quarta-feira, 25 de abril de 2012
Os Pecados Capitais na atualidade
"Todos os pecados capitais, sem
exceção, são tidos como virtudes nessa sociedade neoliberal corroída pelo afã
consumista.
A inveja é estimulada no anúncio
da moça que, agora, possui um carro melhor do que o do seu vizinho. A avareza é
o mote das cadernetas de poupança. A cobiça inspira todas as peças publicitárias,
do Carnaval a bordo no Caribe ao tênis de grife das crianças. O orgulho é sinal
de sucesso dos executivos bem-sucedidos, que possuem lindas secretárias e
planos de saúde eterna. A preguiça fica por conta das confortáveis sandálias
que nos fazem relaxar, cercados de afeto, numa lancha ao sol. A luxúria é marca
registrada da maioria dos clipes publicitários, em que jovens esbeltos e
garotas esculturais desfrutam uma vida saudável e feliz ao consumirem bebidas,
cigarros, roupas e cosméticos. Enfim, a gula subverte a alimentação infantil na
forma de chocolates, refrescos, biscoitos e margarinas, induzindo-nos a crer
que sabores são prenúncios de amores." Frei Betto
Foto: "Les 7 péchés capitaux", de Jérôme Bosh.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Sem hiato
Quando nossos corações
Outrora separados
Individualizados
Tornaram-se união
Fui de mim ao céu
Num repente, sem pensar
E senti calmamente acalentar
Nossos corpos meio ao léu
De minh’alma me separei
E viajei aéreo num instante
Eternamente agraciado, amante
Flutuante e extasiado me encontrei
E continuei, galgando mais e mais
Indo e vindo em movimento compassado
Peles, lençóis, delírio, tudo entrelaçado
A carne é trêmula e os gestos não-vestais
Depois do gozo, amor realizado em ato
Abraço-te ofegante, quase sem respiração
Lábios alterados, sorriso de satisfação
Agora somos um, unidos, sem hiato
Marco Hruschka
Marco Hruschka
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Jantar
"Essa vai para as mulheres. Quando um cara te chama para jantar, isso não significa necessariamente que ele está perdidamente apaixonado por você (o que ao meu ver seria bom, não vejo problema nenhum com paixões, acho inclusive que elas são necessárias e bem-vindas). Não significa que ele será um grude, um pé no saco. Significa, muitas vezes, que se trata de um homem mais educado, sensível talvez, que provavelmente sabe conversar e que quer a oportunidade de te conhecer melhor, viver algo a mais do que apenas uma noite de sacanagem. Significa que ele tem a intenção de te respeitar, de te olhar de uma maneira mais atenciosa, diferenciada. Um jantar possibilita momentos de o que eu chamaria de 'intimidade descontraída'. Uma vez a sós, vocês podem conversar sobre o que quiserem, olharem-se como quiserem e depois fazerem o que quiserem. Um jantar é uma oportunidade. Um jantar é um programa para pessoas inteligentes. Em último caso, vocês comeram, conversaram e sacaram se rola ou não rola. Não há nada a perder. Mas a sociedade está transformando as pessoas em máquinas (robôs) de fazer sexo. Sair, beber, transar e, principalmente, esquecer. É a degradação do relacionamento. O fim do amor. Saia para jantar, vá ao cinema, tome um sorvete com alguém! As pessoas são mais do que uma mera aparência entre luzes coloridas. Valorize o ser humano em cada um. Valorize-se." Marco Hruschka
terça-feira, 10 de abril de 2012
Tatuagem
Eu nunca fui fã de poesia por encomenda. É um pouco difícil pra mim escrever sobre alguém sem que a ideia parta naturalmente de mim. Mas um dia uma amiga muito especial, a Pri, me pediu uma poesia e disse que iria tatuá-la em seu corpo. Então resolvi fazer. Em nome de nossa amizade. Em nome do que ela significa pra mim. E o fato de minha poesia estar no corpo dela surge como uma homenagem inesquecível pra mim. Estou muito contente com o resultado. É a arte de Marco Hruschka superando qualquer barreira. Abaixo a poesia na íntegra. Abraços
Tatuagem
Seu nome é Priscila da Mata Brustello
Estonteantemente mulher demais
Insaciável em sua alegria, sempre mais
Seu coração é imensidão, é tão singelo
Sua alma é rara, misto de sentimento e razão
Seu corpo é prazer e euforia delatados
Tentação e libertinagem exalados
Obra delicada, retocada com perfeição
Do louro da lua, cabelos de mel
Pele de oliva nascida em plena madrugada
Curvas sem destino, perdição aventurada
Toda carnívora, devoradora, mulher-babel
Hipnotiza a todos, sereia do mar
Mas seu feitiço é de carisma e de beleza
Conquista o coração de todos, é alteza
E será sempre a rainha por onde passar
Achado...
Poema escrito em 04 de outubro de 2009, nunca publicado. Nem mesmo no meu livro de poemas "Tentação", que saiu em abril de 2010. Hoje acabei relendo-o e vi algum sentido nele. Resolvi não só publicar aqui como também mandá-lo para seletiva para sair em Antologia nacional.Testamento
Ego, ego meu, diga-me:
Há alguém mais sensível do que eu?
O apaixonado pela primavera em flores,
Amante do céu e do arco-íris em cores,
A relva, o orvalho e o luar são meus amores.
Mas não sei o que há debaixo dessa máscara
Que uso para agradar os complacentes,
Se é caráter conturbado ou laica inocência,
Acéfalo primata ou alma em transparência,
Que se exploda esse bando de doentes!
Não me encaixo nessa caixa de Pandora...
Já não sou mais o cretino de outrora!
É preciso uma mudança, vou-me embora,
Pego a estrada ininterrupta, chegou a hora...
Um adeus aos hipócritas, parto, é agora!
Marco Hruschka
sexta-feira, 30 de março de 2012
Mulher madura
"Nada como a companhia de uma mulher madura. Nada como uma conversa com uma mulher madura. As mulheres maduras são assim: seguras! Quando falo "mulher madura" não estou me referindo necessariamente à idade, mas à maneira como a pessoa pensa, se comporta e se impõe diante das situações da vida. A mulher madura não tem medo de ser feliz, ela aposta, pois sabe que a vida é justamente isso, uma grande aposta, uma após a outra. A mulher madura não tem frescuras, pois sabe o que quer. Ela encara com serenidade as adversidades e não perde o rebolado por qualquer besteira. Ela é forte! Ela é forte, confiante e sensata, mas sem perder o sentimentalismo. Se este texto não fez muito sentido para você, querida, ainda precisa amadurecer um pouco mais!"
Marco Hruschka
sexta-feira, 16 de março de 2012
Qual ARTE te toca mais?
Lanço a pergunta aos seguidores do blog: Qual ARTE te toca mais? Por quê?Você pode citar a Literatura, a Música, a Pintura, a Dança, a Escultura, o Cinema, a Fotografia, enfim, tudo o que você considera um meio de expressão artística...
Responda e justifique em forma de comentário, deixe a sua contribuição à discussão.
Abraços artísticos.
Marco Hruschka
Foto: "Mona Lisa", de Leonardo Da Vinci, Museu do Louvre, Paris.
Pintura a óleo sobre madeira de álamo, 77 x 53 cm.
Pai nosso, padrasto alheio
Pai nosso que estais no céuPadrasto dos pobres e dos enfermos,
Santificado seja o vosso nome
Para que haja sangue em abundância para bebermos,
Venha a nós o vosso reino
Castelo de ilusão esmaecido...
Seja feita a vossa vontade
E a minha? E a tua? Sonho perdido!
Assim na Terra como no céu
Aqui se vive, acolá, abóbada obscura...
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
Brindemos à gula e à miséria, prefiro a fartura!
Perdoai-nos as nossas ofensas
Por que nos deste uma língua tão afiada?
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
Pois que errar é humano, mas na próxima não garanto nada.
E não nos deixei cair em tentação
Para que temos os cinco sentidos disponíveis?
Mas livrai-nos do mal
Os saborosos pecados terrenos, ou os demônios invisíveis?
Prece extra, para um retorno mais veloz e mais abundo:
Viva o ouro do Vaticano, e a vida nas Áfricas do mundo!
AmémMarco Hruschka
Poesia publicada no livro "Tentação", 2010.
domingo, 11 de março de 2012
Citações do romance "Mulheres", de Charles Bukowski
Após a leitura do romance, deixo as citações que mais me chamaram a atenção e que me fizeram refletir sobre algo. O romance possui vocabulário pesado, vulgar (diferencial do narrador). Há muitas descrições de cenas sexuais e bebedeiras. A leitura corre fácil. Em alguns momentos, o autor trás algumas reflexões interessantes sobre a vida e a morte. O final me desagradou. Gostei do estilo da tradução. Por fim, vale a leitura como experiência.
"Foder é a melhor cura pra ressaca"
"O tempo era imóvel, e a existência uma coisa latejante e intolerável"
" - Não quero me aproveitar de você, Dee Dee - disse eu. - Nem sempre sou bom com as mulheres.
- Já disse que te amo.
- Já disse que te amo.
- Não faça isso. Não me ame.
- Tá legal - disse ela - não vou amar você. Vou quase amar você. Tá bom assim?
- Melhor assim.
- Melhor assim.
Acabamos nosso vinho e fomos pra cama."
"Decidi que eu ia viver até os oitenta. Imagine só ter oitenta anos e trepar com uma garota de dezoito. Se tem algum jeito de roubar no jogo da morte, o jeito é esse."
"Me alegrava não estar apaixonado e não estar de bem com o mundo. Gostava de me sentir estranho a tudo. As pessoas apaixonadas, em geral, se tornam impacientes, perigosas. Perdem o senso de perspectiva. Perdem o senso de humor. Ficam nervosas, tornam-se chatas, psicóticas. Podem virar assassinas."
"Às vezes você acha bondade no meio do inferno"
"De modo que as nossas brigas corriam por conta do meu desejo de não ver ninguém versus o desejo dela de ver o maior número de pessoas possível"
"Eu conhecia uma porção de mulheres. Pra que sempre mais mulheres? O que eu estava tentando fazer? Era excitante um caso novo, mas também dava um trabalhão. O primeiro beijo e a primeira trepada tinham uma certa dramaticidade. As pessoas são interessantes no início. Aos poucos, porém, todos os defeitos e loucuradas botam as manguinhas de fora, é inevitável. Começo a significar cada vez menos pras pessoas, e elas pra mim."
"As mulheres me conheciam por antecipação por causa dos meus livros. Eu me expunha neles. Por outro lado, eu nada sabia delas. O risco era todo meu."
"Considero suspeita qualquer pessoa que resolva ler sua novela pros outros. É o próprio beijo da morte."
"O melhor é esquecer de tudo quando uma mulher se volta contra você. Elas podem te amar um tempo; mas um dia dá um click, e, então veem você morrendo atropelado na sarjeta e ainda cospem em cima."
"Esse é o problema com a bebida, pensava, enquanto enchia o copo. Se acontece uma coisa ruim, você bebe para esquecer; se acontece uma coisa boa, você bebe para comemorar; se não acontece nada, você bebe para que aconteça alguma coisa."
"Aquele único drinque deixou Cecília zonza e tagarela, e ela nos explicou que os animais têm alma também. Ninguém contestou suas opiniões. A gente sabia que era possível. O que a gente não tinha certeza é se nós tínhamos uma."
"As pessoas vão se agarrando às cegas a tudo que existe: comunismo, comida natural, zen, surf, balé, hipnotismo, encontros grupais, orgias, ciclismo, ervas, catolicismo, halterofilismo, viagens, retiros, vegetarianismo, Índia, pintura, literatura, escultura, música, carros, mochila, ioga, cópula, jogo, bebida, andar por aí, iogurte congelado, Beethoven, Bach, Buda, Cristo, heroína, suco de cenoura, suicídio, roupas feitas à mão, voos a jato, Nova York, e aí tudo se evapora, se rompe em pedaços. As pessoas têm de achar o que fazer enquanto esperam a morte."
sábado, 10 de março de 2012
Bases e fases
Nós ficaremos juntos. Mas as coisas mudam e conosco não será diferente. Chegará um dia em que você vai pensar em me trair, pois sentirá atração por outrem e achará que não é feliz o bastante. A rotina vai nos consumir... mas apenas se deixarmos. Eu pensarei a mesma coisa. Entretanto, não o faremos. Nos arrependeríamos depois, pois nos amamos. Além disso, desde o começo nós traçamos em comum um mesmo caminho, com base no respeito, na confiança e na fidelidade. Amar requer tempo, para superar as fases; disposição, para investir no relacionamento; inteligência, para discernir as suas lógicas; e fé, para acreditar no sentimento.
Marco Hruschka
quarta-feira, 7 de março de 2012
Amor em vidros
"E quando me dei conta, estava envolvido... e isso era bom. Me sentia bem nessa pseudo-prisão em vidros, muito transparente, tão clara e leve quanto a correnteza natural da nascente de um rio... essa pseudo-prisão em vidros, que era o amor"
Marco Hruschka
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Caça à notícia - por Angela Ramalho
Logo cedo, fui à banca comprar o jornal, ansiosa pela notícia.
“O Diário” de domingo costuma vir “recheado” de páginas, mas o que me interessava era o Caderno de Cultura (ou o D+ ), nome pelo qual é identificado no jornal, embora para o meu gosto nem sempre seja tão “D+” assim...
De cara, o D+ noticiava que o “Crô” (personagem da global das 20h) vai virar milionário. A segunda manchete dizia dos planos da Helena Louro, maringaense e ex-BBB. Eu, que não tenho paciência nem com os atuais BBBs, quero lá saber de ex-BBB?
Matéria da página principal: O Festival de Teatro de Curitiba, que vai acontecer entre o final de março e começo de abril. Ótimo! Teatro é cultura. Mas, cá prá nós, estamos no dia 12 de fevereiro. Falta muito tempo ainda, não? Outra curiosidade minha: alguém aqui de Maringá vai a um festival de teatro em Curitiba? E se vai, uma notícia dada assim, com tanta antecedência, será que até o final de março quem leu agora não vai se esquecer? Hum... sei não. Mas a matéria do Massali é boa, contém toda a programação do evento e foi ilustrada com uma foto enorme, dando a impressão de ter sido estrategicamente colocada ali para “encher linguiça”, talvez por falta de mais informações.
Mas o melhor mesmo dessa página vem logo abaixo: é a “chapoletada” da Devassa, que com certeza deve cair bem com um chopp geladinho!
Bem, não estamos na página principal do D+ e nem eu esperava por isso. Continuo minha “caça” à notícia e viro a página “D2”. “Helena vem aí”. Página inteira da ex-BBB. Sem comentários! Já disse o que penso sobre o BBB lá no início!
Vou para a página “D3”. Dou uma lida na “Mistura Fina” de Fernando Borghi, um camarada engraçado à beça e que sai fazendo “stand up” por aí! Confesso que gosto mais dele nos vídeos do You Tube. Assisti alguns deles e me rachei de rir! Só que a comunicação escrita não conta com os mesmos recursos da comunicação oral e nesse caso, ele perde muito do seu talento numa coluna que, a meu ver, não tem uma definição. Questionei o teor de seu texto e fiquei sem saber: É uma crônica? É piada? Ele vai comentar fatos do cotidiano de forma engraçada? Sinceramente, não deu para entender a que se propõe a coluna do Borghi, que nesse domingo falou de calor, aeroporto e greve (coisas nada engraçadas, diga-se de passagem).
O artigo sobre Sinatra eu já havia lido no “Estadão” e “O Diário” só fez reproduzir. Costumo ler a página de cultura do Estadão e o texto reproduzido de “O Diário” não acrescentou ao artigo original nenhuma novidade.
Continuo minha caça a noticia de nosso prêmio em Curitiba. Quem sabe estamos na página D4? Caramba, constato com surpresa que a página D4 é a página das “socialites” e eu não levo jeito para isso. D4 e D5 são só “caras e bocas” e o que eu mais gostei dali foi a propaganda de relógios da Bigben. Ah, gostei também de saber que a arquiteta Ninha Chiozzini e sua equipe estarão nas páginas da Casa Vogue desta semana. Bacana ver talentos de Maringá brilhando por aí, assim como fizemos em Curitiba. Podem me chamar de “bairrista” mas amo minha cidade e me dá um baita orgulho quando vejo muitos de seus filhos fazendo bonito e “dominando” outros territórios com criatividade, talento e porque não dizer, uma boa dose de ousadia, pois sem ela, não sairíamos daqui!
Nada de notícia na página D4, muito menos na D5. Mais uma vez viro a página e tá lá o “Crô” de novo, entre palavras cruzadas, horóscopo do dia (vou consultar o meu depois), filmes em cartaz, resumo de novelas, programação das redes de TV. Volto ao horóscopo e imagino que vou ler algo do tipo: “hoje o dia não está propício às comunicações”. Já que estou quase no final do Caderno D+ e minha paciência, a essa altura está ficando cada vez mais D -, resolvo ler o que me reserva o horóscopo do dia e descubro que devo “resolver o dilema entre ter um trabalho seguro ou fazer realmente o que gosto”. Se há um dilema que eu não tenho é esse. Meu trabalho é seguro e eu faço o que gosto. Nada a ver o que me diz o signo de sagitário hoje.
Parei para refletir sobre o que é você folhear um jornal à caça do que lhe interessa... Acabo lendo tanta futilidade, que no final, até acho graça! Eu aqui, confortavelmente sentada no sofá da minha sala, lendo o horóscopo do dia no D+. Tem explicação para isso?
Vamos a penúltima página, a D7. Mais uma vez, nada! A coluna “Viva Maringá” destaca foto de uma porção de costelinha com mandioca frita que deve ser uma perdição! Dicas de bares, bons restaurantes, taí uma coluna que eu não tenho o que dizer, mas sim o que comer, rs.
A outra meia página é um anúncio da Prefeitura que fala sobre a reforma do Calil Haddad (bom demais!), convidando para uma comemoração: o convite à dança especial, nesse final de semana. Isso sim é uma boa notícia! Um teatro reformado, bonito e confortável, ofertando à população espetáculos culturais gratuitos e de qualidade.
E o nosso prêmio? Será que está invisível? Será que “comi barriga”?
Eis que eu viro a última página (D8) e, comprimidos por um comercial de carnaval do Ody Park que ocupa 90% da página, lá estamos nós (ufa!) nos 10% restantes!
Resta-me ler o que o Massali escreveu, porque a foto que ilustra a matéria, essa já me decepcionou, de imediato! Estávamos certos que ia ser publicada uma das três fotos que um dos escritores premiados enviou ao jornalista por email. Em Curitiba, contratamos uma produtora que nos designou um fotógrafo profissional para cobrir a premiação. Isso significa dizer que tínhamos fotos de boa qualidade e que foram repassadas antecipadamente ao jornalista de “O Diário”. E se a matéria era para falar sobre o prêmio, nada mais indicado do que ilustrá-la com as fotos do recebimento do prêmio!
A nossa visita ao jornal objetivava passar detalhes de como foi a programação em Curitiba, como se deu a seleção dos homenageados e a importância do prêmio aos três escritores de Maringá. Não fomos ao jornal para tirar fotos, mesmo porque, ninguém estava vestido ou produzido para tal. Nem passou pela minha cabeça que alguém que deve primar pela qualidade da informação (no caso, o jornalista), fosse desprezar as fotos tiradas por um fotógrafo profissional.
Falando em qualidade da informação, em que pesem os méritos profissionais do repórter Fabio Massali (já li muita reportagem boa dele), o texto da matéria em questão não demonstra nem 10% do que foi o evento. Prá começo de conversa, ele subtraiu um dia do evento, que aconteceu nos dias 04 e 05/02 e não apenas no dia 04, como está na reportagem.
Nos dois dias tivemos uma intensa programação cultural (Exposição de Artes Plásticas, lançamento do Catálogo Artístico 2012, Outorga do Prêmio, Posse dos Conselheiros Literarte, Jantar de Gala, Passeio Turístico, Chá Literário com lançamento de livros dos escritores homenageados). Nada disso foi citado na matéria.
Espremidos num cantinho da página, três poemas curtos de cada autor, que não representam 1% do que fizemos até agora em nossas participações literárias. Melhor seria não divulgar nenhum texto, mas primar por uma matéria completa.
Em nenhum momento foi comentado sobre nossas participações e divulgação do trabalho no exterior, sendo que o Catálogo Artístico do qual participo, em março será distribuído em 08 (oito) países da Europa, além de ser distribuído em todas as feiras e eventos literários no Brasil.
Mas estamos no “O Diário”. Na última página do D+ mas estamos!.É o único jornal que temos no município e agradecemos imensamente a gentileza dessa publicação.
No entanto, tenho que dizer que outros escritores de estados e municípios bem menores que o nosso, apresentaram links de matérias sobre esta mesma premiação, onde observamos maior destaque e profissionalismo por parte da imprensa local, com fotos em destaque na primeira página e reportagens de meia página e/ou página inteira no caderno cultural. Mesmo assim, vamos enviar o link dessa reportagem para o Rio de Janeiro, para que os organizadores a divulguem em mala direta, ainda que a mesma não tenha saído 100% como gostaríamos.
Mais uma observação: nem minha cunhada que me conhece há mais de 40 anos, é assinante de “O Diário” e lê o jornal todo dia, viu hoje esta reportagem (a não ser depois que eu falei).
Isso até me deu uma ideia: Vou fazer uma chamada no meu Facebook e também um merchandising de graça para o Ody Park. Vou postar algo mais ou menos assim:
Gente, estou no “O Diário” de hoje, logo acima da propaganda do Ody Park!
Angela Ramalho – Escritora premiada LITERARTE
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Prêmio Troféu Literarte de Cultura 2012
Nos dias 04 e 05 de fevereiro de 2012, houve em Curitiba o "Prêmio LITERARTE de Cultura 2012". a outorga é uma grande homenagem a todos aqueles que brilharam durante o ano de 2011 no cenário cultural e têm como objetivo central reconhecer e trazer a público as melhores iniciativas culturais tendo como critério: talento, criatividade, empreendedorismo, respeito, companheirismo e apoio cultural.

Foi um fim de semana maravilhoso, conheci pessoas muito talentosas, simpáticas, realmente especiais. Com certeza, este prêmio servirá de incentivo para que eu continue a escrever cada vez mais. Um grande abraço a todos que lá estiveram e a todos que acompanham o meu trabalho!
Fotos:
1) Vera Figueredo, Marco Hruschka e Dyandreia Portugal;
2) Certificado e Troféu LITERARTE de Cultura 2012 concedidos a Marco Hruschka;
3) Marco Hruschka, Angela Regina Ramalho Xavier, Vera Lucia Fávero Margutti e Luiz Francisco Silva;
4) Marco Hruschka e Najara Nogueira.
Marco Hruschka
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O tempo e o vento
E eu fico olhando o vazio perplexo às vezes
Pensando em não sei o quê,
Sem forças para revidar esse compasso
Às vezes...
E a vida é cheia de circunstâncias,
Atemporais, talvez...
Mas o fato é que estou preso
E as areais escorrem movediçamente
Me levando pra baixo,
Cada vez mais pra baixo...
Como o tempo é inevitável!
Uma instância eterna, ininterrupta,
Cheia de instantes gulosos,
Que vai sempre se alimentar da nossa carne!
Mas estas palavras não podem ser consumidas...
O vento as espalhará pelo mundo como forma
De combater o tempo, vencê-lo e provar
Que a Arte sempre prevalecerá e sobreviverá
E que a poesia sempre encontrará alguém
Pronto para recebê-la, amá-la e com ela
Transformar o mundo em que vivemos
...
Marco Hruschka
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
O novo mal do século
"Vivemos em um sociedade na qual a bebida é o novo Deus, o novo refúgio e o novo objetivo. A juventude encontra-se presa em um círculo vicioso no qual beber tornou-se bonito, de fácil acesso, a nova moda. 'Não temos amor, mas temos uma garrafa de vodka, dá na mesma!' É preciso, de alguma forma, fugir dessa realidade que nos oprime, nos esmaga, nos aflige. Afinal, temos casa, carro, estudo e supérfluos pagos pelos pais que não sabem mais cuidar dos filhos por falta de tempo ou de sei lá o quê e acabam tentando compensar dando as coisas. Dão tudo, menos educação de verdade. Dão tudo, menos limite. Estamos criando robôs que serão eternamente guiados pelo capitalismo e engolidos pela globalização. Desligue a TV, controle a internet, incentive a leitura na sua casa, senão morreremos alienados como marionetes nas mãos dessa sociedade dominadora e acéfala!" Marco Hruschka
ESCRITORES MARINGAENSES RECEBEM PRÊMIO
Três escritores de Maringá vão receber o PRÊMIO LITERARTE DE CULTURA 2012, homenagem idealizada pela LITERARTE – Associação Internacional de Escritores e Artistas Plásticos, sediada em Cabo Frio – RJ. A cerimônia de outorga do prêmio acontecerá em Curitiba, nos dias 04 e 05 de fevereiro, no Hotel Nikko.
Na programação do evento constam, além da cerimônia de premiação, posse dos Conselheiros da Literarte, Chá Literário com lançamento de Livros, Exposição de Artes Plásticas, lançamento do Catálogo Artístico-Literário LITERARTE 2012", coffe break, jantar de gala e passeio turístico-cultural.
Os premiados, além do recebimento do Troféu "Prêmio LITERARTE 2012", receberão ainda um certificado, chancelado pela LITERARTE, além de foto oficial com fotógrafo profissional. O evento terá cobertura de mídia, com a publicação de matéria na Revista Literarte e entrevista individual para o Programa de TV “SEM FRONTEIRAS” Com Dyandreia Portugal.
Foram agraciados com o Troféu Literarte os escritores: ANGELA RAMALHO, MARCO HRUSCHKA e VERA LUCIA FÁVERO MARGUTTI.
Na programação do evento constam, além da cerimônia de premiação, posse dos Conselheiros da Literarte, Chá Literário com lançamento de Livros, Exposição de Artes Plásticas, lançamento do Catálogo Artístico-Literário LITERARTE 2012", coffe break, jantar de gala e passeio turístico-cultural.
Os premiados, além do recebimento do Troféu "Prêmio LITERARTE 2012", receberão ainda um certificado, chancelado pela LITERARTE, além de foto oficial com fotógrafo profissional. O evento terá cobertura de mídia, com a publicação de matéria na Revista Literarte e entrevista individual para o Programa de TV “SEM FRONTEIRAS” Com Dyandreia Portugal.
Foram agraciados com o Troféu Literarte os escritores: ANGELA RAMALHO, MARCO HRUSCHKA e VERA LUCIA FÁVERO MARGUTTI.
ANGELA REGINA RAMALHO XAVIER é pedagoga, nascida em Nova Esperança e radicada em Maringá-PR. Autora de “Palavras Pedem Passagem” e “Poeminhas Dedicados”, além de um livro de crônicas (no prelo). Ousada, em seu primeiro livro, a autora contraria Vinícius de Morais e discorda de Fernando Pessoa. O livro foi indicado para leitura no quadro “Vitrine do Faustão”, pelo apresentador Fausto Silva, da Rede Globo de Televisão. O segundo livro, a autora dedicou a dez crianças e adolescentes de seu convívio. Outras crianças e adolescentes identificaram-se com os textos nele apresentados, o que levou a autora a idealizar um projeto de incentivo à leitura, com a realização de palestras em escolas públicas, projeto que pretende dar andamento em 2012. Embora o gênero predominante no seu trabalho seja a poesia, encontra-se em fase de produção seu 3º livro, primeiro no gênero de crônicas. Serão textos curtos, de no máximo uma página cada, abordando temas variados.
MARCO ANTONIO HRUSCHKA TELES, nascido em Ivaiporã e radicado em Maringá, graduado em Letras - Português/Francês, pela Universidade Estadual de Maringá, apaixonado por Língua Francesa e Literatura, é autor do livro de poesias “Tentação”, seu 1º livro. A obra traz poemas divididos em três capítulos: “Tentação formal”, com poemas em versos metrificados; “Tentação do sofrimento”, com temáticas ligadas à dor do amor e “Tentação do Verso Livre”, com obras em estilo mais contemporâneo.
Escreve poesias e contos, os quais o autor publica regularmente em Antologias Literárias pela CBJE, já são mais de 30 participações. Pretende lançar seu livro de contos (O amor e outros vícios) ainda este ano. Contudo, sonha em escrever um romance. Mesmo assim, confessa que escrever poemas é o que mais gosta de fazer e o que faz com mais sinceridade e paixão. Credita aos versos que faz a razão de um maior reconhecimento, no futuro.
VERA LUCIA FÁVERO MARGUTTI é capixaba, nascida em 1960. Psicopedagoga, empresária e escritora. Sócia da empresa Margutti Materiais para Construções Ltda, onde administra o setor financeiro/bancário. Possui graduação em Letras Português/Inglês e respectivas literaturas pela FAFIMAN, Mandaguari-PR (1982); Especialização em ensino religioso pela UEM, Maringá-PR (2000). Pós Graduação em Psicopedagogia pelo CESUMAR, em Maringá-PR (2002). Possui várias obras publicadas em jornais e revistas. Publica com regularidade em Antologias e desde 2010 seus contos, crônicas e poemas podem ser lidos na CBJE - Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Participa da Antologia “Histórias para você dormir 3” pela Literarte.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Versos para uma voz en-canto
Para Najara Nogueira
Diretamente da forja das notas musicais
Mais nobres e encantadas
Nasce o timbre-tom de família e linhagem reais
Deste anjo para quem trago estrofes declaradas
Teu canto é aquele das sereias enlevadas
Cheio de malícia, veneno, ondas em cais
Entorpecente natural, razão e ideia extasiadas
Vontades incontroláveis, te quero mais e mais
Ode misteriosa, som do mar, colorido dos corais
Vozes do bem e do mal amalgamadas
Anjo negro, cuja boca atormenta em vendavais
Enlouquecendo de delícia e tentação perpetuadas
Mas, de repente, sonata e orquestra aperfeiçoadas
Anjo bom, embalando meu coração em brisas matinais
Afagando-me com brandura, carícias desveladas
Prazer imenso rumo aos céus, acordes nupciais
Como são doces, os teus madrigais
Saia do sonho, seja real, almas entrelaçadas
Quero deitar-me no teu colo perfumado demais
E padecer os ouvidos de paixão em tuas serenatas
Marco Hruschka
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
A maldição do tempo
O tempo mal passou e tanto já foi passado
O que eu estou fazendo aqui parado?
O que eu estou fazendo aqui?
O que eu estou fazendo?
O que eu...?
O quê?
Marco Hruschka
sábado, 31 de dezembro de 2011
Prece de Ano Novo
Para esse ano novoQuero meus sentidos mais apurados
Rotinas quebradas
E coração acelerado
Que venha uma trajetória de conquistas
Rumos incertos a destinos seguros
Pessoas que fiquem,
Almas eternas
Almejo justamente a eternidade
Quero transfigurar o relógio
Abrandar o ponteiro
Fechar os olhos
E multiplicar os segundos
Quero o amor!
Desejo ardentemente
Noites com gotas generosas
De loucura e paixão
Para que meus dias
Sejam mais frescos, calmos e sadios
Quero mudar o mundo
Ao molde dos meus sonhos.
Quero um ano novo...
Simples assim!
Marco Hruschka
E desejo tudo isso a você também! Feliz 2012!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Os dias, os rostos e as máscaras
Vou levando a vida assim, leve de repente
Como quem contempla o curso do rio
E sabe onde ele desagua no fim da corrente
A água que vai não volta, o dia não adio
Vou levando a vida assim, suave e envolvente
Cingindo-me de meus dias, porque eles são só meus
Sem me arrepender de nada, mas sendo coerente
Com os princípios e as virtudes de nosso Deus
Vou levando a vida assim, sem ser um total inconsequente
Pois aqui se faz, aqui se paga, tudo está ligado
No topo do mundo elea te vigia incessantemente
Te jugando, te moldando em seu pedestal inabalado
Vou levando a vida assim, sem máscara que me sustente
O que sou está exposto, sem mácula, artefato ou carnaval
Quando chegar a minha hora, irei assim, voluntariamente
Sorrindo de meu rosto inato, intrínseco e essencial
Marco Hruschka
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
As vidas em um parágrafo
Você já parou para pensar que a sua vida é dividida em várias outras vidas de você mesmo? Cada etapa é tão diferente da outra e ao mesmo estão ligadas e influenciadas entre si. Cada novo relacionamento, cada nova conquista é uma vida por si só. Você nasce sem saber para que veio. Passa a infância sem saber o que é responsabilidade, sendo moldado pela família, amigos, televisão e sociedade. Quando adolescente, conhece tantas coisas novas que se teletransporta para uma outra-mesma-vida e se redescobre em outros prazeres nunca antes sentidos. Vive o mundo da dúvida de não saber ao certo o que vai ser quando adulto. Os olhos piscam e você já o é. Agora, você vai se dedicar ao trabalho que escolheu, podendo mudar várias vezes de profissão. E não se preocupe com isso, pois, apesar de ninguém nunca lhe ter dito, você tem mais vidas que um gato. De repente você vai querer formar uma nova família, dividir tudo que tem e que sabe com pessoas as quais você escolherá, ou que a vida escolherá por você. Pode ser que você envelheça sem saber ao certo o que realmente gostaria de ter feito ou o que realmente sabia fazer com talento. Pode ser que um dia você consiga comprar uma casa nova e diga: "Vida nova!". E não é que é mesmo?! Você vai amar muitas vezes e viver com várias pessoas diferentes. Às vezes sozinho. Mas para cada fim de relacionamento, quem disse que você não teve que renascer? E quando um novo amor acelera o coração, você se sente outra pessoa, toda renovada, cheia de novos planos para uma nova vida. E quando você já fez tudo isso e mais um pouco, passa a observar as outras pessoas mais novas fazendo a mesma coisa. Então fecha os olhos esperando tranquilamente a nova vida que se seguirá. Marco Hruschka
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Quem sou eu?
- Marco Hruschka
- Maringá, Paraná, Brazil
- Marco Hruschka é natural de Ivaiporã-PR, nascido em 26 de agosto de 1986. Morou toda a sua vida no norte do Paraná: passou a infância em Londrina e desde os 13 anos mora em Maringá. Sempre se interessou em escrever redações na época de colégio, mas descobriu que poderia ser escritor apenas com 21 anos. Influenciado por professores na faculdade – cursou Letras na Universidade Estadual de Maringá – começou escrevendo sonetos decassílabos heroicos, depois versos livres, contos, pensamentos e atualmente dedica-se a um novo projeto: contos eróticos. Seu primeiro poema publicado em livro (Antologia de poetas brasileiros contemporâneos – vol. 49) foi em 2008 e se chama “Carma”. De lá para cá já, entre poemas e contos, já publicou mais de 50, não apenas pela CBJE, mas também em outras antologias. Em 2010 publicou seu primeiro livro solo: “Tentação” (poemas – Editora Scortecci). Em 2014, publicou “No que você está pensando?” (Multifoco Editora), livro de pensamentos e reflexões escrito primordialmente no facebook. É professor de língua francesa e pesquisador literário.
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