpatia por demais
Amizade
estampada nos olhos, brilhando nos corais
País
da independência
Praias,
bela aparência
Águas
em abundância
Selvas
em verdejância
Gente
bonita, vigorosa
Batalhadora,
corajosa
Gente
que quer vencer
E
vive sem muito poder
A
maioria do povo daqui
Merece
todo o respeito!
Sou
patriota com muito
Orgulho
e aceito o Brasil
Como
a minha vera Terra
Do
peito: sou todo mundo!
Sou
branco, sou negro, sou bugre
Sou
uma linda mistura, de sangue mestiço
Sou
mulato, sou cafuzo, todos eles em um
Sou
a história dolorida de um povo sofrido
Que
experimentou o pão que o diabo amassou
E
mesmo assim sorri, a vitória é sim o que sou
Sou, sem dúvidas, do mundo o povo mais garrido
Marco Hruschka
sábado, 14 de julho de 2012
Oração para o seu amor
"Venha a mim, ó alma encantada, me encha
de prazer e rejubilação. Conceda-me a fusão do teu espírito, caia sobre mim em
manto sagrado fazendo-me regozijar. Seja a minha proteção e a minha oração de
cada dia. Seja o meu amor. Seja a minha fé. Abrace-me como se fosse o último encontro. Beije-me
a testa com ternura e comoção. Se possível, perdoe-me pelas minhas fraquezas e
por ser um ser humano cheio de falhas. Releve as minhas lágrimas, pois elas são
a força interior de alguém que almeja melhorar a cada dia. Saúde-me e brinde-me
na mais pura graça. Premie-me como eu te rogo e te suplico. Sejamos um só corpo
e uma só alma. Amém!" Marco Hruschka
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Reflexão...
"Já vangloriei muita gente que não merecia o meu reconhecimento. Já idolatrei pessoas que nem sequer me deram atenção. Já coloquei em pedestal joias falsas (e por isso mesmo caíram). Já me enganei demais com o ser humano. Agora não. Ando amadurecendo. Quero preservar as amizades verdadeiras. Valorizar as pessoas que realmente são dignas de um brilho a mais nos olhos de quem as observa. Manter por perto (e lutar para que permaneçam) pessoas realmente especiais. Aquelas que transformam o nosso dia com um sorriso, com uma palavra, com presença. Aquelas que se importam! Um viva às amizades verdadeiras. Quanto às falsas, não nos preocupemos, pois a artificialidade e a efemeridade de uma máscara não é páreo para a vivacidade e a longevidade de um rosto imaculado" Marco Hruschka
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Pagando a conta
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A natureza do homem e da mulher
"O homem tem uma natureza diferente da mulher. O homem é
mais recluso, mais intimista com relação aos seus pensamentos. Às vezes, ele
sente vontade de ficar um pouco sozinho, mergulhar em sua profundidade e
refletir sobre a vida, sobre seus problemas, buscar soluções e procurar o seu
equilíbrio em meio ao silêncio. Ele gosta e precisa disso. Em contrapartida, em
geral, a mulher tem uma carência inata que faz com que ela sinta vontade de ter alguém sempre
por perto, sentir-se protegida, conversar, expor seus sentimentos e dividir as
coisas. Em se tratando de um relacionamento, é preciso que um saiba entender o
outro. Mas para isso, há de se abrir mão de algumas coisas. Aí, não se pode
confundir amor próprio com egoísmo. As pessoas são indivíduos, seres únicos e
ímpares, mesmo quando levam a vida ao lado de outra pessoa. Homem: ouça com
atenção! Mulher: o silêncio pode não significar indiferença! Quem ama, precisa,
sobretudo, tentar compreender o seu amor" Marco Hruschka
quarta-feira, 23 de maio de 2012
O amor
Olá seguidores do Letra Lírica. Nesta postagem, inauguro algo novo no blog. Vou postar a primeira parte do meu mais novo conto, "Amor". Não sei exatamente se ele terá duas, três ou quatro partes, sei apenas que tenho a ideia completa, mas ainda não o escrevi por inteiro. Segue, então, a primeira parte. Quanto ao resto, afirmo-lhes que em breve postarei a continuação...
O
amor
O amor supera todos os tipos de
barreiras. Dir-se-ia mais: supera todos
os medos, crenças e pecados. O amor acontece onde menos se espera, sob qualquer
circunstância, sob qualquer hipótese. Quando se ama de fato, o amor vira objeto
de consumação. Quer-se amar de qualquer jeito, não se importando com possíveis
infrações, leis ou mandamentos.
Ricardo era um jovem
universitário do terceiro ano do curso de Letras, tinha vinte e quatro anos, era
um tanto quanto baixo, geralmente usava barba e gel no cabelo, tinha um nariz
um pouco saliente e trabalhava como estagiário na biblioteca central da cidade
onde morava. Seu expediente é o que se entende por meio-período. Entrava às
oito da manhã e saía à uma hora da tarde, pois, geralmente, não trabalhava aos
fins de semana. Quando era dia de encontro do clube de leitura na biblioteca,
sempre aos sábados de manhã uma vez a cada dois meses, ele trabalhava até o
meio-dia seis dias da semana, deixando de lado, claro está, o domingo. Como
estudava à noite, tinha o período da tarde para fazer os trabalhos da faculdade
e descansar um pouco antes de pegar o ônibus das dezoito de vinte rumo ao
campus. Morava a doze quilômetros da universidade. Em se tratando de uma cidade
como a que nos encontramos, pode-se considerar uma distância longa. Na volta,
aproveitava o trajeto para ler seus livros prediletos. Nosso personagem tinha
um sonho antigo de ser cantor, gosta do bom e velho rock, admira pintura e
poesia. De vez em quando, se arrisca a escrever alguma coisa. Como amador, já
pintou duas ou três telas. Hoje em dia canta, como hobby, nos churrascos entre
amigos.
Certo dia, uma nova funcionária
foi contratada pela biblioteca. Ela se chamava Roberta, tinha vinte e um anos e
era loira de cabelos encaracolados, encorpada, não muito alta e resolveu
encarar esse trabalho porque adorava livros e tinha, entre outras manias, a de
organização. Também estudava Letras, mas em uma outra faculdade. Trabalharia
período integral, pois, como já mencionado, havia sido contratada, ou seja,
efetivada, diferentemente de Ricardo. Sua mãe era muito religiosa e rigorosa,
então ela costumava ir à Igreja todos os fins de semana. Também era admiradora
da boa arte e leitora assídua de romances.
Roberta foi apresentada
formalmente pela diretora a todos os funcionários e estagiários. Ela passou os
olhos rapidamente por todo mundo dizendo um “oi” meio tímido. Mas seu olhar
voltou a Ricardo, involuntariamente, trazido por um impulso, o qual chamamos de
atração. Traçou-se, então, uma linha imaginária que uniu aquelas duas pessoas
por uns três segundos. Ambos ficaram sem graça, quebrando, de repente, a magia
que pairava entre eles. Em seguida, voltaram ao trabalho, um pensando no outro.
Ricardo estava arrumando as
prateleiras de literatura brasileira, no andar inferior do prédio, quando
Roberta apareceu. Ele levou um susto, mas tentou disfarçar a forte emoção:
- Oi! – disse ele.
- Olá! – respondeu ela – Sabe o
que eu queria saber?! Se temos o livro “Capitu – Memórias Póstumas”. Uma moça
quer lê-lo e eu ainda não me acostumei com as sessões, não sei nem se temos e
nem onde ficaria, pois não sabemos o nome do autor.
- Ah sim, claro! Vem comigo que
eu pego pra você. – respondeu Ricardo, todo envaidecido por poder ajudar tão
prontamente.
Penúltima estante da última
coluna à esquerda. Ricardo pegou o livro que estava na parte de baixo da prateleira
e quando se levantou Roberta estava a menos de um palmo de seu rosto:
- Obrigada! – disse com um
sorriso maroto, saindo rapidamente.
- De... nada. – respondeu ele quase
gaguejando, sem poder se mexer.
Naquela noite Ricardo não
conseguira dormir direito, ficara pensando se realmente ela precisava daquele
livro ou se, por algum motivo, havia preparado minuciosamente aquela situação. De
qualquer forma, ele estava abalado e o que realmente importava era o modo como
ela havia mexido com seus sentimentos, há algum tempo adormecidos. Ricardo não
tem um histórico muito longo de relações amorosas. Na verdade, nunca teve muita
sorte para o amor. O turbilhão que o estava incomodando não era totalmente novo
para ele, já havia sentido algo parecido antes, porém agora havia uma sensação
diferente, uma paixão ao mesmo tempo repentina e avassaladora, talvez. Sim, ele
estava muito confuso.
No dia seguinte, acordou
ansioso para ir à biblioteca. Perceba que eu tomei o devido cuidado em não
dizer “acordou ansioso para ir trabalhar”, o que não é o caso. Aqui, ele queria
mesmo era ir ao local de trabalho, pois seu “objeto” de desejo estaria lá. Se
conseguiria de fato trabalhar, aí já é uma outra coisa.
...
Marco Hruschka
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Programação Cultural - II Mutirão Artístico Maringaense
Programação Cultural
Fique atento nos horários da semana cultura do 2º Mutirão Artístico Maringaense. De 19 a 26 de Maio no Democráticos Bar, Rua Paranaguá, Nº 78 Zona 07. (Av. Colombo, ao lado do posto de gasolina) Veja os detalhes no Google Map [click aqui]
Apartir das 17hs
MÚSICA: Rael Toffolo apresentando duas obras eletroacústicas e Ingazeiro representando a cultura nordestina com o seu maracatu
TEATRO: Taaly Segatti "Mundo Moderno" (Chico Anisio) e "Jesus no Xadrez" (Chico Pedrosa), além de poema musicado pelo grupo Cordel de Fogo Encantado.
ESCULTURA: Marcelo Monteiro irá demonstrar algumas técnica da escultura em tempo real criando peças em miniatura em bastões de giz tipo escolar.
GRAFITE: René Meyring e sua criação visual em tempo real
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Damien Campos, Ângela Ramalho e Vera Margutti
CINEMA: curta-metragens de Hygor Zorak
LITERATURA: Exposição permanente dos textos dentro dos menus e nas camisinhas de cerveja com todos os artistas (Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti)
FOTOGRAFIA: Exposição fotográfica dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição das pinturas dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Andy Ferrari e sua exposição de máscaras.
TEATRO: Taaly Segatti "Mundo Moderno" (Chico Anisio) e "Jesus no Xadrez" (Chico Pedrosa), além de poema musicado pelo grupo Cordel de Fogo Encantado.
ESCULTURA: Marcelo Monteiro irá demonstrar algumas técnica da escultura em tempo real criando peças em miniatura em bastões de giz tipo escolar.
GRAFITE: René Meyring e sua criação visual em tempo real
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Damien Campos, Ângela Ramalho e Vera Margutti
CINEMA: curta-metragens de Hygor Zorak
LITERATURA: Exposição permanente dos textos dentro dos menus e nas camisinhas de cerveja com todos os artistas (Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti)
FOTOGRAFIA: Exposição fotográfica dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição das pinturas dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Andy Ferrari e sua exposição de máscaras.
Apartir das 20hs
CINEMA: Curta-metragem do grupo de artistas (Tamires Belluzzi Freitas, Fernanda Eda, Gabriela Petrucci, Karina Azevendo e Patrícia Adrian)
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Marcele Aires e Miriam Ramalho. Marcele Aires irá expor seus livros “Que transpõe o halo (poesia, 2010)” e “Ausências em monólogos (ficção, 2011)”.
LITERATURA: Exposição permanente dos textos, poemas e contos dos os artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente com todos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari
CINEMA: Curta-metragens de Hygor Zorak
MESA DE LITERATURA E QUADRINHO: O quadrinista Diego Jolly irá expor seus trabalhos ao estilo “narrativas gráficas”. O quadrinista Hálisson Júnior da Silva e Cléia Garcia e seus trabalhos em zines, blogs, folder e quadrinhos.
DANÇA: Júnior Paiva irá apresentar uma performance, dança contemporânea, da canção “Imagine” do Jhon Lennon (versão Glee)
MÚSICA: Najara Nogueira
LITERATURA: Exposição permanente dos textos, poemas e contos dos os artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari
Apartir das 20hs
MÚSICA: Contos musicalizados de Dalton Trevisan na performace vocal de Alexandre Gaioto. Damien Campos, violão voz e violoncello, declamando seus poemas e canções.
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Exposição dos poemas e textos impressos de Hygor Zorak e Thays Pretti
CINEMA: Curta do grupo de artistas Tamires Belluzzi Freitas, Fernanda Eda, Gabriela Petrucci, Karina Azevendo e Patrícia Adrian.
LITERATURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari.
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Marcele Aires e Miriam Ramalho. Marcele Aires irá expor seus livros “Que transpõe o halo (poesia, 2010)” e “Ausências em monólogos (ficção, 2011)”.
LITERATURA: Exposição permanente dos textos, poemas e contos dos os artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente com todos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari
Apartir das 20hs
CINEMA: Curta-metragens de Hygor Zorak
MESA DE LITERATURA E QUADRINHO: O quadrinista Diego Jolly irá expor seus trabalhos ao estilo “narrativas gráficas”. O quadrinista Hálisson Júnior da Silva e Cléia Garcia e seus trabalhos em zines, blogs, folder e quadrinhos.
DANÇA: Júnior Paiva irá apresentar uma performance, dança contemporânea, da canção “Imagine” do Jhon Lennon (versão Glee)
MÚSICA: Najara Nogueira
LITERATURA: Exposição permanente dos textos, poemas e contos dos os artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari
Apartir das 20hs
MÚSICA: Contos musicalizados de Dalton Trevisan na performace vocal de Alexandre Gaioto. Damien Campos, violão voz e violoncello, declamando seus poemas e canções.
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Exposição dos poemas e textos impressos de Hygor Zorak e Thays Pretti
CINEMA: Curta do grupo de artistas Tamires Belluzzi Freitas, Fernanda Eda, Gabriela Petrucci, Karina Azevendo e Patrícia Adrian.
LITERATURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari.
Apartir das 20hs
MÚSICA: Paulinho Schoffen
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Alexandre Gaioto e Roberth Fabris
CINEMA: Curta-metragens de Hygor Zorak
LITERATURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari.
Apartir das 20hs
MÚSICA: Tapa na Macaca e Corda Crua
TEATRO: Taaly Segatti "Mundo Moderno" (Chico Anisio) e "Jesus no Xadrez" (Chico Pedrosa), além de poema musicado pelo grupo Cordel de Fogo Encantado.
MESA DE QUADRINHOS E LITERATURA: Nelson Alexandre e Marco Hruschka
CINEMA: Curta-metragens de Hygor Zorak
LITERATURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti.
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari
Apartir das 17hs
MÚSICA: Rafael Morais e Média Clássica
TEATRO: Taaly Segatti "Mundo Moderno" (Chico Anisio) e "Jesus no Xadrez" (Chico Pedrosa), além de poema musicado pelo grupo Cordel de Fogo Encantado.
MESA DE LITERATURA E QUADRINHOS: Luigi Ricciardi, Márcio Domenes e Luciano Vidal
ESCULTURA: Marcelo Monteiro
DANÇA: Larisse Farias, Dança do Ventre
CINEMA: Curta do grupo de artistas Tamires Belluzzi Freitas, Fernanda Eda, Gabriela Petrucci, Karina Azevendo e Patrícia Adrian.
LITERATURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alexandre Gaioto, Ângela Ramalho, Cléia Garcia, Damien Campos, Hygor Zorak, Luigi Ricciardi, Marcelo Aires, Marcio Domenes, Marco Hruschka, Miriam Ramalho, Nelson Alexandre, Roberth Fabris, Thays Pretti e Vera Margutti)
FOTOGRAFIA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Alessandra Lopes, Amanda Antunes, Ana Luíza Verzola, Bárbara Neves, Carolina Justi, Fernanda Inocente, Hygor Zorak, Isa Angeliotto, Izadora Amaral e Bruna Siena & Venilson Santos.
PINTURA: Exposição permanente dos trabalhos dos artistas Cristiane Inokuma, Marcos Molinari, Sara Vieira e Wagner Dantas.
MÁSCARAS: Exposição permanente com Andy Ferrari
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Quem sou eu?
- Marco Hruschka
- Maringá, Paraná, Brazil
- Marco Hruschka é natural de Ivaiporã-PR, nascido em 26 de agosto de 1986. Morou toda a sua vida no norte do Paraná: passou a infância em Londrina e desde os 13 anos mora em Maringá. Sempre se interessou em escrever redações na época de colégio, mas descobriu que poderia ser escritor apenas com 21 anos. Influenciado por professores na faculdade – cursou Letras na Universidade Estadual de Maringá – começou escrevendo sonetos decassílabos heroicos, depois versos livres, contos, pensamentos e atualmente dedica-se a um novo projeto: contos eróticos. Seu primeiro poema publicado em livro (Antologia de poetas brasileiros contemporâneos – vol. 49) foi em 2008 e se chama “Carma”. De lá para cá já, entre poemas e contos, já publicou mais de 50, não apenas pela CBJE, mas também em outras antologias. Em 2010 publicou seu primeiro livro solo: “Tentação” (poemas – Editora Scortecci). Em 2014, publicou “No que você está pensando?” (Multifoco Editora), livro de pensamentos e reflexões escrito primordialmente no facebook. É professor de língua francesa e pesquisador literário.
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